As séries que não devia ter visto em 2018…

Dezembro, aquela altura do ano em que somos bombardeados cada vez mais (e mais cedo) com… listas. Como blogger que me prezo, tenho de atirar madeira para a fogueira, por isso, seguem-se listas de tudo e mais alguma coisa no que toca a 2018. Como estamos neste ano, e não quero ofender alminhas, convém realçar que esta é uma lista estritamente pessoal não pretende ser dogmática. Apesar do meu tempo bem mais limitado, e de restringir muito as séries que vejo, ainda assim consegui apanhar lodo na rede. Vidas! Seguem-se então as piores series de 2018:

Altered Carbon…

…é aquilo a que se chama na industria “atirar notas de 500 para a fogueira”. Um espectáculo visual intenso que pode ferir quando olhado directamente mas que esbarra num argumento que não fascina quem não sofre de miopia. Podem ler uma análise mais alargada aqui, mas digamos que não vale a pena o investimento, mesmo que a malta dos flashbacks merecesse mais…

Attack on Titan…

…foi porreira, só faltou uma coisa: ataques de titãs. Eu se quiser ver séries de anime focadas em politicas de bastidores com pouca ou nenhuma acção, espeto uma faca portuguesa nos olhos, que é mais económico e patriota.

Britannia…

…sofre daquele mal comum masculino de não conseguir apontar para onde urina. Quando se quer ser série de época + Game of Thrones + fantasia + orçamento com alguma fartura + staff que não consegue escrever panfletos para lavandarias… dá bosta. Embora pertença ao publico alvo que adoraria a premissa, não consegui passar do piloto. Mais aqui.

House of Cards…

…é um conceito engraçado, mas só resulta quando a pessoa responsável tem mãos capazes de a montar sem fazer desabar tudo. Muito público foi desistindo com o passar das temporadas, mas diria que esta sexta temporada faz a série entrar naquele grupo de “não vejas a ultima temporada que não se perde nada”. A culpada não é a protagonista…

Star Trek: Discovery…

…é gira e tal... Faz lembrar aquelas sequelas em que é preciso inventar um vilão/batalha ainda maior para parecer que a ameaça está a crescer. Desta vez a nave não anda muito de força, dá uma de Son Gouku e teletransporta-se graças a um pólen que anda no ar e coiso. Basicamente é um procedural que não vai a lado nenhum, aliás, só ainda não foi porque tem Star Trek no nome e a estação investiu no CBS All Acess e parecia mal.

The Alienist…

…faz algo que me irrita muito: tenta fazer-me de parvo. O elenco é bastante competente e todo o ambiente de época é bem construído, mas o final da temporada tem um episódio que grita “xiii, olha para aquele gajo!” e quando olhamos põe-se a correr no sentido oposto. É verdade que nem toda a gente que vê televisão é inteligente, mas quem dá uma oportunidade a uma série deste tipo sabe pelo menos que o gelado não é comido com a testa. Mais aqui.

Westworld…

…depois de The Walking Dead esta é o próximo fenómeno de populismo que não consigo agarrar. Visualmente é incrível e conta com um elenco bom (mesmo sem Hopkins), mas não consigo lidar com o ritmo e ordem com que tudo nos é apresentado. Vivi na primeira pessoa o que Lost nos fez e tudo me diz que isto vai pelo mesmo caminho. Ora vai ao passado, ora ao futuro, ora ao presente, ora dá, ora baralha. Não é intenção que me chateia, é a execução.

Outras séries que… meh…

Archer já viveu tempos mais áureos, infelizmente está esgotado de ideias e se calhar é melhor encerrar por aqui. Bodyguard bateu todos os recordes e mais alguns em Inglaterra, mas não encontrei nada aqui que me excitasse particularmente, ou pelo menos que justificasse tanto alarido. As cenas de acção estão muito boas e tem twists surpreendentes, infelizmente o twist a meio da temporada removeu também qualidade. Disenchantement é a prova que não basta ter no curriculum séries como The Simpsons e Futurama para convencer. Também é justo dizer que se fosse qualquer outro criador talvez não tivesse ficado tão desiludido (mais aqui). Jack Ryan sofre do mesmo mal que referi em The Alienist: o penúltimo episódio (ou antepenúltimo, who cares?!) é um balde de água fria de estupidez. Além de que a série não pertence bem a Jack, ele é quase um espectador. Patrick Melrose tem Benedict Cumberbatch… e?! Outro dos meus ódiozinhos de estimação é quando as séries mergulham episódios inteiros de tripes de drogas, como se tivéssemos de ficar igualmente enjoados. A performance de Benedict está ao nível do esperado mas no final não espremo nenhum sumo daqui. Por falar em séries que já deviam ter acabado, Vikings anda a morrer ao ritmo de Ragnar: já ele queria há muito, mas ninguém se chegava à frente. Ao contrario do antigo protagonista, ela não deverá enfrentar o seu destino e vai continuar… e continuar. Quando o restante elenco original se for, também eu devo partir para novas descobertas.

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