5 razões para ver… Peaky Blinders

Nesta nova rubrica mergulhamos no tesourinhos da televisão. Gemas mais antigas que merecem ser redescobertas. Cada uma destas séries tem 1001 razões que justificam a vossa atenção e que merecem saltar para o vosso topo de prioridades. Estas são apenas cinco delas…

Escrita

A premissa não é original (uma família mafiosa em Birmingham de 1920), mas é a maneira como a história é contada que agarra. A capacidade de meter estas personagens em buracos e tirá-los sem que nos ofenda a inteligência, conseguir criar momentos de tensão incríveis, aprofundar relações com pouco tempo de antena, eliminar personagens para o “greater good” da série… Steven Knight sabe bem o que faz (e pelos vistos gosta de trabalhar com Tom Hardy).

Actores

Sei de antemão que é uma afirmação arrojada, mas Peaky conta com o melhor elenco da televisão. Cillian Murphy lidera com um penteado, face, punho e temperamento fechado. A personagem navega entre o planeamento a longo prazo e vipes de raiva característicos de uma vida mafiosa. Helen McCrory é uma pivot, não só para muitos arcos presentes, mas simbolizando a categoria do elenco feminino. Vejam a lista do imdb, não há 1! mau actor aqui…

Tom Hardy

Pode parecer repetitivo falar de actores novamente, mas Tom Hardy é Tom Hardy. A sua presença não é regular, mas rouba qualquer cena em que está presente. Simboliza também a capacidade do casting em acrescentar personagens temporárias que elevam ainda mais o gabarito do elenco. Adrien Brody, Aidan Gillen, etc…

Duração

Estamos a falar de uma série que embora vá para a quinta temporada, tem apenas 24 episódios para devorar. Obviamente que a história central transita entre temporadas mas espero não estar a cometer um crime ao dizer que a cada 6 é contada uma história de início ao fim. Sim, é série de época, sim, é por vezes mais contemplativa, mas nunca se vão sentir engonhados porque não há grande tempo para isso.

Música

A começar na música do genérico (Red Right Hand – Nick Cave and the Bad Seeds), passando por The Black Keys, Artic Monkeys, The White Stripes, The Kills, Imagine Dragons, Johnny Cash, Queens of the Stone Age, PJ Harvey… a música é uma personagem por si só e dá uma profundidade ainda maior à representação e à excelente cinematografia.

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