Homeland: 2×07 – The Clearing

[SPOILERS] Queres ver que o homem de recados se vai safar?!

Enquanto não sabemos se Galvez (Hrach Titizian – nome cómico!) sobrevive ou não, Quinn deseja voltar rapidamente ao trabalho. Afinal de contas há um plano terrorista para travar e parece que está em fase de aceleração. Depois da verdadeira coça que a agência levou, com a morte dos agente e a perda de uma carga não identificada, mas que promete ser tudo menos gomas e chupas, não sobra espaço de manobra nem muitas alternativa. Aileen, pobre coitada. Não me interpretem mal, é uma terrorista que merece este Guantánamo doméstico, mas que está visivelmente afectada pela “mansão” onde vive, visivel na expressão facial. Fosse esta outra série e estaria a vomitar informação a troco de nada ou com base na palavra de honra do interrogador, mas aqui não é assim meu menino! Mostra o papel assinado e só aí é que levas o que queres. Faz ela muito bem!

Consumida pela culpa, e já no limiar da irritabilidade, o casalinho adolescente decide tomar acção e contar aos pais, próximos líderes do mundo livre, que fizeram uma cagada tão grande que pode arruinar as hipóteses de ambos chegarem à Casa Branca. De vez em quando Dana dá novo ar de sua alma parvinha e decide então contar logo naquele dia. O momento serviu ao menos para um confronto entre mães. Jessica (Morena Baccarin) tem vindo a seguir os passos que Cynthia lhe mandava tomar, mas parece que está criado um atrito. Jess, nem Brody, perceberam que neste mundo há coisas que têm de se enterradas. A atitude de Brody é ainda menos compreensível! Pensava que confessar aquilo não iria trazer problemas, milhares deles?!

Carrie: “Quinn, right in front of me?”
Quinn: “Like you’ve never seen a dick before.”

Estes dois até os beijos fazem bem. Nas séries, e nos filmes, vemos beijos demasiado bonitos! Mas por vezes é mesmo assim, um bocado “tortos” mas com sentimento. Conseguimos sentir esse clima naquela clareira. Ainda Brody (Damian Lewis) não tinha sabido de Dana (Morgan Saylor), mas com o peso de uma futura candidatura a Presidente (talvez um pouco forçado para já) nos ombros, não está para jogos e manipulações. A relação destes dois é muito patológica… num mundo ideal ficariam juntos, Mike e Jessica também, e ninguém se chateava, mas não pode ser.

O episódio não deu muito sumo. Não acrescentou muito à história nem foi especialmente “activo”. Valeu pelo avanço da história de Dana, porque de resto… O arco de Saul (Mandy Patinkin), embora emotivo, bom e surpreendente, nada acrescentou ao puzzle. Mostrou-nos que o desespero de uma vida fechada num cubículo pode levar-nos a cometer grandes loucuras, podia dizer-se que foi por Aileen ser uma terrorista que não quis dar informações, mas não me parece que tenha sido essa a causa. Irá este episódio provocar um efeito a longo prazo em Saul?  Brody e Carrie (Claire Danes) andaram para a frente e para trás, mas aí nada de novo. Um agravar da relação pai-filha? Jessica vir a descobrir que afinal Carrie não está num manicómio? Quero acreditar que foi um episódio de transição, necessário para chegar a algum lado.

Notas:

  • Equipa de Swat quer entrar em modo furtivo na casa, chega com as luzes do carro apagadas… mas com barulhos de derrapagem e lanternas a apontar para a janela!
  • A Dana não tem outras botas?!
  • Porque é que ainda não foram ao “Homeland (Portugal)” ver a promo do próximo episódio?! Carrie, ataca!

O Melhor: Apesar de não perceber o intuito para já, o “dia” de Aileen.

O Pior: Um episódio sem grande sumo.

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