10 Anos, 50 Séries – Parte 5

Aqui estão elas, as minhas séries favoritas da década passada. Podem julgar-me a toda a força por não ter incluído a vossa série favorita. Provavelmente têm razão, mas quase de certeza que estão errados. Se nunca viram estas dez pérolas, será que viveram de verdade?! Sim, viveram…

Nota: cliquem no nome das séries para verem os respectivos trailers.

X The Marvelous Mrs. Maisel

Miriam Maisel é uma tradicional dona de casa com uma aparente vida perfeita. Um dia o seu marido decide sair de casa e Midge tem de recomeçar a sua vida, quando descobre o seu talento para a comédia de stand-up…


Esta série é o mais próximo com uma peça de teatro que podemos ver em televisão. O ritmo alucinado, um texto rápido e inteligente e um elenco capaz de juntar bem os dois factores, resulta numa comédia que apesar de ter episódios de uma hora, passam a correr. Rachel Bronahan e Alex Borstein são dínamos.

IX Luther

Luther é um detective londrino que para além de investigar crimes tem de lutar com os seus demónios pessoais.


Um crime policial real, ao estilo britânico, com o carisma que só um actor como Idris Elba é capaz de imprimir. A mais recente temporada não é tão boa como as restantes, mas isso não deve ser impedimento para verem as temporadas curtinhas. É este o tipo de série que UK faz tão bem que os EUA ainda não conseguiu copiar.

VIII Banshee

Um ex-condenado tenta encontrar um amor do seu passado e acaba a assumir a identidade do xerife da cidade de Banshee. A vida complica ainda mais quando o seu passado criminoso e o crime organizado do presente o perseguem.


Banshee não pede desculpas. É uma série cheia de sangue e violência, física e psicológica. Lucas Hood é um homem cheio de cicatrizes e está sempre a arranjar mais. Um drama com acção, trama e vilões de primeira categoria.

VII Justified

Raylan é um U.S. Marshall que tem de lidar com homicídios, drogas, assaltos, gangsters e políticos corruptos.


A qualidade da história de Justified, os vilões e a consistência ao longo de todas as temporadas são “pormenores” que não podem ser ignorados na altura de nomear Justified para as melhores séries de sempre. Olyphant criou uma personagem que todos os homens gostavam de ser um dia e carregou a série até um final satisfatório. (Raylan tira uma bala da arma pousa-a no peito do vilãao: “a próxima virá mais rápida”. Perfeito.)

VI The Americans

A história de dois agentes russos infiltrados em Washington DC. Elizabeth e Phillip tentam gerir a vida familiar enquanto prosseguem o seu trabalho, em pleno tempo de Guerra Fria. Até ao dia em que Stan, um agente do FBI, se muda para o bairro.


The Americans entra sem dificuldade para a estante das melhores séries de sempre. Como muitas das suas semelhantes, também ela foi largamente ignorada enquanto esteve no ar. O contexto histórico torna-a intemporal, assim como o gabarito da representação de Keri Russell e Matthew Rhys. Uma série praticamente perfeita em quase todos os aspectos que só não está mais acima no top por simples gosto pessoal.

V Rick and Morty

As aventuras de um avô alcoólico e do seu nervoso neto por mundos fantásticos e dramas familiares bem terrestres.


“É tão inteligente!”. É este o argumento mais ouvido na (nociva) fanbase da série, e com razão. O conteúdo sci-fi, e a “parvoíce” das vozes não poderá nunca ser obstáculo para desfrutar da inteligência da escrita. Neste caso, só enaltece. Praticamente todos os episódios são um delight e parecem ser retocados até à perfeição.

IV Game of Thrones

Enquanto sete famílias nobres lutam pelo controlo do desejado “Trono de Ferro”, uma antiga ameaça acorda de um longo sono no Norte…


Se por esta altura ainda não viram GOT é porque simplesmente não vos interessa. E não será por eu falar nela que isso vai mudar. É um marco na minha vida seriólica e a série em que mais investi o meu tempo e atenção. Infelizmente não posso ignorar o aborto que é a oitava temporada. Não podemos dar cinco estrelas a um restaurante que nos oferece uma incrível refeição e sobremesa mas cujo o café é bosta de vaca espremida. Manchará para sempre uma série que tinha tudo para estar em primeiro lugar no meu top mas que, se for honesto, até deveria estar mais abaixo.

III Fleabag

Uma janela para uma perspicaz, sexual e zangada mente em luto. Fleabag fala directamente connosco enquanto tenta perceber o seu próprio mundo.


É verdade que Fleabag só tem 12 episódios, mas é uma dúzia de perfeitos episódios. Phoebe Waller-Bridge foi projectada para a estratosfera e ninguém o merece mais. Seria por si louvável que ela só interpretasse este “desastre ambulante” mas é também a mente por detrás daquele diálogo perfeito. A segunda temporada consegue ser tão boa, senão melhor, que a primeira e é um hino à comédia e ao drama pessoal.

II Peaky Blinders

A história de uma família na Inglaterra de 1919. Este gangue, que cresce das ruas Birmingham até ao palco nacional, é liderado por Tommy Shelby, um homem assombrado pela tragédia pessoal enquanto tenta ser mais inteligente que os seus rivais.


Eu sei que tenho séries intemporais em falta (Mad Men, Sopranos, The Wire…), mas Peaky Blinders é para mim a melhor série no seu estilo. Palavras são poucas para elogiar a cinematografia, a classe do elenco, o gabarito dos vilões convidados e a classe do argumento. Agora é só esperar que finalize com a mesma qualidade.

I Sherlock

A personagem intemporal de Arthur Conan Doyle, no cenário de Londres do séc. XXI.


Muito me debati sobre qual ocuparia o primeiro lugar, se Sherlock ou Peaky Blinders, mas Sherlock é a série mais inteligente que já vi. The Abominable Bride e a última temporada poderão não estar ao mesmo nível, mas ainda assim são melhores que 99% de tudo o que me passará pelas vistinhas. A série catapultou Benedict Cumberbatch para o estrelato e com muito mérito, porque é ele que faz tudo resultar. Uma série imperdível.

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