Os Melhores Episódios de 2012

No dia em que 2012 chega ao fim, o ano em que tudo acabava e até nisso desiludiu, chega também o meu top de episódios. Para trás ficam 365 dias de qualidade mista, com a actual temporada a manchar um pouco o pano. Apesar disso, foi difícil escolher os eleitos. De fora fica “Pillows and Blankets” de “Community”; o fantástico primeiro episódio de “Don’t Trust the Bitch in Apt. 23”; o final da desconhecida “Flashpoint”, que partiu como viveu, em alto nível; o piloto de “Life’s Too Short” com Liam Neeson a fazer-me chorar de riso e o “Worlds Apart” de “Fringe”, que mostrou o que vemos em todos os episódios: John Noble é um Deus! Com certeza ficaram ainda mais por mencionar, mas estes são os meus escolhidos (pode conter spoilers):

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    “Once Upon a Time” até pode ter nascido de pózinho mágico de fadas, mas não é por magia que é uma das melhores séries em canal aberto actualmente. Nota-se que quem está a puxar os cordelinhos sabe o que faz e tem um propósito, esperemos que mantenham a qualidade do conto. Este “A Land Without Magic” é o culminar de uma primeira temporada que surpreendeu tudo e todos, o clímax que encerra um livro de 22 páginas muito consistentes.

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    “Person of Interest” é apenas um procedural, Jim Caviezel será sempre o Jesus Cristo e Michael Emerson não fará nada de jeito depois de “Lost”. Todas estas afirmações estão profundamente erradas. Caviezel e  Emerson conseguiram destacar-se de imagens icónicas e criaram um espaço novo, cheio de acção, com carisma e humor, enquanto que a série conseguiu impor um ritmo alto e de qualidade, com actores convidados de bom nível, uma história de base cativante, casos semanais surpreendentes e, acima de tudo, criar maus da fita fantásticos. É óbvio que Elias se destaca, mas esta Root (Amy Acker, até o seu apelido é uma pista para a personagem!), que nos guia pelo finale, anda lá perto do primeiro lugar. É verdade que esta segunda temporada não está tão “famosa”, mas os primeiros 23 episódios já ninguém mos tira!

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    Fossem todos os episódios de “Boardwalk Empire” assim e teríamos uma série do outro mundo. Caracteristicamente mais pausada, a série faz por não imprimir um ritmo acelerado de propósito, porque isto desenrola-se no antigamente e até fica mal andar tudo a correr! Mas este “Two Imposters” tem um ritmo tão fantástico que nos fez esquecer por momentos de tudo o resto. Nucky guia-nos, literalmente, pelo episódio dentro e Al Capone encerra-o com toda a classe e carisma que o caracteriza. Não sou o maior fã da série, mas bolas, este foi muito bom.

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    Como eu gostava de colocar mais episódios de “Touch” aqui. Lembro-me perfeitamente de ver este piloto depois de uma grande noitada, já era de dia quando comecei a ver estes 50 minutos e lembro-me de pensar que tinha visto um marco da televisão.  Na altura fiquei fascinado com a interligação das histórias, com o enorme leque de possibilidades que podia oferecer e com o facto de termos o grande Kiefer ao leme. Lembro-me de pensar que já não sentia algo parecido desde que vi “Heroes”…e depois percebi que é exactamente como “Heroes”. Independentemente do que veio depois, este piloto fica guardado, imaculado, na gaveta das pérolas. Ficará preservado como um dos melhores pilotos que já vi, o resto são “números”.

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    Inglaterra tem com Portugal a mais antiga aliança diplomática do mundo, mas é pelas séries que devemos estar realmente agradecidos aos nossos “lads” (sem exagero algum!). Muitas pérolas televisivas tem exportado o país de nossa majestade, e o restante planeta agradece, pelo menos aquele que se mantém atento e não se deixa cegar pelo fogo-de-artificio americano. As séries britânicas são como caviar, trufas que se encontram em poucas quantidades mas que valem tanto por isso mesmo. “Hunted” é mais um dessas grandes produções. O piloto convenceu, o meio agarrou e o finale atou tudo de forma brilhante. Independentemente do futuro que tenha, o mérito de criar um “Snow Maiden”, que tanto dá conclusão como a possibilidade de continuação, está assegurado.

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    Quando todos os planetas se alinham, magia acontece. A série, a escrita, a realização, os efeitos-especiais, os actores (Lena Headey nunca brilhou tanto) e até a banda sonora…juntaram-se todos, fizeram uma orgia e daí nasceu “Blackwater”. É verdade que o finale teve os seus momentos, mas é este que acaba por marcar a temporada. Não consigo ser imparcial, “Game of Thrones” para mim é especial, ponto!

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    Quem escreve reviews pode confirmar: nada é mais fatal para nós, amantes de determinada série, do que escrever sobre ela. O olho analítico, a constante procura pelos defeitos, a vontade extrema de querer algo perfeito, tudo acaba por manchar a experiência mais pura da simples visualização. “Homeland” foi a série do ano passado, mas talvez por ter de a ver por outro prisma, acho que não conseguiu acompanhar o passo este ano. Apesar disso, furos abaixo da primeira season mas dezenas de furos acima da maior parte das séries em exibição, é um produto fantástico. Poderia ter colocado o “New Car Smell”, mas é este final que merece destaque. É ele que dá significado a alguns aspectos menos negativos da temporada, é ele que nos brinda com mais uma reviravolta e é ele que lança mais uma temporada. Aqui merecia estar uma foto de Saul, mas raios, esta cena do “enterro” está fantástica.

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    O sentimento de frustração que me inunda quando não consigo convencer o mundo a ver “The Borgias” é enorme! A primeira temporada introduziu uma história com fio e pavio e, acima de tudo, actores/personagens de outro nível. A segunda pegou nessa massa de requinte e fez uma obra-prima. Talvez a adore tanto por gostar de séries de época, talvez por não conseguir ficar indiferente ao talento de Jeremy Irons, Grançois Arnaud e companhia ou talvez porque dei uma real oportunidade de ser fascinado. “The Confession” é mais do que uma conclusão a uma brilhante temporada, é um hino à representação e à arte de prender alguém a uma história. Gostava muito que toda a gente visse a primeira temporada para se deliciarem com esta segunda, mas há coisas que nem eu consigo controlar. Espero que este segundo lugar dê algum destaque e suscite curiosidade. Depois digam-me se tenho ou não razão…

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    Em terra de cegos, quem tem olho é rei. No mundo das séries há o “Scandal in Belgravia” e depois há os outros. Não há nada que possa dizer que os meus restantes colegas já não tenham dito, por isso, limito-me a acenar àqueles que já visualizaram este obra-prima e sabem a que me refiro e a dar um olhar de reprovação aos que dizem gostar de séries e nunca viram “Sherlock”. No dia do Julgamento Final terão de responder pelos vossos pecados! O maior elogio que posso fazer é este: nunca vejo um episódio mais que uma vez, mas vou rever este no dia em que ele merece ser revisto, dia 1 de Janeiro, para que ilumine o meu ano televisivo de 2013 com energias muito positivas. Até para o ano dependentes!

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