10 Pequenas Pérolas…

O vosso dia está absolutamente vazio e desprovido de emoção? Já viram todas as séries que queriam ver e mesmo assim o tempo custa a passar? Então saiam daqui eu não pactuo com filhos de Satanás… mas se querem dez recomendações, de curta duração, que vos possa ter passado ao lado (em alguns casos em que se vive perto do fundo do Oceano Pacífico), então espreitem a lista abaixo…

A Very English Scandal

Um mini-série dramática sobre um político gay nos anos 60 e a conturbada relação com um amante. A história estende-se ao longo de vários anos e tem também traços prespicazes de comédia (principamente no início). Hugh Grant continua a mostrar serviço, ao ponto de parecer que estamos a redescobrir o seu talento para a representação. Ben Whishaw também está genial, num papel bem mais excêntrico, que nos faz questionar quem é que realmente apoiamos no fim. Não recomendo pelas nomeações que recebeu, recomendo pela quase inacreditável história e excelentes representações.

Death and Nightingales

""""Recomendo""""... Os pontos positivos vão para um trio de actores para lá de competente, com Mathew Rhys (The Americans), Jamie Dornan (The Fall) e Ann Skelly, de quem acredito ainda vamos ouvir falar bem no futuro. O grande senão é o aspecto Shakesperiano do último capítulo, que não irá satisfazer muita gente. Ainda assim, acredito que vale a pena espreitar.

Derry Girls

Uma daquelas descobertas (obrigado syrin!) que sabe tão bem! Uma comédia com sabor irlandês, de argumento rápido e um elenco feminino genial. Foca-se na vida de adolescentes na Irlanda em estado de guerra nos anos 90, mas é bastante “light”. Vão-se apaixonar por Michelle e pela Irmã Michael… é normal, aceitem-no. Podem encontrar os seis episódios de 25 minutos na Netflix e, quando finalizarem, ide ver a idade real das quatro “meninas”...

Killing Eve

Não era fã de Cristina Yang, mas curiosamente deixei Grey´s Anatomy quando ela saltou do barco… desconhecia no entanto este lado “rápido” e prespicaz de Sandra Oh. Killing Eve é mais do que uma história de Gato vs Rato, são duas actrizes incríveis (Jodie Comer é verdadeira protagonista na minha opinião) acompanhadas por um elenco secundário estelar que dá vida a uma história cativante e vos manterá sempre em estado de alerta. É inteligente, é cómica, é dura… Killing Eve é essencial.

Mr. Inbetween

Os amantes de “Barry” vão identificar-se imenso com esta desconhecida pérola inglesa. A história de um segurança/cobrador que tenta ser um pai responsável e um namorado normal enquanto lida com as dificuldades inerentes ao emprego. Os dois episódios finais são particularmente geniais e mais não vos digo. Gozem do facto de pegarem numa série sem saber nada dela… valerá a pena.

Succession

Para muitos é a melhor série de 2018, eu não a tenho em tamanha estima. É sem sombra de dúvidas uma série muito bem escrita, de humor aguçado, que explora o quão horríveis são todas as pessoas desta familia. Há lugares comuns, a começar na premissa de explorar uma familia rica que é dona de um império de media, mas a história aguça o apetite o suficiente para nos manter interessados. A verdade é que não torcemos por ninguém e isso mantém-nos em alerta sobre quem de facto ficará por cima. Jeremy Strong está muito bem e Kieran Culking já fez soar alguns alarmes, mas o meu destaque vai para o sempre competente Brian Cox e Matthew Macfadyen.

The ABC Murders

Outra "recomendação" com muitas aspas. Ainda defendo que o final não é satisfatório, mas se são fãs de histórias de detectives, de Poirot em geral e de John Malkovich em particular, não dexem de espreitar esta mini-série.

The Young Pope

Apesar de contar com Jude Law, esta série passou (na minha percepção) muito por baixo dos radares do grande público. Agora que estamos perto da segunda temporada é importante realçar o quão boa foi a primeira. Lenny é o mais novo, e o primeiro americano, a ser eleito pontífice e com ele traz uma maneira… diferente, de fazer as coisas. Á medida que a temporada vai avançando, a história ganha mais sentido e coração. Não se deixem assustar pelos momentos iniciais algo “psicadélicos”. Jude Law é incrível, Diane Keaton, James Cromwell e Javier Cámara estão impecáveis. O meu maior destaque, no entanto, vai para Silvio Orlando, uma pérola!

Luther

A primeira batota vai para Luther, que já conta com 20 episódios. Não é uma série policial tradicional. É uma série policial britânica… com Idris Elba. Se neste ponto ainda não estão agarrados, não sei que vos faça. Peçam ajuda psiquiátrica ou assim... O que vos posso dizer é que conta ainda com Ruth Wilson como serial killer, tem momentos de tensão incríveis, twists e Idris Elba. Ainda não tinha referido, pois não?!

Rectify

A segunda batota vais para os 30 episódios de Rectify. A série já é de 2013 e acabou em 2016 mas pode ainda ser novidade para muita gente. A história de um homem que cumpre 19 anos de prisão por um crime que não cometeu (ou será que cometeu?!), explorando a dificuldade em se adaptar à vida “cá fora” e na dificuldade dessa vida em o aceitar. Aden Young, Abigail Spencer, Clayne Crawford, Adelaide Clemens, J. Smith Cameron, Luke Kirby… um elenco sem falhas que complementa uma das cinematografias mais bonitas e contemplativas da televisão recente. O seu ritmo (bastante) pausado e o constante olhar “vazio” da personagem principal poderá ser um impedimento para degustar a série. Não é para todos... não o digo de modo depreciativo, simplesmente não é.

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