Boardwalk Empire: 5×04 – Cuanto

[SPOILERS] Eu não me quero repetir, mas… e assim passou meia temporada! Surge a pergunta: Cuanto tempo até a série acelerar como prometeu?!

O verão acabou e o reino do jovem Nucky sob as areias no alpendre do hotel também. O que está reservado para inteligente rapaz e de que modo o seu futuro se mantém interligado com o Commodore? A interacção entre Nucky e Ely deixou muito a desejar neste espaço temporal, principalmente porque o mais novo é mau actor, ainda assim deu para perceber as diferenças de personalidade que observamos nos crescidos e ver Eli maravilhado com um autoclismo foi bem engraçado. O castigo do crime de invasão de propriedade veio sob a mão do Sr. e Sra. Lindsay, que mostraram ao “criminoso” o que é uma verdadeira família. Ficamos a perceber porque é que o conceito é tão importante na versão mais velha de Nucky, que sempre quis uma casa cheia de crianças e um bom ambiente familiar. Mesmo com este pequeno avanço, que também explica o desfecho que o pai Thompson terá, estes flashbacks continuam a não encher-me totalmente as medidas e serviram mais uma vez de  “intervalo” ao que queremos realmente ver.

Commodore: “Did you do something wrong? Then don’t walk into the room like a question mark.”

Meanwhile, no futuro, ainda Nucky não acordou da ressaca e Margaret despeja-lhe sete anos de tramoias no colo. Embora a interacção com Joe Kennedy no episódio anterior tenha sido o momento alto do mesmo, uma nova companhia chegou à cidade, uma melhor companhia. Anos volvidos, desavenças esfriadas e o “casal” que se conhece/conhecemos bem. Há troca de piadas e indirectas, as discussões são cordiais e o carinho que une estas duas almas é ainda forte, mas talvez as cicatrizes sejam demasiado fundas e a desconfiança é palpável. Nucky mostra-se admirado que ela se tenha safado bem sozinha, ela admirada que ele esteja tão “pobre”. É como eles próprios dizem “talvez nada mude”… com a morte de Sally à mão dos militares que controlarão Cuba, os últimos momentos da história de Nucky poderão ser ao lado daquela com que tudo começou.

Margaret: “Are you going to kill Carolyn Rothstein?”
Nucky: “You have a very dark turn of the mind. I didn’t know this about you.”

O reino de Al Capone continua, mais alto e brilhante do que nunca, rivalizando com as estrelas de Hollywood. Vamos em quatro episódios e só vimos o Rei no seu minusculo palácio. Compreendo que o estatuto o impossibilite de passear alegremente pelas ruas, mas ainda assim torna-se algo repetitivo. O que vale é que Stephen Graham compensa tudo isso com um Al Capone sempre brilhante, entre o psicopata descontrolado e o estratega atento. Lucky tenta pregar a sua fé em Chicago, mas lá mora um senhor que ainda tem raízes em Atlantic City e em Nucky um aliado. Já Van Alden parece que vai mesmo borrar a cueca…

Sheriff Lindsay: “Don’t go where you don’t belong. Don’t take what isn’t yours. Don’t make me do my job. Because I will.”

Em suma, foi um episódio algo para o frio, que ligou o quente no final para deixar um sentimento aconchegante de propósito. Os flashbacks não dão o sumo que desejava e a repetição de cenários e actividades aborrecem, mas a categoria dos actores fez toda a diferença e a promessa de que as coisas vão definitivamente começar a acelerar anima. Esperemos que não seja falso alarme, até porque com o fim anunciado do negócio da Bacardi, Nucky será forçado a tomar mais riscos, e só por isso a bebida será agitada, quem sabe mexida.

Uma ultima nota para a previsibilidade das mortes, ainda que bem feitas. No episódio anterior era obvio que o companheiro de Chalky ia morrer, aqui ficou obvio que aquele Empire State Building ia ser usado para algo, e considerando a graça do bobo de serviço… Sally sozinha, referencia a militares… parece tudo muito anunciado, o que diminui o “wow” aos acontecimentos.

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