Animação, nos tempos de “cólera”…

As animações que vos trago são de estilos variados, mas nenhuma delas nos dá um feeling mais alegre que os tempos que correm. Todas elas são mais para adultos, por isso não me responsabilizem se as crianças aí de casa vos acordarem a meio da noite!


Castlevania – Quem disse que todas as adaptações de videojogos têm de ser más?! Bom, o senso comum… mas de vez em quando lá vem uma excepção que quebra a regra. Castlevania não começa de rompante e mesmo na segunda temporada sofre de problemas de ritmo na narrativa… mas a qualidade das cenas de acção e principalmente o talento das vozes fazem dela um agradável escape. O fantástico Richard Armitage faz-se acompanhar por James Callis e Alejandra Reynoso no trio protagonista. A T3 conta ainda com Isaac num papel alargado (Adetokumboh M’Cormack), o que foi sem dúvida uma excelente decisão. Todo o seu arco é para mim o melhor da temporada. Os 22 episódios, com duração total de nove horas, estão disponíveis na Netflix.


Primal – Começam a faltar palavras para a genialidade de Genndy Tartakovsky… se o nome é-vos estranho, este senhor é responsável por Samurai Jack e Dexter’s Laboratory. Em Primal, Genndy usa uma animação crua e contemplativa para dar vida a uma história fria, de luta pela sobrevivência, amizade invulgar e muito pesar. A capacidade em transmitir emoções fortes sem o recurso a qualquer dialogo é um dom que não deve ser subestimado. Esta não é definitivamente animação para crianças.


Final Space – Se Guardians of the Galaxy fosse uma animação, seria algo parecido com Final Space. Mais uma da Adult Swim, em que o humor e a acção dão as mãos para contar uma história que dá vontade seguir. A T1 é bem superior à segunda, na minha opinião, mas não é caso para dizer que o prazer de visionamento baixou drasticamente. Dá apenas a impressão que havia história apenas para uma temporada e a segunda foi pensada à posteriori. Ainda assim, a última brinca mais com os nossos sentimentos, com o protagonista a batalhar com a noção de família. Tentem não se apaixonar por Mooncake, I dare you


Disenchantement – Parece-me uma série com os dias contados… tem certos momentos de genialidade mas não sei até que ponto compensa o investimento. A segunda metade da temporada é mais equilibrada (considerando que a introdução ao mundo foi feita nos primeiros dez), mas continuo sem perceber bem que tipo de série Groening quis criar. Mais sobre a série aqui. Os 20 episódios estão disponíveis na Netflix.


The Dark Crystal: Age of Resistance – o melhor elogio que se pode fazer a esta produção é que ás vezes esquecemos que estamos a ver marionetas. A história interessa mas não fascina, ficando amarrada ao seu lado mais infantil, mas tudo o que é vozes é de uma qualidade incrível. Principalmente os que dão vida aos Skeksis. Mais sobre a série aqui. Os dez episódios estão disponíveis na Netflix.

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