A definitiva melhor lista dos melhores dos melhores…do ano passado!

Não sejam parvos. É óbvio que uma lista dos melhores de 2019 está a sair na altura certa. Quando é que queriam, no final de 2019 querem ver?! Vá, vamos então ao que interessa. A lista não é apenas de melhores séries, mas também de representações e até episódios.

Luther (5×04) – Nos seus momentos menos inspirados, Luther continua a ser melhor que a maior parte do que passa na televisão. No entanto, depois de anos há espera, esta não é definitivamente a season que os fãs esperavam. É também uma temporada que não peca por ser mansinha e há drama suficiente para ser interessante de acompanhar. Veremos como a série, se continuar por mais uma ou duas temporadas, se aguenta só com Idris.

Wayne – Uma série violenta e crua de uma “estação” invulgar. Wayne é a história de um jovem que está habituado a que a vida lhe esmurre a cara, repetidamente. Até ao dia em que decide partir numa road trip para recuperar o carro que o pai lhe deixou. Há bastantes semelhanças com The End of the F***ing World, principalmente na relação amorosa. O Youtube deixou entretanto de criar conteúdo em casa, mas seria fantástico ver Wayne a arranjar poiso numa Netflix ou Hulu. Quase de certeza que esta vos passou despercebida, é um erro que podem emendar.

Counterpart (2×06) Twin Cities oferece-nos o que de melhor a série conseguiu dar. Um flashback que responde a muitas perguntas pendentes e que tem a incrível capacidade de não nos fazer sentir falta de JK Simmons. Que saudades vou sentir de Counterpart…

Les Misérables (1×06) – Um desfecho em grande para uma incrível mini-série. Quando a recordo penso imediatamente na transformação aterradora de Lily Collins, mas este sexto é o que amarra (bem) as pontas.

Supernatural (14×13 – Lebanon) – Nos tempos que correm é difícil encontrar algo de especial em Supernatural. Pelo simples facto de que parece já ter feito tudo o que era possível, e também porque se sente o cansaço das narrativas (há muito, diga-se). Mas esta reunião familiar dos Winchesters, com o regresso de Jeffrey Dean Morgan é um pequeno doce para quem segue esta malta há mais de 15 anos.

Big Mouth (Especial) – No fundo, My Furry Valentine não é muito especial… é verdade que é um episódio mais longo e transmitido entre temporadas da série, mas oferece toda a qualidade a que estamos habituados. Genial.

Catastrophe (4×06) – Era tão fácil fazer uma má aterragem aqui… mas uma série que foi tão inteligente desde o primeiro momento, acaba por não surpreender. Aquela conversa à beira-mar é o desfecho perfeito para este casal. Rob Delaney e Sharon Horgan, além de bons actores, são dos argumentistas mais talentosos que por aí andam….

The Umbrella Academy (1×06 – The Day That Wasn’t) – Um episódio em que a série pôde respirar um pouco e em que ganhou com isso. Aprofundou as personagens e conseguiu dar um look diferente à cor cinzenta dos restantes episódios. Penas que a temporada toda não tenha esta qualidade.

How to Train Your Dragon – O terceiro filme da trilogia não é incrível, até se pode dizer que é um repescar de ideias já exploradas, mas fecha a história de forma consistente. Esta é a melhor trilogia de animação (a par com Toy Story).

The Orville (2×09 – Identity Part 2) – The Orville amadureceu entre temporadas, já o disse anteriormente, mas com este episódio dá-nos também uma batalha espacial acima da média. Foi um episódio bem melhor que qualquer um de Star Trek: Discovery…

After Life (1×06) – Ricky Gervais é capaz de nos arrastar para o lodo sentimental com as suas séries, mas também se responsabiliza por dar uma mensagem de esperança no fim.

American Gods (2×01) – House on the Rock e 2×07 – Treasure of the Sun – Um início de temporada que prometia muito (a cena no restaurante, ao som de Paul Cauthen, é um dos pontos mais altos do ano, para mim), o sexto episódio focado na história de Wednesday e Thor e um sétimo dedicado à melhor personagem, Mad Sweeney… a segunda temporada teve os seus momentos.

What We Do in the Shadows (1×01 – Pilot) – Nunca vi o filme (embora saiba que quase de certeza que irei gostar), mas mal vi o trailer percebi que esta era uma série para mim. O piloto é suficiente para perceber se gostam ou não da série.

Fleabag – A segunda temporada, que era tão fácil de arruinar, prova que Phoebe Waller-Bridge é um génio entre génios. Literalmente tudo em que ela toca se torna em ouro, qual Midas dos argumentos. Estes episódios catalputaram a série para escala mundial e tornaram esta uma das minhas favoritas de sempre.

Avengers: Endgame – Não há mais para acrescentar. A chegada dos Avengers aos campo de batalha é o ponto mais alto da minha vida cinéfila, no que toca a experiência na sala de cinema.

Barry (2×05 – ronny/lily) – Eu até dizia para verem só este episódio se não acompanham a série, mas ia passar-vos muito ao lado. Ronny/lilly é quase motivo suficiente para ver Barry, se é que ainda precisam de mais motivos.

Anthony Jeselnik – Fire in the Maternity Ward – Jeselnik é um génio do stand-up e é também dos poucos que diz o que lhe apetece em palco e eu adoro-o por isso. “Thoughts and Prayers” foi uma experiência mais honesta do comediante (principalmente no último terço), mas aqui fala-se de deixar cair bebés ao chão, estudo aprofundado sobre o homicidio-suicídio e do aborto assistido… I mean, c’mon!

Chernobyl (1×05) – Vichnaya Pamyat encerra de perfeitamente esta mini-série praticamente perfeita. A explicação do sucedido na central, com recurso a flashbacks e ao monologo de Legasov é como ver um desastre em câmara lenta…

John Wick 3 – O único lado mau deste filme é que passado um tempo pode tornar-nos insensíveis para a espectacularidade visual que estamos a assistir. Tomamos por garantido e isso nunca deverá acontecer!

Catch-22 – Reúne um elenco com bastantes caras conhecidas mas são os jovens quem mais brilham. Destaco principalmente Daniel David Stewart (Milo). Uma história que varia entre o absurdo, o dramático e o cómico e que por isso se torna algo única. O estilo de diálogo “Sorkiano” faz com que nunca haja momentos mortos. O final fica algo em aberto, mas não me parece que venha aí segunda temporada.

The Unauthorized Bash Brothers Experience – Só e apenas para quem tem saudades de The Lonely Island. Não é a melhor produção do grupo mas ajuda a matar saudades, principalmente as primeiras músicas

When They See Us (1×04) – É das séries mais difíceis de ver do ano passado. Não porque seja particularmente violenta, mas pelo sentimento de revolta que nos aperta o coração. Ver de que modo a vida destas quatro crianças foi para sempre alterada acorda para o verdadeiro sentido de justiça no mundo. O quarto episódio mostra um Jharrel Jerome que os Emmys decidiram ignorar. Uma performance arrebatadora que merece todos os elogios.

Years and Years (1×04) – Uma fantástica história que materaliza um futuro que uma parte de nós imagina que se tornará realidade. A série acompanha uma familia entre 2020 e 2030, a ascensão de uma figura “Trumpesca” e como o mundo, aos poucos, muda sem que nos apercebemos. Apesar do tema, é o drama familiar que prende e cria suspense. O quarto episódio, que acompanha a viagem de Daniel, é absolutamente fantástico e acaba com um enorme “bang”. Drama do bom.

Yellowstone (2×07) – A série é apenas mediana. Mas “The Resurection Day” está num patamar bem elevado. Começa com uma conversa devastadora entre Beth e Jamie, uma enternecedora com Beth e Cole e finaliza com uma cena de violência dura e crua contra Beth. No centro de tudo está Kelly Reilly. Uma performance de classe mundial de uma excelente actriz!

Peaky Blinders (5×06) – Normalmente os fim de temporada são conclusivos. Ficam sempre arcos mais ou menos abertos, mas há uma história que fica contada. Este final deixou-nos completamente pendurados pela sexta temporada. Toda a tensão do episódio, a confusão de Tommy, o discurso de Mosley… o nível a que estamos habituados.

Joker – Quanto mais penso neste filme menos o aprecio. Parece que lhe procuro coisas a apontar. Plot holes, mensagens erradas que passam, incongruências. Mas depois calo a mente e penso que é uma peça com uma cinematografia e representações de alto nível e a neurose passa-me.

Primal (1×05)Rage of the Ape-Men é o culminar de uma história contada sem palavras. Nos episódios anteriores vemos o protagonista a sofrer com perda atrás de perda. Castigado frequentemente pela Mãe Natureza implacável. Perder o companheiro de viagem fá-lo entrar num rage que fica espalhado visualmente no ecrã. É o episódio mais tresloucado dos cinco e o mais “fantasioso”, mas que serve de clímax a toda a emoção sentida.

Seth Meyers: Lobby Baby – Só conhecia o lado de Seth no SNL e talkshow, por isso este stand-up é uma surpresa bastante agradável. Um texto equilibrado, clean, mas bem inteligente e bem interpretado.

Knives Out – Sim, é um bom filme, com twists que devem fazer M. Night Shyamalan fervilhar de inveja. Mas a razão para ele estar nesta lista é só um: Ana D’Armas.

6 Underground é um filme “profundissimamente” parvo. As cenas são completamente desprovidas de leis da física… mas Ryan Reynolds tem razão quando diz que este é o filme mais Michael Bay do Michael Bay. Um guilty pleasure que deve ser desfrutado pelo que é.

Watchmen (1×09) – Para mim não é coincidência que Chernobyl acabe com 5 episódios em vez de 6 ou que Watchmen acabe com 9 em vez de 10. Há uma história para contar e são precisos apenas aquele número de episódios… mais nada! “See how they fly” é um clímax para uma história com início, meio e fim. Sou bastante fã do filme de Zach Snyder e tinha algum receio desta adaptação, mas é mais uma que entra no meu top de melhores mini-séries de sempre.

The Mandalorian (1×08) – Redemption ata com um laço bonito uma das surpresas de 2019. Rise of the Skywalker deixou tantos fãs desiludidos que uma mega-produção da Disney causou surpresa… The Mandalorian é o prazer despreocupado que o mundo precisava. Baby Yoda é uma das “personalidades” do ano.

Uma pequena nota final para conteúdo que é anterior a 2019. The Americans encerra com “START” um percurso que embora não tenha cativado o grande público, encheu a série de prestigio. Sabem o quão raro é ter um desfecho para uma série hoje em dia? E que essa temporada é de facto boa e cujo o último episódio é para lá de satisfatório?! Bom, digamos que quem acompanhou esta história se pode considerar um sortudo. Matthew Rhys e Keri Russel, como é costume, não receberam louvores suficientes pelo que fizeram. E por fim, se ainda não viram The Young Pope, esperem até ao 1×05 e 1×06 para decidirem se gostam ou não…

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