10 Anos, 50 Séries – Parte 3

Esta fantástica rubrica tem, entre inumeras qualidades, a capacidade de juntar no mesmo post séries como Dowton Abbey e Primal… oonde mais na internet é que conseguem encontrar conteudo com esta diversidade e qualidade?! Tamanha pluridade, sortimento e oscilação? Uma classe demonstração que varia entre a inconstância e a flutuação! Nossa senhora…bom, vamos para a Parte 3 das melhores séries entre os anos 2010 e 2019.

Nota: cliquem no nome das séries para verem os respectivos trailers.

XXX Barry

Um assassino profissional quer fugir ao mundo do crime e abraçar o mundo da representação. Mas a vida do crime não o quer deixar escapar…


Começa por ser uma comédia como tantas outras (com selo de violência da HBO), mas especialmente na T2 vai ganhando traços de drama (ou dramédia se preferirem). Henry Winkler já foi reconhecido pelo papel, mas é Bill Hader quem brilha (e Anthony Carrigan por quem se vão apaixonar).

XXIX Kingdom

Um ex-lutador de MMA que se torna treinador, luta agora por conseguir gerir o seu ginásio, treinar uma promessa em ascensão e manter os dois filhos fora de problemas.


Por falar em séries que passaram despercebidas… Frank Grillo lidera o elenco mas é Jonathan Tucker quem mais brilha (e Nick Jonas dá ares da sua graça). Um drama cheio de testosterona que mergulha no mundo da MMA e do drama familiar.

XXVIII Derry Girls

A vida de uma adolescente, e do seu grupo de amigas, na Irlanda dos anos 90.


Que agradável surpresa! Uma comédia ácida sobre um tempo menos feliz na história da Irlanda. O que mais brilha é mesmo a qualidade do elenco feminino. A primeira temporada é especialmente boa e mal posso esperar por mais episódios.

XXVII Marco Polo

Baseado na vida do real explorador, a história centra-se na sua aventura na China do século XIII, na corte de Kublai Khan.


Uma pena que a Netflix tenha deixado cair Marco Polo. Percebe-se, considerando que o custo de produção era elevado e a audiência não correspondia. Conta com o excelente Benedict Wong e é uma aventura de época em que se nota bem o dinheiro gasto.

XXVI The Borgias

A papado de Rodrigo não é o pináculo da sua ascensão. O patriarca Borgia usará tudo e todos (incluindo os filhos) para manter e acumular mais poder numa Roma no alto do Renascimento.


Jeremy Irons… não me parece que seja necessário dizer mais alguma coisa. Holliday Granger, François Arnaud, Sean Harris e todo o elenco que o rodeia tornam esta Roma uma fonte de pecado que vale a pena acompanhar. Ou valia. Não será surpresa dizer que a série passou na Showtime e, portanto, chegou ao fim sem um desfecho conclusivo.

XXV Dowton Abbey

O dia-a-dia de uma casa no norte de Inglaterra, no final do século XIX. As aventuras, amores e dissabores do staff que trabalha no andar de baixo e da família aristrocrática Crawley do andar de cima.


Como já o descrevi anteriormente, Downton terá sempre um lugar especial no meu coração. Embora as temporadas finais não sejam tão boas e a série tenha sofrido muito com a perda de certos membros do elenco, não se pode dizer que tenha sido em algum momento má.

XXIV Primal

Um homem das cavernas, assolado pela tragédia, e um dinossauro tornam-se aliados improváveis numa luta contra a Natureza.


O criador de Samurai Jack traz-nos mais uma obra prima da animação. Crua e contemplativa, com uma história cruel de luta pela sobrevivência e uma amizade invulgar. A capacidade em transmitir emoções fortes sem o recurso a qualquer dialogo é um dom que não deve ser subestimado. Esta não é definitivamente animação para crianças.

XXIII Derek

Derek é um homem inocente que ama tudo o que o rodeia, incluindo o seu trabalho como assistente num lar de idosos.


Com After Life muita gente descobriu a componente dramática na comédia de Ricky Gervais. Mas antes houve Derek.  Uma série cheia de coração e humor inconveniente que despertou o meu interesse pelo lado mais sério de Ricky. O quinto episódio da T2 desafia-vos a não chorarem. Vão perder.

XXII Counterpart

Howard Silk descobre que a agência onde trabalha esconde um portal para um mundo paralelo. Agora vê-se no meio de uma “guerra fria” entre mundos em que tem de perceber se pode confiar no seu “paralelo”.


J.K.Simmons em dose dupla, num thriller de espionagem com vertente de ficção-cientifica. Infelizmente não houve gente suficiente a acompanhar na Starz, o que ditou o seu cancelamento após a T2. Uma perda enorme para a televisão!

XXI Hell on Wheels

America pós-Guerra Civil. Um homem à procura de vingança pela morte da mulher encontra uma cidade ambulante no Oeste e começa uma aventura que vai mudar a sua vida e a dos Estados Unidos.


Esta é mais do que uma série sobre a construção da linha férrea, é a história da gente que a construiu, em que Cullen Bohannan é a âncora. A série peca por ter temporadas a mais e por ter estendido a presença do excelente Christopher Heyerdahl na história. Mas é um excelente drama de época.

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