Aniquilar o neurónio…

​[NÃO CONTÉM SPOILERS DE “ANNIHILATION”] “Annihilation” é um filme que logo na distribuição é peculiar, é libertado na Netflix em todo o mundo e aprisionado aos cinemas nos EUA e China. Adequa-se.

Resumindo tudo o que disse, o filme oferece aquilo que se propõe: oferece uma viagem temporal e visual que os amantes de sci-fi vão apreciar mas…

*BROOOOOOOOOOOOOOOOOOM*

… eu sempre preferi Nutela fora do frigorifico, caso contrário, como é que consegues barrar? No entanto, apesar disso, nunca consegui barrar o pão sem sujar um pouco dos dedos! Não sei se isso se deve à técnica que uso…

*BROOOOOOOOOOOOOOOOOOM*

… agora que ficou claro que o problema não está no elenco, que se limita a perpetuar o estereotipo os personagens que vemos neste tipo de película desde “Alien” – a cientista, a maluca, a psicologa, a soldado… – qual é então o problema deste filme? Bom, é preciso perceber que por vezes um filme não tem de ser linear, não necessita de acabar em respostas e nem sequer há um dogma de que temos de ficar satisfeitos. Se isso não é um problema para vocês, este é o filme a ver. O que dizer do facto de o soldado que é especial ser marido da mulher que percebe a nível biológico o fenómeno?! É daquelas….

*BROOOOOOOOOOOOOOOOOOM*

… ela nunca me pareceu tão bonita como naquele temporal de Verão. A chuva parava torrencialmente pelas pedras e o seu cachecol molhado secava no estendal. “Amo-te”, disse eu entre os lábios para que só o seu pâncreas ouvisse, “sola do sapato”, respondeu ele quando a Lua apontava meio-dia. Naquele baloiço percebi que o bidé não era mais meu, era nosso…

*BROOOOOOOOOOOOOOOOOOM*

Para começar a análise deixem-me dizer o porquê deste filme me passar completamente por cima: gosto pouco que me tentem f*#%£ a cabeça só porque sim. “Ex-Machina” é diferente, mas há sumo que consigo beber, consigo palpar algo no final. A beleza, o suspense, o piscar do olho a quem gostou de filmes como “Arrival”, Natalie Portman e o resto do elenco… tudo corre bem mas pessoalmente não vejo recompensa nesta meta. É criar algo estranho pelo simples facto de ser estranho, como um artista que faz um rabisco numa tela e todos nós exclamamos um “oh, sim sim!” enquanto tentamos ver a inflação do preço da laranja na Papua Nova-Guiné e o impacto socio-cultural na zona rural do Equador…

*BROOOOOOOOOOOOOOOOOOM*

… a obra realizou-se entre 1632 e 1653. O monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A joia do palácio”) necessitou da força de 20 mil homens . Ela morreu após dar à luz o 14º filho e o Taj Mahal foi construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna…

*BROOOOOOOOOOOOOOOOOOM*

É daqueles filmes que irá dividir opiniões, em que será dificil fica apenas indiferente. Eu estou no espectro que não o considera “útil”. Fora o espectáculo visual, não me fascinou os outros sentidos. Mas permitam-me aprofundar as razões…

*BROOOOOOOOOOOOOOOOOOM*

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