10 Anos, 50 Séries – Parte 4

Aposto que se estão a roer pro dentro para saber qual as séries que figuram no menu top dez… mas enquanto não chega esse post, vejam estas que não são mais que as primeiras das últimas. A trampa seca na borda do sapato, a escumalha da televisão…

Nota: cliquem no nome das séries para verem os respectivos trailers.

XX Narcos

A história do crescimento do império da droga na América do Sul e a ascensão de Pablo Escobar ao topo.


Esta é daquelas que quase toda a gente já ouviu falar, mesmo que não tenham visto. Wagner Moura é um excelente Escobar e a história prova que não há ficção que consiga superar a vida real.

XIX Big Mouth

Uma comédia que explora as dificuldades de crescimento na adolescência.


Big Mouth podia (e devia) ser vista pelos mais novos, mas arrisco a dizer que só quem já passou pela adolescência é que irá desfrutar na totalidade de todo o humor exposto. Um trabalho de vozes perfeito de Nick Kroll, Jordan Peele, John Mulaney, Jason Mantzoukas, Fred Armisen e Maya Rudolph. Obrigatória!

XVIII Succession

Drama sobre uma família disfuncional que controla um dos maiores conglomerados dos media americanos. Logan luta por manter o controlo sobre os quatro filhos que tentam sucedê-lo no império.


Vão dar por vós a tender para uma personagem por quem torcer e a perceber, mais tarde ou mais cedo, que não é em nada melhor que os restantes abutres nesta história (o meu favorito é Matthew Macfadyen). A segunda temporada é menos cómica mas mais madura e consciente, com um final altamente satisfatório. É para mim do melhor que a televisão actual tem para oferecer.

XVII Catastrophe

Uma americano engravida uma irlandesa e ambos constroem família em Londres. Mostra as dificuldades em construir família e de que modo Rob e Sharon equilibram a vida amorosa.


Catastrophe está ao mesmo nível de “Coupling”, um clássico da comédia britânica. Sharon Horgan e Rob Delaney mostram ser uns talentosissímos actores e argumentistas e quero acompanhar tudo o que fizerem de agora em dianmte. Tem um final bem satisfatório.

XVI Boardwalk Empire

Um drama de época focado em Enoch “Nucky” Thompson, uma figura política de Atlantic City nos anos 20/30 dos EUA. Nucky tem de gerir o seu império durante os tempos conturbados de Lei Seca e Grande Depressão, enquanto outros gangues estão atentos ao seu território.


Sinto que Boardwalk não é relembrada como deveria. É verdade que não foi uma série muito consistente, com períodos de “secantes”, mas contou com um elenco fantástico (Steve Buscemi, Michael Shannon, Stephen Graham, Michael Kenneth Williams) e é uma reica história de gangsters.

XV Mr. Inbetween

Ray é um pai, ex-marido, namorado e melhor amigo… e mercenário.


Começo a ficar preocupado com a quantidade de séries que recomendo com base em mercenários… Mas esta é daquelas que quase ninguém conhece e é um pecado! Scott Ryan é absolutamente fantástico e a série nunca vos “dá a mãozinha”. Crua como se gosta nestes casos.

XIV The Good Place

Eleanor acorda no Céu e, com a ajuda do seu mentor, faz uma retrospectiva à sua vida, percebendo que nem sempre tomou as melhores decisões.


The Good Life é daquelas “obrigatórias” que devem ser vistas nos bons ou maus momentos da vida. É capaz de nos encher de esperança e fazer-nos pensar asa nossas decisões. De vez em quando aparecem estas jóias na televisão generalista…

XIII The Crown

A história do reinado de Elizabeth II, com as intrigas familiares, os eventos históricos e marcos políticos que viveu.


A vida de Elizabeth tem episódios que poderiam ser explorados de modo sensacionalista mas The Crown nunca se deixa cair em tentação e fá-lo de maneira “adulta”. Até no casting das versões mais velhas da família isso se sente. O trabalho de Claire Foy nunca poderá ser subestimado no sucesso da série. Um elenco a roçar a perfeição, uma fotografia rica e um argumento que sabe aproveitar a história real para contar boas histórias.

XII The Young Pope / The New Pope

O mundo católico nunca mais será o mesmo depois de Lenny Belardo ser nomeado mais novo e o primeiro papa americano.


Uma fotografia no mínimo original, um humor singular e largos pedaços falados em italiano são alguns dos aspectos que tornam esta série tão especial. Houve quem se sentisse “traído” com a segunda temporada (The New Pope) mas eu confesso que gostei muito. Uma história com início, meio e fim (espero).

XI The Handmaid’s Tale

Num futuro distópico, uma facção totalitária e fundamentalista toma o controlo de parte dos Estados Unidos. A série acompanha a vida de June num Estado que oprime as mulheres e as trata como escravas laborais e sexuais.


Handmaid’s é daquelas séries que revolucionam o mundo das séries. Um pico no electrocardiogama. O estado actual do mundo oferece à série uma visão quase premonitória e isso enaltece o sentimento com que vemos as atrocidades praticadas. A segunda temporada é uma queda a pique no que à história diz respeito (agora distante do que é narrado no livro em que se inspira), por isso ocupa um lugar de menor destaque neste top. Ficamos por vezes com a sensação que a violência retratada já não acrescenta nada à história, pretende apenas chocar.

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