Dwayne “malha tudo” Johnson…

[NÃO CONTÉM SPOILERS PORQUE É TUDO DE CARAS!] Directamente dos cofres da China, chega mais um filme do Universo Cinematográfico do Rochedo. O sexto Arranha-Céus mudou de porte corporal mas segue a mesma tendência de qualidade do franchise: queda livre.

Comecemos pelo mais positivo: o filme brinca muito bem com as nossas vertigens. Caso estejam indecisos se padecem deste “recheio”, aqui está um bom teste de despiste. Não sou fã do 3D, mas foi isso que “salvou” este filme, porque realmente consegue injectar tensão em três momentos.

Tudo o resto é uma panóplia de clichés, um argumento de template e casting estereotipado. Dwayne Johnson apresenta-se num estilo mais “frágil” que o habitual, ainda assim um verdadeiro saco de pancada que os seus 350kg de músculo permitem. Desta vez, como sidekick, tem a prótese que rivaliza com o esqueleto de Wolverine. No lugar dos “maus” temos os actores que são sempre maus, incluindo a tradicional asiática de cabelo marado que é de poucas palavras e letal (ao contrário dos Stormtroopers que a rodeiam, claro). Se ainda precisam de mais provas que este filme não faz qualquer esforço: a mulher do protagonista é a cirurgiã que o remendou, consegue dar luta aos vilões porque é militar, fala a língua do país onde o marido arranjou emprego e tem um iPhone com o mesmo problema do edifício! A isto se chama um pacote completo. Tudo é previsivel e não há nada que faça deste filme memorável.

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Finalizo com este pensamento: The Rock tem mais de uma dúzia de filmes nos últimos cinco anos e quase uma dúzia em produção/em estudo nos próximos tempos. Incluindo sequelas e spin-offs de franchises que já “raptou”. Não sei que filmes é que ele não está a fazer ou se há sequer qualquer tipo de filtro. A verdade é que Dwayne é uma mina de ouro de bilheteiras e faz ele muito bem em aproveitar a onda, mas até quando? Será ele capaz de distinguir entre os filmes que já fez?! Não vi “Baywatch”, mas posso assegurar que este é provavelmente o seu pior filme desde “Hercules” e não consigo perceber como é que em 2018 ainda se fazem filmes assim… mas que os há, há.

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