Melhores Personagens 2011

O ano de 2011 está a acabar. Se 2011 fosse uma estrela, estaria neste momento a tornar-se num buraco negro. Se 2011 fosse uma gazela, estaria neste momento a recordar todos os bons momentos que viveu a comer  vegetação (ou seja lá o que for que as gazelas fazem durante o dia) enquanto o leão lhe espetava os dentes na garganta. Se 2011… bom, vocês já perceberam. Para além de recordar o bom ano (no geral) de boas séries, este post pretende dar destaque as personagens que me marcaram mais. Não é uma lista de melhores porque há algumas boas séries que não vejo, por isso os absolutos melhores não estão aqui representados. É uma lista que pretende destacar representações mais marcantes para mim durante os últimos meses. E para vocês, quais foram as que mais vos marcaram?

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    Não é que seja um fenómeno da representação, que definitivamente não é, mas no ano em que abandona o pequeno ecrã como o nosso super-herói favorito, Tom Welling merece destaque. Goste-se ou não, toda a gente conhece “Smallville” e o facto de ter conseguido estar no ar durante 10 anos (217 episódios) é um grande feito. A série vai com certeza ser lembrada por muitos fãs como o início do vício nas outras séries.

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    Louis CK é talvez o comediante mais famoso nos EUA actualmente. Os seus espectáculos são apimentados, e quando digo apimentados quero dizer recheados de acidez, polémica e controvérsia na temática. Polémicas à parte, a opinião é unânime quando se mede o seu talento. Já acompanhava os stand-ups e quando soube que iria fazer uma série (não é a sua primeira) fiquei com receio que não fosse captar o que ele tinha de melhor, que fosse arruinar a imagem que tinha dele. Surpresa minha quando vi que iria intensifica-la. Louie não é uma série para rir à gargalhada, aliás, muitas vezes nem tem piada (roçando o drama), mas é a visão real da sua vida que lhe dá qualidade. Retratar o que as pessoas normais pensam em determinadas situações, como reagem, e POR ACASO tem comédia à mistura. Quase não poderia ser considerado uma personagem visto que se trata praticamente de uma auto-biografia, mas Louie é mesmo uma “personagem”.

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    Thad é umas das personagens mais caricatas, hilariantes e parvas que já vi. Será ele gay? Será ele genial? Genial não será certamente, e a estupidez não bate assim. Imaginem que querem deitar cá para fora tudo o que vos passa pela cabeça e não podem, fazer as piores coisas que vos ocorre mas não têm coragem. Imaginem algo que pode tornar esse sonho realidade, misturam altas doses de álcool, testosterona, drogas e uma pitada de QI baixíssimo, agitam tudo e nasce Thad! Não é original nem diferente de algo que já vimos em American Pie’s ou Road Trip’s, mas poder ver algo assim semanalmente é muito bom! Terminada a terceira temporada, e provavelmente a série, fico com imensa pena de não poder acompanhar mais este verdadeiro cromo, brilhantemente recriado por Alan Ritchson. PS: Sim, é o mesmo actor que faz de Aquaman em “Smallville”.

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    Seis temporadas passaram e a imaginação destes dois não abranda de modo algum. Shawn (James Roday) e Gus (Dulé Hill) são os criadores do bromance, os reis de um mundo cuja densidade populacional se restringe a duas pessoas. Shawn é um homem com olho para o detalhe, mascarado de médium e Gus é o outro lunático que em vez de acabar com a charada, co-protagoniza, alimenta e ajuda a mantê-la secreta. A maneira nada ortodoxa como abordam os casos, a irresponsabilidade com que os resolvem e principalmente a maneira como se divertem com eles é a sua verdadeira imagem de marca. O mundo irá tornar-se um lugar muito mais triste quando um dia estes dois nos abandonarem! O prazer em assistir a “Psych” é tão grande agora como há seis anos atrás.

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    Pegam numa panela (lá vai ele para as analogias culinárias), misturam James Bond, Peter de “Family Guy”, mais insanidade e uma grande porção egocentrismo, deixam a marinar e servem juntamente com o restante elenco de “Archer”. Mesmo assim Sterling é incomparável. A sua maneira de encarar o mundo da espionagem (e a vida pessoal) é completamente tresloucada e descolada da realidade, o que proporciona raciocínios, situações e diálogos absolutamente inacreditáveis. H. Jon Benjamin faz um excelente trabalho com a sua voz, que é a cereja no topo do bolo. Para ver esta série desliguem o cérebro e é só desfrutar.

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    “Camelot” pode não ter alcançado o sucesso que o Starz esperava, sinal disso foi o cancelamento ao fim da primeira temporada. Os erros de casting foram um dos motivos que levaram ao fiasco, mas onde os produtores não erraram definitivamente foi na escolha de Eva Green para interpretar Morgana. Já era uma actriz que admirava e seria demasiado simplista dizer que o impacto do papel se deveu às constantes cenas de nudez. A verdade é que ela tem carisma para representar uma personagem assim, fraca/forte, dominando todas as cenas em que participou (que bom era vê-la em “Merlin). “Camelot” só vai deixar saudades por ela.

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    Facto: “Game of Thrones” é uma das séries do ano. Facto: Foi a primeira em milénios, a estar ao nível das expectativas dos fãs. Dogma: Entre tantas boas personagens é OBRIGATÓRIO destacar Tyrion Lannister. Podia entrar no cliché de dizer que os grandes actores não se medem aos palmos, ou que apesar da sua altura é um gigante no ecrã, mas a verdade é que com Peter Dinklage nem nos lembramos da sua altura (excepto quando ele próprio brinca com ela). No meio de um elenco vasto Dinklage esteve sempre perfeito, as melhores falas, o melhor humor e sarcasmo e, porque não, os melhores estalos. Este homem nunca devia sair da televisão!

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    Para quem deu uma espreitadela, “Boss” é um produto fantástico. Se me descrevessem a série, o que envolveria representar uma personagem assim, e me perguntassem que actor seria mais apropriado, Kelsey Gramer estaria bem no fundo da lista. Oito episódios depois não consigo imaginar outra face no seu lugar. Tom Kane é um homem capaz do pior e do melhor, embora a maior parte das vezes só vejamos o pior, que tem de lidar com a complexa armadilha que é o jogo político americano. Ver Gramer a balançar entre a insanidade e a artimanha, entre os olhares penetrantes e os discursos irados é um delight para os olhos. Dêem a este homem o reconhecimento que merece.

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    Neste nem é preciso justificar. Só precisa de justificação quem não acompanha “Homeland” e nesse caso não merecem viver. Depois de “Life”, Damian Lewis não constitui uma surpresa, Claire Danes é que pode ter apanhado o mais desprevenido ou o mais céptico. Quer seja em situações de tortura ou em momentos de pura bipolaridade, este par conquistou por assalto a nova temporada televisiva. Merecem todos os prémios e mais alguns. Quase arrebatavam em primeiro lugar não fosse…

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    Gramer pode ter sido mais forte como Presidente Kane. Danes pode ter retratado a loucura e a persistência na perfeição. Mas achei importante destacar o papel de Jeremy Irons em “The Borgias”. A primeira temporada já foi no início do ano e com a segunda à porta é uma maneira de vos alertar para esta excelente série. Jonathan Rhys Meyer deu vida a um excelente rei em “The Tudors” e surgia a dúvida se a cara da próxima série de época iria conseguir fazer o mesmo. Irons tirou todas as dúvidas, tem uma presença incrível e principalmente uma voz portentosa que dá fogo a qualquer discurso. É um prazer assistir.

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