10 Anos, 50 Séries Extra – Mini-Séries

Antes do fatídico post, como que um filler que ninguém pediu, fica aqui o top das melhores mini-séries de 2010-2019. Pareceu-me algo injusto (mais para as outras séries) que estas figurassem no top e que se perdessem no ranking. Se procuram comprometimentos mais reduzidos, qualquer uma destas sai altamente recomendada!

Nota: cliquem no nome das séries para verem os respectivos trailers.

X The Spoils of Babylon

Um realizador “acabado” mostra-nos a sua última obra prima cinematográfica.


Nunca ouviram falar desta série?! Não me admira. Esta comédia absurda, que ridiculariza o cinema, é um doce escondido da televisão. O humor não será do gosto de todos, mas para quem é, é muito.

IX Godless

Roy Goode, é um criminoso em fuga ao seu próprio gangue, encontra refúgio na cidade de La Belle, governada por mulheres.


Godless é um delight para quem gosta de westerns em infelizmentem não será nada do agrado de quem não for. Uma história curta mas com representações fortíssimas de Jeff Daniels e Merritt Wever. O final não é do meu agrado porque considero que houve um excesso de acção, em contraste com o aspecto mais contemplativo da série. Mas julguem-na vocês.

VIII Wolf Hall

Thomas Cromwell é um homem devoto e ambicioso que tenta gerir Henry VIII, um rei volátil e imprevisivel em choque directo com a Igreja.


Confesso-me um apaixonado por este tempo na história inglesa e Henry VIII é uma figura no mínimo fascinante. Um elenco de luxo (Damian Lewis, Mark Rylance, Claire Foy, Mark Gatiss, Jonathan Price, etc) e um ambiente rico só contrastam com uma história contada a ritmo lento e sem um final satisfatório (conta apenas o início da história de Cromwell).

VII State of the Union

Tom e Louise encontram-se todas as semanas para falarem da sua relação, antes de fazerem terapia de casal.


Esta é daquelas surpresas que sabem tão bem descobrir. Chris O’Dowd e Rosamund Pike falam abertamente da sua relação num bar adjacente à terapeuta de casal. O ambiente descontraido dá para comentar os outros clientes e para conversas que vão do mundano ao mais sério. Os dez episódios, de 10 minutos cada, vêem-se como um filme. A escrita é inteligente e os actores fazem o resto.

VI The Hollow Crown

Adaptação para televisão de peças teatrais de Shakespeare.


Jeremy Irons, Tom Hiddleston, Ben Whishaw, Benedict Cumberbatch, Sophie Okonedo e um elenco secundáario cheio de caras reconhecidas. Luxo visual e de representação que nos dá a verdadeira experiência de ver uma peça de teatro em televisão. O diálogo difícil não dá a mão ao espectador e pode ser mesmo um impeditivo para alguns. Os longos episódios também não ajudam… mas é um incrível produto televisivo para degustar. A segunda remessa de episódios não é tão boa como a primeira.

V Les Miserábles

Adaptação da obra de Victor Hugo. Uma história de amor, injustiça, esperança, malvadez e redempção.


A história não oferece novidades para quem já a conhece, mas é um espectacular produto televisivo, com elenco de primeira e orçamento a condizer. Dominic West é perfeito para o papel e Olivia Colman faz um papel asqueroso, mas foi Lily Collins quem me provocou mais impacto. A sua transformação deixa-nos revoltados e a actriz mostrou um talento que lhe desconhecia. Se ainda não conhecem a obra, e se musicais não são bem a vossa praia, experimentem esta versão.

IV The Pillars of the Earth

Uma história de amor em tempos de guerra.


Mais um elenco de puro luxo numa história muito boa de se seguir. Como já devem ter percebido, sou muito fã de séries de época e esta foi das primeiras que vi. Se nunca leram os livros, tentem não descobrir muito sobre a série e vejam. P.S. – Há uma sequela intitulada “World Without End”. Não é a mesma coisa em termos de qualidade.

III The Honourable Woman

Nessa testemunha a morte do pai em criança. Agora, em adulta, herdeira da fortuna do pai, tenta trazer a paz ao conflito entre Israel e a Palestina.


Uma série fantástica sobre um tema que parece não ter resolução. Nessa é uma personagem marcada pela tragédia e que tenta fazer o correcto no meio do conflito e trauma pessoal. Maggie Gyllenhaal é um estrondo completo, com uma performance que não deixa ninguém indiferente. Poderá criticar-se a série por certos problemas de ritmo, mas assim que acelera…

II Watchmen

Uma verção moderna dos comics, em que os super-heróis são tratados como criminosos e os policias são obrigados a usar máscaras para se protegerem..


Eu prefiro interpretar a temporada como uma mini-série e, assim, é praticamente perfeita. Não vou mentir: o facto de ser fã do filme de Snyder, e de saber a história, ajuda em muito a compreender este Watchmen. Damon Lindelof acaba por explicar muito ao longos dos episódios mas a série nunca ajuda o mais desatento. A qualidade do elenco e a maneira como a história se desenrola (demora a acelerar, mas é satisfatorio quando o faz) é a arte de fazer um arco narrativo com cabeça, tronco e membros.

I Chernobyl

Dramatização dos acontecimentos que levaram ao acidente nuclear e respectiva investigação e encobrimento.


Perfeição. Não há outra palavra para descrever o que Craig Mazin escreveu e que Jared Harris e Stellan Skasgard interpretaram. Consegue apertar-nos o coração (o final do primeiro episódio, as mazelas físicas da radiação, o extermínio dos animais), imprimir suspense (o final do segundo episódio) e chocar-nos com a tentativa de encobrimento do governo russo. O quinto episódio acaba por ser uma masterclass, com a explicação do sucedido naquela fatídica noite. No que toca a televisão, Chernobyl é perfeita.

P.S. – Ficam aqui mais três mini-séries que acabaram por ficar de fora do ranking, mas que merecem a referência:

Russian Doll Nadia continua a morrer e a reviver a noite do seu aniversário e é obrigada a perceber o porquê enquanto analisa a sua vida e as relaçõoes com os outros.


Se os loops temporais não são a vossa praia, deduzo que não vão adorar Russian Doll. Mas posso-vos dizer que esta história é mais do que isso. A série dá um twist nesta premissa, preferindo mergulhar no lago da moralidade. Natasha Lyonne mostra que o talento demonstrado em Orange is the New Black não foi acidental.

Sharp Objects Uma reporter é obrigada a confrontar os seus próprios demónios quando regressa à cidade onde nasceu para investigar um homicidio violento.


Para muitos, esta série deveria estar incorporado no ranking, e até numa posição de destaque. Mas confesso que não me provocou o mesmo impacto. Amy Adams e Patricia Clarkson estão excelentes, claro, mas a série não ofereceu nada de novo, já visto em outras histórias semelhantes (sendo a única excepção o twist). Acaba por ser por puro gosto pessoal porque, na verdade, a série tem muita qualidade.

Thor & Loki: Blood Brothers Adaptação do comic da Marvel Knight.


Estes quatro episódios, com pouco mais do que uma hora de duração total, vê-se como se “lê” um comic. Uma experiência visual diferente, com uma visão mais negra sobre a relação destes dois seres míticos.

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