Daredevil (3T) – A primeira metade…

[NÃO CONTÉM SPOILERS DA 3T DE DAREDEVIL] Hoje estreia a terceira temporada da melhor série Marvel. Ponto. Parágrafo.

Iron Fist fora do baralho (se não a personagem, pelo menos a série), a 3T de Jessica Jones algo incerta e a 2T de Luke Cage (do que vi) a não fascinar. A gap que Daredevil deixa para as concorrentes a melhor série deste Universo, título que nunca esteve ameaçado, aumenta. Este terceiro capítulo evidencia bem o porquê.

Nos primeiros seis episódios a história do diabo de Hell´s Kitchen anda no fio do “dar um passo atrás para dar dois à frente”. Matt é obrigado a regressar às origens e a relação com os que lhe são mais chegados é aprofundada, ao mesmo tempo que temos faces novas que apimentam a sopa. A principal novidade vai para Joanne Whalley, Irmã Maggie, numa excelente adição ao elenco e um ombro frio para Matt afogar lágrimas. Quem também está de volta é Fisk, Wilson Fisk. Vincent D’Onofrio é aquele actor que qualquer série gostaria de ter e todas as suas cenas têm uma intensidade palpável. As séries de super-herois só são tão boas quanto os vilões que apresentam e aí, Daredevil não marca passo. Foggy e Karen… bom, digamos que é mais do mesmo. Não sei identificar bem o problema mas a verdade é que as cenas de ambos não prendem e raramente acrescentam algo.

Podem contar com mais cenas “à lá Daredevil” (uma longa cena de acção sem cortes), em que vemos Matt a dar e a levar de tudo e todos. O facto de esta em particular ter sido num ambiente mais iluminado é mais perceptivel alguns truques (troca de duplos), mas não lhe tira o mérito. Aliás, a cena de que falo é mais ambiciosa e com mais intervenientes.

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Fiquei com um “cliffhanger” no final do sexto episódio (a Netflix deixa até os que têm acesso às previews com água na boca). Se é tradição que as primeiras metades das suas séries sejam mais lentas, aqui não se sente muito. O início é mais lento mas acordam-nos com excelentes momentos de acção… o episódio cinco é explorativo (de maneira bem criativa) e o sexto acaba com mais uma enorme cena de luta. Há pelo menos três enormes momentos nestas seis horas que vos vai ficar na cabeça, tal é a qualidade da acção.

Não entrem a medo. Não pensem que Daredevil já teve melhores dias. Não posso assegurar que esta seja melhor que a 1T (duvido que venha a ser), mas já tem tudo para ser melhor que a segunda. Charlie Cox e D’Onofrio brilham, a acção é fantástica e a história caminha na boa direcção. Passem um bom fim-de-semana na companhia do diabo…

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