Homeland: 1×10 – Representative Brody

[SPOILERS] “You’re trying to find what makes them human, not what makes them terrorists.”

Ela…
Al Zahrani está debaixo de escrutínio. Depois das reuniões secretas com Walker (Chris Chalk) na mesquita é definitivamente alvo de interesse. Todos as suas preferências e podres vieram ao de cima e agora é altura de explorá-las ao máximo. Mas ao contrário das expectativas, será Carrie (Claire Dannes) a encostá-lo à parede e não Saul (Mandy Patinkin)… hmmm…

Depois do quinto episódio, em que tivemos direito a um verdadeiro e profissional interrogatório, está na altura de repetir. O local? Uma versão bem mais soft, mais “friendly”. O entrevistador? Carrie engole todo aquele nervosismo e olhar assustado e vira uma predadora. O final? O mesmo… a nossa menina pode ter aquela fragilidade no núcleo, mas quando é encostada à parede ela ferra, pica, faz o que for preciso. Vê-la desarmar Al Zahrani foi muito bom:

“I think Janine is your favorite… We would deport her. And we would make sure that she was not welcome in England, or Germany, or France, or Italy, or even all-forgiving Scandinavia. We would make sure that she had no choice but to go back to Saudi Arabia and get fat and wear a burkha for the rest of her miserable life.”

Ele…
Brody (Damian Lewis) também vê a sua vida invadida, mas não da maneira para a qual se estava a preparar (ele a fazer alongamentos antes da luta foi de rir). Por nada menos que o Vice-Presidente, o homem que ele e Nazir viram mentir descaradamente sobre o ataque que vitimou o pobre Issa. O ranger de dentes foi bem evidente e a contenção foi testada aos limites, mas o mais importante agora é ser mansinho. A surpresa veio de Jess (Morena Baccarin), bolas, pensava que ia ficar contente! Mas também é óbvio que a mulher que deseja ter a família unida não quer mais escândalos que a separem, nem factor “Mike” nem factor “Carrie”… sim, ela percebeu!

Vou começar a pedir o Euromilhões nas reviews porque quase tudo o que prevejo para as séries acaba por acontecer. Parece que o nosso sargento precisa mesmo deste cargo para avançar com o plano e está disposto a fazer tudo, inclusive distribuir perdões, puxar da meiguice e usar o melhor amigo para convencer a esposa. Então aqui está, Mike (Diego Klattenhoff) de regresso.

Mas Brody esteve diferente neste episódio. Todas as suas reacções foram reveladoras e transparentes, a sua raiva pelo Vice-Presidente, o seu descontentamento pela reacção de Jessica, a sua ansiedade e frustração em tentar convencê-la. Até com a pobre, doce e apaixonada Carrie com o seu vinho e o seu jazz… e ele com a sua faca no coração (então é assim que se despedaça o coração de uma mulher). No final conseguiu o que sempre consegue: que a sua vontade prevalecesse. Está oficialmente na corrida para um cargo na Casa dos Representantes (a segunda metade do Congresso dos Estados Unidos, com mais membros e menos poder que a outra metade, o Senado).

Tudo o resto…
Boom, goes the dynamite! Algo cheirava mal desde o início daquele encontro. Na verdade já vimos este tipo de encontros, em locais públicos com recurso a isco, em dezenas de episódios de outras séries, mas “Homeland” percorre sempre aquele último metro que as outras evitam. Um ataque a uma mesquita, uma bomba num local público… algo está a ser fermentado.

O próximo desafio? Encontrar o tipo/a que facilitou a morte de Hamid, o mesmo que avisou Aileen e o mesmo que alertou Walker… ou seja, o mesmo desafio de sempre. Estamos assim a ser embalados para um final que promete ser arrebatador. Embalados com suspense, traições, ameaças e explosões, mas embalados.

O Melhor: Adoro aqueles interrogatórios.
O Pior: Este episódio confirmou que eu não gosto mesmo de jazz…

Partilha o post do menino no...