Os filmes que não devia ter visto em 2017…

Mais um ano passado, mais um ano em que vi uma quantidade absolutamente pobre de filmes para considerar fazer um post de “ranking”. Como é mais do que óbvio não pretende ser uma análise à qualidade do ano mas sim o gosto pessoal da pouca colheita. No início de 2017 fiz uma lista dos filmes que mais desejava ver e aqui fica o balanço:

“Dunkirk” foi aquilo que esperava e mais ainda! Um festim visual que nos imerge com som, imagem e ausência de dialogo. “Logan” e “Spiderman” foram os filmes de super-heróis que todos os adultos desejam. “Ragnarok” foi o primeiro Thor que realmente vale a pena rever e que só peca por ser “demasiado engraçado”. “King Arthur” foi mal recebido e só vem confirmar que no que toca ao meu gosto isso conta quase zero. “Wonder Woman” não é um grande filme mas mostra o quanto a DC nos preparou para o pior. “War for the Planet of the Apes” é provavelmente o menos favorito da trilogia mas consagra-a como a melhor desde “Senhor do Anéis”. As desilusões do ano ficam a cargo de “Guardiões” e “John Wick 2”, o primeiro por falhar naquilo que o primeiro fez tão bem (a química do grupo) e o segundo por não ter a mesma densidade do primeiro, apesar das excelentes cenas de acção. “The Last Jedi” é talvez o flop do ano (que é o mesmo que dizer que o Bill Gates perdeu uma notas de €500!). Aqueles que o reviram dizem que gostaram mais após a segunda visualização, mas isso deve-se ao facto de terem baixado a expectativa, algo que o resto do mundo não fez vindo directamente de um “Despertar da Força”, que literalmente despertou interesse renovado na saga. Falha pouco mas falha em grande.

Arrependimentos


“Bright” é o equivalente a espremer “Senhor dos Anéis” em duas horas e misturar-lhe “Bad Boys 2” depois da data de validade. Um aborto que a Netflix parece estar comprometida em dar à luz (terá sequela). “Kingsman 2” é a esperada sequela de um produto que foi original mas que obviamente não consegue inovar, aliás, tenta fazer all in e torna-o enjoativo. “Assassin´s Creed” é mais um poio na montanha de pneus a arder que são os filmes adaptados de videojogos. Michael Fassbender consegue ser mau e até hoje me questiono porque precisou o filme de 729 cenas da águia a voar. “Dark Tower” é o clássico exemplo de um filme que ninguém se esforçou por fazer bem e “The Great Wall” confirma que ser rico não faz de nós felizes.

Surpresas

Eu não gostei nada de “Blade Runner”. Vi 24h antes de ir ao cinema experienciar o novo capítulo e as minhas expectativas foram bem baixinhas. Devido a isso ou não, saí do cinema com a sensação que os meus olhos tinham experenciado um orgasmo, os meus ouvidos gemeram e a minha cabeça tinha sido acariciada como há muito não era. “Baby Driver” é aquilo que devemos esperar de um filme de acção. Não basta querer ser estiloso é preciso saber se-lo e tudo neste filme encaixa perfeitamente bem. “Victoria & Abdul” é uma muito simpática história de amizade que conta acima de tudo com duas interpretações de alto nível. O ideal companheiro de domingo à tarde.

2018

Alguns destes títulos sei de antemão que não estarão ao nível que eu desejaria… “Tomb Raider” será mau e ainda não vi nada de “Hellboy” que me entusiasme muito. “Black Panther” tem tudo para dar certo e não irei perdoar “Avengers” se a última década de super-heróis não der fruto de alto nível. Muito curioso por ver o que “Annihilation” e “Mortal Engines” irão trazer de original. “Han Solo” provavelmente será um “Rogue One”, “Alpha” talvez seja um “Apocalypto” e “Red Sparrow” um “Salt”. As grandes apostas estão depositadas em “Deadpool 2” e “Incredibles 2”, que com todo o líquido da minha alma espero que não desiludam. Venom = Tom Hardy (dah!).

Partilha o post do menino no...