Cavalheiros sem grandes maneiras…

Manners maketh man… Sequels maketh shit!

Há três regras quase “douradas” no que toca a sequelas de filmes de acção: Se o primeiro se passa na América, o segundo é em Londres e vice-versa, tem de conter um elenco mais famoso que o primeiro e tem uma franca e honesta possibilidade de ser uma perda de tempo.

Comecemos pelos actores, que normalmente não têm culpa nestas coisas para além do desejo de aumentar o volume da carteira. Taron Egerton é com certeza a melhor coisa deste filme e mantém o carisma e flexibilidade do primeiro filme e o regresso de Colin Firth é a razão 147 pelo qual este filme não acrescenta nada às vossas vidas. Sei que estamos praticamente a lidar com uma paródia nesta altura, mas o método de salvamento a que a  personagem foi submetida é tão parva que custa processar. Depois vemo-lo a lutar para ter a memória de volta durante metade do filme, quando, noutro caso, é instantâneo. Não sei se o estúdio/realizador acharam que Taron não era suficiente para carregar o filme, dois erros em um. Dizer que Channing Tatum participa neste filme é o mesmo que dizer as cortinas do meu quarto preenchem o espaço. Halle Berry por esta altura está só à procura de dinheiro para a renda, a personagem de Julianne Moore tem a profundidade de um copo de água e Pedro Pascal… bom, digamos que a sua motivação dá todo um senso de ironia ao papel em “Narcos”.

O primeiro filme pega em tudo que James Bond tem de exagerado e leva-o não ao extremo, mas a uma versão cartooesca, entre o gozar e prestar homenagem, com uma dinâmica original e fluida… este círculo dourado é desinspirado e tem momentos de puro aborrecimento, sem qualquer noção de ritmo e com meia hora a mais do que deveria. Lembram-se da famosa cena da igreja? Há uma tentativa no final deste filme que só provoca náuseas… literalmente, deixou-me com tonturas!

De uma maneira nada resumida, Kingman 2.0 é uma lavagem descaracterizada de tudo aquilo que adoramos no primeiro. Uma completa perda de tempo se excluirmos uma ou outra cena de acção e gargalhadazita, fruto da empatia que temos por Eggsy (nome mais parvo by the way). Não se deem ao trabalho porque quem fez o filme também não se esforçou muito para nos dar o que não pedimos… e não, o facto de a campanha de marketing tentar gozar com o enredo do filme (à lá Deadpool) não desculpa nada.

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