Ant-Vell

[NÃO CONTÉM SPOILERS DE “CAPTAIN MARVEL”] O mais recente capítulo serve como “espaço publicitário” antes do filme que realmetne interessa, mostrando o segundo pilar do Universo daqui para a frente. Pilar sim, fascinante, não.

Tirar já as comparações no primeiro paragrafo: “Wonder Woman” agradou mais porque foi a primeira e porque a DC tinha um curriculum tão mau que tudo o que é garrafa de plástico na rede é bom. E sim, por muito que simpatize com Brie Larson, Gal Gadot parece desempenhar melhor o papel de heroina mesmo que fique atrás na capacidade dramática. Captain Marvel não fascina porque é uma capitã, não fascina porque tal como Ant-Man é uma aventura que sabe a pouco quando as apostas estão tão altas. Se é justo avaliar o filme pelo Universo, talvez não seja, mas a coisa joga para os dois lados amiguinhos!

O papel da personagem em “Endgame” é crucial (daí o filme sair agora), mas se calhar teria sido melhor para iniciar o novo ciclo. A história é fácil, previsível. As referências temporais dos anos 90 são-nos atiradas às bentas sem tento na força e se à nostalgia acrescentarmos a falta de subtileza em apelar ao publico feminino (e jovem) temos momentos de luta ao som de “I´m just a girl” dos No Doubt. Nos tempos actuais é super importante passar a mensagem, mas cabe à mestria do cinematógrafo sabê-lo fazer. Criticar isso não faz de mim misógeno, faz de mim um tipo que fala de filmes. Era possível fazê-lo, outros conseguiram-no.

Quando sabemos desde Guardiões da Galáxia que os Kree são maus da fita, quando sabemos que Jude Law não aparece por acaso… toda a tensão que o filme tenta passar cai flat. É verdade que o humor é bom (cenas de flashbacks com comentário ou o genial Ben Mendelsohn) e distrai das falhas, mas não as substitui como em Ragnarok. Brie é carismática mas não me convence como heroína, Jude Law marcou presença, sem nada que o desafiasse a mostrar serviço e Samuel L. Jackson é quase o comic relief com bengala felina.

A acção tem a qualidade esperada com luzes suficientes para impressionar e a heroína está ao nível de um Super-Homem com que Thanos vai ter chatices. Veremos se será mesmo a pivot destes 10 anos ou os da “velha-guarda” vão relegar a peça mais poderosa (?… Thor levou com uma estrela em cima!) para segundo plano. É pena que no final a unica conclusão que tiramos é que ela é poderosíssima e não que o seu filme é poderoso. É um Ant-Man, não um Civil War.

PS- A explicação para “Avengers” mostra o quanto a relação com Fury foi determinante… a explicação para o olho de Fury é só estupida.

PS 2- O filme conta com duas cenas pós-créditos. A relevante é boa e aumenta a sede de Endgame… a outra, que nunca justifica ficarmos lá 10 minutos e que nesta altura é mesmo puro trollanço por parte da Marvel para chatear quem limpa as salas, é cómica o suficiente para sacar um risozinho.

PS 3- Tornar Samuel L. Jackson mais novo foi credível. Tornar Clark Gregg mais novo foi transforma-lo numa peça da Madame Tussaud…

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