Dois reinos, duas rainhas, uma ambição…

O que acontece quando se junta no mesmo filme Saoirse Ronan, Margot Robbie, David Tennant, Guy Pearce e outros que tais? Bom, pelo menos temos representações de categoria…

Permitam-me começar por dizer que não é perfeitamente claro na minha cabeça se gostei ou não do filme, posso no entanto começar por referir o que menos gostei. Um dos meus odiozinhos de estimação é quando o filme começa pela cena final. Não é o factor spoiler da coisa, visto se tratar de personagens históricas cujo desfecho é sabido, mas a verdade é que não acrescentam nada ao filme. O que também me parece claro é que podia ser um pouco mais curto, mais não fosse, uns vinte minutos. De resto, é dificil apontar muito mais a estas Duas Rainhas.

A transformação de Margot Robbie

E que rainhas! O elenco incrível de homens sábios têm mesmo de sujeitar-se aos ímpetos destas duas senhoras. O filme é mais de Saoirse, mas Margot, com a ajuda da caracterização, rouba os momentos em que Elizabeth intervém na história (gostaria até de ver um filme apenas com ela, mas Cate Blanchett já tratou disso). Margot é um símbolo de beleza e sensualidade, talvez o maior em Hollywood neste momento, mas continua a provar que é muito mais do que isso. O filme sofre um pouco da maleita dos saltos temporais, em que o fluxo de acontecimentos se vai quebrando porque esta gente precisava de anos para fazer alguma coisa… mas as protagonistas e restante elenco vão mantendo tudo relativamente “contido”.

A beleza da Escócia, a intensidade da representação e uma história real que envergonha qualquer arco de Game of Thrones, justificam que qualquer amante de tramas de época não deixe escapar este filme. No entanto, não vai cativar o mais impaciente nem deslumbra no final.

Partilha o post do menino no...