Homeland: 2×04 – New Car Smell

[SPOILERS] Eu já lhe chamei o cartão de memória mais importante dos últimos tempos. Ele vai trocando de mãos e a reacção é a mesma: espanto, surpresa, admiração e choque.

Como seria de esperar, o conhecimento sobre o “filme caseiro” de Brody (Damian Lewis) não vai ser alargamente divulgado pois isso acabaria com a história cedo demais para todos nós. Mas Estes (David Harewood), que já percebeu que está em maus lençóis aconteça o que acontecer, aprova a criação de uma força especial para manter Brody debaixo de olho. “Mantém os amigos próximos, e os inimigos mais ainda”, parece ser a filosofia. Uma estratégia semelhante à de Carrie (Claire Dannes) na primeira temporada, agora com um batalhão maior a apoia-la. É no entanto uma missão cheia de risco porque tanto pode minar o inimigo como o tiro pode sair pela culatra e colocar a agência em pior estado. Pode ser a tábua de salvação de Estes, Saul e Carrie, ou a ruina do trio. Este caminho poderá esbarrar num pequeno pormenor, o sargento não está assim tão envolvido com Abu Nazir como a agência pensa e não penso que Brody pudesse tornar-se num agente duplo (apesar de não ter a mentalidade de Nazir, não o vejo a trair o “amigo” para já), mas é definitivamente algo a pensar no futuro. Talvez um dia Brody seja traído, talvez um dia ele volte a defender os interesses da sua “Homeland”, talvez seja esse o mote da terceira temporada… ou não!

Seja como for, Carrie está novamente “in” e é assim que nós gostamos dela. Os seus sorrisos sempre falaram mais que os seus choros e vê-la sorrir, por duas vezes, aquando do encontro com Brody foi delicioso. A nossa menina para já não mostra sinais de queda psicológica, nem tem razões para isso, as coisas estão a melhorar.

Peter Quinn (Rupert Friend), aqui está um nome a decorar. O novo para-choques no qual Carrie não vai hesitar bater nos próximos tempos. Ele claramente pensa que ela é um pouco louca, embora eficiente, ela pensa ele é uma testa de ferro para Estes, que só vai atrapalhar e impedi-la de fazer as coisas à maneira dela, mas que ela vai fazer de qualquer maneira, porque é assim que ela é… esclarecidos?!

Entretanto, on Brody’s side, as coisas estão cada vez piores. De malas feitas e carro para lavar, este visionamento de Carrie é mais um tijolo no caminho, que tem os efeitos esperados pela equipa espiã recém-formada. Já que estamos a falar de tijolos, este Lauder é outro que, de mansinho, vai criando mais problemas. Porque é que a voz da razão nesta série chega sempre pela língua dos bêbados e dos loucos? Com isto, Mike (Diego Klattenhoff) vai voltando à série e à vida de Jess (Morena Baccarin). Quem também teve mais destaque foi Dana (Morgan Saylor), bem menos irritante que o costume (ou talvez o problema seja mesmo meu). Foi “semeada” a ideia de um triângulo amoroso e a construção de uma relação com o filho do próximo Presidente. Com que intuito é que estão a mostrar-nos este lado da história? Seja qual for, tem piada ver um jovem amor a nascer assim, duas pequenas cabeças no vidro a pairar sobre o distrito de Columbia, tal como o jovem amor deve ser.

Estes dois e os bares. O primeiro encontro foi constrangedor, mas mesmo assim não chega aos calcanhares do segundo. Carrie deixou a sua mina (de maneira demasiado evidente até, na minha opinião) e Brody contra-atacou com choques eléctricos, que a deixou um pouco abalada.

Vocês não sabem isto, mas eu vou escrevendo a review à medida que vou vendo o episódio, não no fim do visionamento, durante. Até hoje nunca tive problemas quanto a isso, mas depois veio “Homeland”. Uma pessoa vai num certo ritmo e depois chegam o final dos episódios! Os minutos finais são sempre como pequenos tacos de basebol nos joelhos que nos deixam de rastos e sem saber o que pensar. Todos vimos aquele olhar na cara de Carrie, o olhar que diz “vou fazer mer**!”. Todos pensamos que Brody não iria dormir sozinho naquela noite, que iria revoltar-se, logo no primeiro dia, contra a cadeia de comando e dormir com o inimigo. Mas é aqui que “Homeland” faz das suas novamente, nos dá mais um ataque cardíaco e de repente está tudo novamente do avesso. É caso para pensar: WTF Carrie?! Impulsiva é uma coisa, arruinar a missão no primeiro dia é de mestre. E agora? Agora é sofrer mais uma semana porque é assim que a série nos habituou, porque é assim que nós gostamos e é assim que somos felizes com ela.

Eu nem coragem tenho para ver a promo do próximo episódio. Vou fugir dela a sete pés porque há alguns antecedentes de problemas cardíacos na família e não quero correr riscos. Mas para os mais ousados, aventurem-se na página do “Homeland (Portugal)”. Agora se não se importam, vou beber um cházinho de camomila…

O Melhor: Rais parta estes minutos finais dos episódios!

O Pior: Houve pelo menos dois planos em que os actores estavam em posições diferentes entre cortes (Estes com as mãos nos bolsos no pátio e Carrie no bar). Detalhes, eu sei.

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