10 Anos, 50 Séries – Parte 1

Com altos meses de atraso, aqui fica a minha definitiva lista de melhores séries que estrearam entre 2010 e 2019. Se esta lista precisava de ser tão extensa? Não, não precisava. É longa porque tive bastante dificuldade em deixar umas de fora? Sim, óbvio. Séries que começaram antes e estiveram no ar durante este período não foram consideradas, assim como as estreadas a partir de 1 de Janeiro de 2020. De certeza que muitos pecados vão ser cometidos, considerando que séries como The Pacific, Better Caul Saul, American Crime Story, Atlanta, Better Things, Glow, Years and Years, Veep, The Leftovers, Happy Valley, Fargo (T2 em diante), When They See Us e Unbelievable não vão figurar porque ainda não lhes peguei… Se estou a colocar esta lista para ver se ganho vergonha na cara? Sim, sim estou. Sem mais demoras, comecemos pelas “piores”.

Nota: cliquem no nome das séries para verem os respectivos trailers.

L The Boys

Uma realidade alternativa em que uma liga de super-heróis domina a cultura pop e são o centro do combate ao crime. Mas quando o mais recente membro chega à equipa percebe que nem tudo o que parece é.


Com apenas uma temporada exibida, é cedo para dizer se estamos na presença de algo especial, mas The Boys já conseguiu mostrar que consegue ser bastante original na abordagem ao mundo dos super-heróis. Há muito sangue, muita asneira e muito interesse corporativo. Uma excelente alternativa para quem ressaca por Watchmen.

XLIX Hannibal

Will Graham é um talentoso investigador com a capacidade de se colocar no papel da vítima. Graham encontra um homicida especialmente macabro e procura a ajuda de um respeitável psicólogo, o Dr. Hannibal Lecter.


Antes de se aventurar em American Gods, Bryan Fuller achou boa ideia contar a história de Hannibal Lecter em canal aberto. O teor mais “hardcore” da série e uma cinematografia original não entusiasmaram e as audiências foram sempre más. Uma pena que os excelentes Mads Mikkelsen e Hugh Dancy não tenham conseguido explorar estes personagens como deve ser. P.S. – Se gostam de comida “mal passada”, esta série é para vocês.

XLVIII House of Cards

A ascensão de um politico americano que não hesita em sujar as mãos para alcançar o maior posto de poder do mundo ocidental.


As primeiras temporadas são excelentes. Se quiserem, podem ver a série até à chegada à Casa Branca que ficam bem servidos. Depois vai caindo de qualidade e o escândalo na vida pessoal de Kevin Spacey levou a que a última temporada tenha como única protagonista a mulher, Claire. Uma temporada “desastrosa” que mancha um legado já por si em declínio.

XLVII Final Space

Um mercenário intergaláctico resgata um curioso ser alienígena e vê-se preso numa luta pela sobrevivência da galáxia.


A primeira temporada é especialmente excelente em termos narrativos. Infelizmente a segunda já não é tão boa. Ainda assim, mantêm os pontos positivos que a caracterizam: o excelente trabalho de vozes, a absurdidade da história, um texto com bastante piada e cenas de acção que entusiasmam.

XLVI Ramy

Um jovem nova-iorquino debate-se internamente por manter a fé enquanto a vida o faz questionar a sua crença.


Ramy é uma leve mas contemplativa análise à religião na vida de um jovem do séc. XXI. Um retrato do Islão com piada, sem que nunca ridicularize. Uma história com risos e coração de Ramy Youssef.

XLV The Mandalorian

Um mercenário é obrigado a questionar os seus princípios quando é encarregue de sequestrar uma criança.


Só quem vive debaixo de uma duna é que por esta altura não conhece o baby yoda. Mas a série é mais que a fofura de um boneco. É bem executada e devolve o factor aventura ao mundo Star Wars. Uma abordagem despreocupada o suficiente de cada episódio quase funcionar por si só e contemplativa o suficiente para dar personalidade a uma personagem que nunca tira o capacete.

XLIV American Gods

Shadow Moon vê-se preso numa guerra entre os deuses do mundo antigo e os da era moderna.


Sempre que penso em American Gods fico dividido entre o prazer que certos momentos nos proporciona e o incrível desperdício de premissa e cinematografia. Vai para a terceira temporada e acumula outros tantos showrunners com saídas significativas do elenco. Ainda assim, é uma viagem visual que vai fazendo por valer a pena.

XLIII Castlevania

A sombra de Dracula paira sobre o mundo e só a aliança entre um caçador, uma feiticeira e um vampiro poderá impedir o pior.


Uma fantástica série de animação que alia a fantasia, as cenas de acção e o dialogo. Um excelente trabalho de vozes liderado por Richard Armitage. Mais aqui.

XLII Killing Eve

Uma bem sucedida assassina profissional encontra uma policia à altura, que fará de tudo para a apanhar. Até ao momento em que as duas se conhecem e desenvolvem uma relação amor-ódio.


Uma primeira temporada excelente contrasta com uma segunda que tira o pé do acelerador. Jodie Comer é a grande alma desta série e atrevo-me a dizer que sem o seu brilhantismo muito não resultava. Veremos o que nos traz a T3.

XLI True Detective

Uma antologia (uma história independente por temporada) que narra histórias de crime e consequente investigação, ao longo de um largo período de tempo.


A série falha em dois pontos cruciais: ao não dar um final satisfatório a uma até então excelente primeira temporada e com uma segunda temporada uns furos bem abaixo em termos de qualidade. A temporada com Mahershala Ali volta a ser muito boa, mas entretanto a série perdeu algum momentum.

P.S. – Fica aqui mais três séries que acabaram por ficar de fora do ranking mas que merecem a referência:


Jett Recém saída da prisão, Jett volta a ficar presa no mundo do crime enquanto tenta proteger a família e amigos.

A “tradicional” história do criminoso que tenta fugir à vida de crime mas pelo ponto de vista de uma mulher, em que Carla Gugino brilha. Infelizmente a Cinemax vai deixar de produzir conteúdo e a série está à procura de nova casa.


Magic City A luta de um homem para gerir o seu hotel e colocar Atlantic City no mapa do mundo do entretenimento.

Uma premissa interessante e um elenco acima da média não foram suficientes para prender o espectador, que se pode queixar da série por vezes ser demasiado lenta. Mas para quem gosta do ambiente da America nos anos 50/60 e de Jeffrey Dean Morgan, é um must.


Taboo James Delaney é um homem transformado pela sua experiência em África e com um plano para reclamar o legado do pai.

Taboo é como um sonho/pesadelo vivido. Tom Hardy é a definição de mistério ao ponto de não sabermos o que raio está a acontecer. O que vale é que o seu carisma prende e desperta interesse em descobrirmos o que lhe aconteceu e de que modo se irá impor novamente na sociedade londrina. Uma espécie de Conde de Monte Cristo mais arruaceiro. A segunda temporada está limitada pela agenda de Hardy, veremos se realmente chegará.

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