Homeland: 1×06 – The Good Soldier

[SPOILERS] “Já não há retorno”, foi com a esta ideia que fiquei depois deste episódio, no que se refere aos nossos dois protagonistas.

Carrie consegue finalmente sujeitar Brody (Damian Lewis) a um teste, na tentativa de objectiva e racionalmente o desmascarar. Mas este esteve prisioneiro durante oito anos, se realmente foi convertido deve ter tirado 20 na cadeira “como enganar o polígrafo”. Teve piada ver a cara de satisfação com que notifica Brody para a realização do teste – “Detesto fazer isto agora, mas os meus chefes insistiram!”, malandra…

Depois de andar às voltas, Carrie começa  a suspeitar daquilo que nós já vínhamos a adivinhar com a conversa do casal terrorista no carro: é a mulher a responsável e o seu marido vai apenas à “boleia”. É uma maneira da série dar uma alfinetada no preconceito para com os árabes, o terrorista não tem de ter a pele escura, pode muito bem ser o vizinho que vemos todos os dias, o “Bob” e a “Britney”.

Suspeita confirmada com a morte de Faisel. Se realmente aqueles dois eram a célula que colocaria em prática o plano, parece haver também uma outra célula responsável pela limpeza, caso algo corra mal.

Aquilo que já vinha a tardar, finalmente aconteceu. Teve de ser um camarada de armas a dizer umas quantas verdades que não caíram muito bem. Se Brody descobriu naquela altura a verdade ou se usou aquela confirmação para poder acertar contas, não sabemos, mas serviu para finalmente quebrar o gelo naquela guerra fria e no ambiente passivo-agressivo que se vivia no triângulo amoroso.

Saul (Mandy Patinkin) tenta salvar o seu casamento, pedindo a Estes (David Harewood) que o coloque na delegação indiana, e assim ficar mais perto da mulher e do novo emprego na cruz vermelha. Não era mal pensado, não fosse o pequeno pormenor que a mulher não quer que ele venha atrás. Ao contrário do que deu a entender no episódio anterior, Mira não está bem à procura de uma reconciliação, quer a independência total, uma vida nova com um marido novo.

Nota: Aquele “pico” na resposta de Saul durante o teste é mais um pedaço de lenha que a série atira para o nosso fogo de dúvidas.

O momento mais engraçado do episódio veio com o:

Carrie: I’m half Irish.
Brody: The Irish don’t puke?
Carrie: No, only when we have to salute the British.
(risos)

O que se passou de seguida tem muitas interpretações: Se Carrie estava mesmo bêbada, baixou muito a guarda e fez asneira…se não estava, fez aquilo com algum propósito? (talvez poder apanhar Brody com uma mentira durante o teste). Desde o momento “singing in the rain” que o ambiente tinha ficado tenso, mas sempre pensei que a nossa menina tinha tudo sobre controlo e era apenas uma manobra para se aproximar de Brody.

O final é tudo aquilo a que “Homeland” já nos habituou ao longo desta sua curta temporada. O sargento alimenta mais um pouco as suspeitas que temos dele, a espia vê-se presa a uma mentira que não pode revelar, com medo que Saul pense ainda menos dela e a interne num hospício… e acaba com aquela troca de olhares e expressões. O mais delicioso é que embora pareça que Brody encurralou Carrie, a verdade é que qualquer um dos dois podia dizer “apanhei-te” como “fui apanhado”.

Nota: Qualquer teoria de que o infiltrado seja outro que não Brody esbarra num pequeno detalhe. A série começou com a premissa “Um prisioneiro de guerra americano foi convertido”, e dos três possíveis suspeitos só o nosso sargento é que foi prisioneiro de guerra (que se saiba).

O Melhor: O final. O ritmo que a série teima em não abrandar.
O Pior: O receio que isto caia para um romance entre os protagonistas.

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