Homeland: 2×06 – A Gettysburg Address

[SPOILERS] Nós até podemos gostar de Carrie (Claire Danes) por tudo o que já sofreu e lutou. Mas que o raio da mulher é uma chata de primeira e insuportável às vezes, lá isso é! O foco dirige-se agora para a descoberta do plano de Abu Nazir e a única pista é a bela repórter, Roya (Zuleikha Robinson). Poderíamos pensar que é muito cedo para usar a arma “Brody”, que levantaria muitas suspeitas, mas o homem é vital para a identificação de possíveis alvos.

O congressista (Damian Lewis) parece não ter aprendido a lição e está a preparar-se para perder Jessica (Morena Baccarin) mais tarde ou mais cedo. Não deixa de ter “piada” que ele admita trabalhar para a CIA, mas seja em Carrie que ele trace a linha da verdade. Mais tarde ou mais cedo a mulher vai descobrir e “all hell breaks loose!”. Independentemente das mentiras que dá em casa, no seu novo “emprego” não corre esse risco e admite a morte do Alfaiate do Panamá. Continua sem conquistar a confiança de Quinn, mas este novo rapaz é desconfiado e meticuloso de natureza (o que custa mais a aceitar que faça “asneira” no final, mas já lá vou). O mais curioso na relação destes dois é que foi Brody que levou com uma faca na mão, mas é ele quem tem de merecer a confiança!

Assim como há aspectos da história que mudam a cada episódio, também há outras partes que vão sendo construídas aos poucos e que, mais tarde ou mais cedo, convergem ou se tornam relevantes para a cadeia principal. Lauder (Marc Menchaca) desencadeou a suspeita, Mike (Diego Klattenhoff) apanhou o cheiro, Brody contou a Jessica da CIA, Jessica conta a Mike (óbvio que a mulher não consegue manter segredo mais do que um dia!!!) e o molho começa a ficar entornado. Veremos como evolui tudo isto, mas a última coisa que Brody precisa agora é que o ex-melhor amigo, apaixonado pela esposa desconfiada, comece também a esburacar na sua vida com mais lados que um cubo. Ainda no espectro de Brody, Dana (Morgan Saylor) continua a aparecer e a dar que falar. Desde o acidente que a relação dos pombinhos não foi a mesma, e a culpa toma mesmo conta da jovem alma. O significado desta história ainda não é claro, mas a minha suspeita é que mais tarde ou mais cedo se saiba do envolvimento do jovem Finn (Timothée Chalamet) e que a candidatura do Vice-Presidente a homem mais poderoso do mundo caia na sanita. O que vai indirectamente afectar Brody também.

Agora surge a dúvida na cabeça de todos: se aquele “Hezbollah” não foi algum tipo de código para Roya (um bocado estranho que seja essa a palavra, que ainda por cima veio de Carrie, mas foi aquela a que Roya mais reagiu). Por vocês não sei, mas pelo que tenho visto de Brody, se se revelar mesmo como mau da fita, vou achar um pouco forçado. Sei que tudo começou assim, é a premissa de toda a série, mas já vimos muitos aspectos da vida do sargento para achar que ele tem uma agenda secreta. Teria de ser um mentiroso muito convincente, e já o vimos a dar sinais de pura inocência quando está sozinho, por isso…

Soube a episódio de transição (não pode ser só carregar no acelerador!), que mesmo assim conseguiu ser bastante dinâmico. Fico com pena que Quinn morra (o que não parece), porque acho a personagem interessante e com um papel importante a desempenhar ainda. Para além da excitação que é ver uma série deste calibre todas as semanas, deixa-me profundamente contente que a primeira temporada não tenha sido um “fogo de vista” e que esta temporada se mantenha ao mesmo nível. Continua a haver twists finais mas há uma preocupação em construir histórias paralelas interessantes.

Notas:

  • Têm mesmo de ter cuidado com as incoerências entre planos! Dana está a comer pão e no plano seguinte o pão desaparece.
  • Custa-me um pouco a aceitar que Quinn se tenha mobilizado para a loja do alfaiate e não tenha levado protecção consigo logo à partida.
  • Ninguém acredita quando Carrie diz que não sente nada por Brody, mas tem piada vê-la a mentir.
  • Ainda sobre Carrie: já sabemos que ela chora muito bem, mas não precisam de a pôr em lágrimas em todos os episódios!
  • Faltou aquele pedaço da história em que Dana descobre (e como) que a mulher morreu no hospital, assim como de Carrie a saber a notícia da morte dos agentes.
  • A personagem de Saul tem andado mais apagada e pouco relevante.
  • Gostava de ver mais flashbacks de Brody em cativeiro, sinto que há mais para explorar.
  • Parece ter morrido o agente de “toda a obra”. Danny Galvez (Hrach Titizan) aparecia sempre que a série precisava de mostrar alguém a trabalhar. Ora nos computadores, ora a fazer apresentações… um verdadeiro homem de recados que parece ter encontrado o seu fim.
  • Já percebemos que Finn consegue dizer “Fuck”… o rapaz não precisa de dizê-lo a cada frase!
  • Tenho de dar a mão à palmatória e admitir que Dana está menos irritante e tem estado muito bem. Se bem que a cachopa não precisa de andar sempre de testa franzida e sobrancelhas levantadas.

O Melhor: A construção de histórias paralelas interessantes.

O Pior: A intenção de lançar dúvidas sobre o verdadeiro lado de Brody torna-se cada vez menos credível.

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