Breaking In – 1.ª temporada

[SPOILERS] Agora que a série ressuscitou como se de um cadáver de “The Walking Dead” se tratasse, faz sentido fazer uma avaliação da (curta) primeira temporada. Na verdade, “Breaking In” tem talvez mais história para contar fora do ecrã do que de conteúdo…vamos então por secções devidamente compartimentadas e isoladas das restantes, que é como quem diz, vamos por partes:

“Breaking In” conta-nos as peripécias dentro de uma agência de segurança, que em vez de ser contratada para proteger, é paga para detectar falhas na segurança dos seus contratantes. É uma definição muito séria para se descrever, porque o que na verdade acontece é que o ambiente no escritório está mais perto do circo do que dos escritórios da CIA. Até porque uma parte das vezes, estes clientes não sabem sequer que estão a ser testados!

Cameron é o mais recente membro da agência, recrutado contra as suas próprias expectativas. A sua adaptação vai ser complicada, não só para estar ao nível das exigências do trabalho em si, mas dos colegas de trabalho e principalmente o seu chefe.
Bret Harrison aparece neste papel tão igual a outros que já o vimos fazer, um pouco síndrome “American Pie” em que o geek se apaixona por uma miúda muito para além da sua liga (Reaper). Das últimas 4 séries em que entrou, esta seria o 4º cancelamento, ainda bem que o rapaz teve esta bolsa de oxigénio. Mas não é o único no elenco que parece ter uma maldição sobre ele…

OZ (Christian Slater) também não tido vida fácil na TV. “The Forgotten”, “My Own Worst Enemy” e este seria o seu terceiro strike. Nos outros não sei, mas neste caso até seria uma pena, porque o seu papel como chefe desta amalgama de desastres é bem engraçado. A melhor maneira de o descrever é de que se trata de Deus…está em todo o lado, sabe tudo, vê tudo, antecipa tudo e conhece toda a gente. Mais de metade do que ele afirma provavelmente não é verdade, mas isso não interessa, até porque ajuda a manter a sua mística no meio dos empregados.

Melanie (Odette Annable) é a nossa girl-next-door de serviço. É mais do que óbvio o seu papel na série, aliás, se formos a pensar bem, é muito parecida com Missy Peregrym (Rookie Blue), que contracena com Bret em “Reaper”. Parece ter um gosto bem definido o rapaz, estará envolvido no processo de casting?! Aqui já me conquistou pela sua beleza, vamos ver como se safa como actriz a sério, no seu trabalho de Inverno em “House”.

Cash e Josh (Alphonso McAuley e Trevor Moore respectivamente) completam esta equipa desastrada. Josh, especialista em disfarces, passa um pouco mais ao lado do que o restante elenco, mas é o mais próximo de arqui-inimigo que Cameron tem. Já Cash é o melhor amigo e outra das grandes fontes de humor da série. Dono de um “geekismo” inacreditável, não tem problema algum em mostra-lo (todas as cenas que envolvem “Star Wars” são de louvar aos céus, as t-shirts, o seu quarto…). Habituem-se ao “Boom goes the dinamite”!

Seria injusto não falar de Dutch (Michael Rosenbaum) que constitui uma grande surpresa de casting. A última vez que soube dele, quis abandonar “Smallville” para outros projectos, e vê-lo num tão tresloucado como este…não combina com a imagem “pré-definida” de Lex Luthor. Mas a verdade é que foi uma excelente escolha, alias, é a minha personagem favorita. O seu exibicionismo e a sua estupidez é algo notável (imagino a dificuldade em conseguir escrever falas tão idióticas). Actual namorado de Melanie, Dutch entra num mundo caótico que não é claramente o seu, mas a personagem oferece um caos diferente, umas vezes parva, outras romântica e inocente. Deu-me a ideia que não seria intenção integra-lo tanto na historia como veio a acontecer, mas o sucesso da personagem justifica isso mesmo.

Os sete episódios correm a um ritmo acelerado e baseiam-se muito nas “cenas anexas” de humor, em que se interrompe a história para mostrar um clip cómico complementar, à semelhança do que é feito nas animações de Seth Macfarlane (“Family Guy”, “American Dad” e “The Cleveland Show”). Na verdade, são quase sempre essas cenas as mais engraçadas.
“Breaking In” entra na tão boa categoria do “vê-se bem”: é realmente leve, tem uma temporada pequena e oferece histórias que não nos fazem pensar se faz sentido ou não…é para entreter! Pessoalmente gosto que me desliguem assim de vez em quando.

Só espero que estas ressuscitações ao 3º mês sejam selectivas…”The Event”…lagarto, lagarto, lagarto!!!

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