Homeland: 1×03 – Clean Skin

[SPOILERS] É assim que todas as series deviam começar…proponho irmos às Nações Unidas e exigir que todas as séries comecem da mesma maneira que este episódio começou!

A máquina de propaganda começa a funcionar e a primeira grande entrevista a ser preparada. A filha (Morgan Saylor) ainda ameaça ser uma estraga-momentos com a sua rebeldia, mas acaba por perceber que para o bem da sua família é melhor que se tente ultrapassar tudo, apesar das “asneiras” que a mãe fez.

Ficamos a conhecer melhor esta personagem Príncipe Farid (Amir Arison). Um mulherengo que para a vista inocente está só a renovar o seu harém (o quanto adoram este tipo? I Do!), mas aos olhos de Carrie está nos EUA para transferir fundos para um futuro ataque, protagonizado pelo seu novo amigo Abu Nazir (Navid Negahban).

Saul (Mandy Patinkin) reafirmou aquilo que tinha referido no episódio anterior. O problema não foi Carrie (Claire Dannes) ter mentido, foi tê-lo feito a ele. A profissão de ambos envolve mentir aos “outros” mas não entre “eles”. Seria obvio Saul perdoa-la, principalmente pela relação passada de ambos, mas isto é “Homeland”, nada é fácil. Quer seja para lhe dar uma real lição ou por estar mesmo magoado, a relação não voltará ao normal tão cedo.

Imagem muito curiosa de Brody (Damian Lewis) a falar sobre a tortura a que foi sujeito, enquanto mostra o mesmo a ser recompensado com fruta e “carícias” em cativeiro. As tantas o entrevistador pergunta “Como se resiste a isso?” e ele responde “Não se resiste”…é provavelmente a frase mais importante a reter.

De destacar também que ele diz que conseguiu suportar porque o devia às pessoas que esperavam por si, mal ele sabe (ou talvez já saiba) que isso não era bem assim.

Lynne: I’m done, what about you?
Carrie: I’m never done

A doce rapariga que pensava que o príncipe era um doce, interpretou mal e acabou por ser oferecida como um doce. Quando toda a gente estava a espera de vê-la com o Abu Nazir…morre. Desfecho nada esperado, colocando mais uma pedra no lago da consciência de Carrie que vê mais uma mentira sua a causar danos. Embora essencial para o enredo foi com pena que vi partir a linda e talentosa Lynne Reed (Brianna Brow).

O saldo da operação foi francamente negativo, não sabem mais do que sabiam no inicio, perderam uma informadora e o príncipe fugiu para o golfo. Estes (David Harewood) torna a fazer a vida negra a Carrie, bloqueando-a, não a deixa falar com a pessoa que podia ajudar a avançar no caso. O método de transferência de dinheiro foi genial. Em vez de uma transacção bancária, troca-se jóias e mata-se “o envelope”. O Príncipe pareceu genuinamente afectado pela morte da assistente: Quem a matou afinal? Disfarçou bem ou foi da responsabilidade do seu “mordomo”?

O episódio acaba com um delicioso:

“We don’t mind it. I like to be close to the airport…”

E o plano segue a passos largos…Nota para o actor que aparece na imagem, Omid Abtahi que sempre que o vejo é para fazer papel de terrorista, coitado!

Até para a semana “Homeland” e obrigado por tudo. Beijinho!

O Melhor: a maneira inteligente e nada óbvia de como um plano terrorista avança.
O Pior: Esta série começa a ter o dom das cenas mais estranhas alguma vez vistas: Brody a masturbar-se à frente da desnudada mulher, incrédula pela reacção do marido aos seus avanços.

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