Os Melhores Episódios de 2014

Pois é, chegou aquela altura do ano em que aparece aquilo que as pessoas odeiam mais do que comprar presentes, as filas intermináveis, familiares chatos e jantares de empresa… listas! Logo, permitam-me ser o primeiro a enfiar-vos a minha de episódios pela goela abaixo sem o prazer de ser doce ou salteado. Já não me lembrava de uma lista de episódios tão difícil de fazer, graças principalmente a uma temporada incrível, a passada, entenda-se. De fora ficou a magnitude “Person of Interest”, a genialidade eterna de “South Park”, a poker face de “Brooklyn Nine-Nine”, a prosa de “Outlander” e os 200 de “Supernatural”. Ficou ainda a incrível prestação de Eva Green em “Penny Dreadful”, as excitantes “Agents of SHIELD” e “Arrow”, o macabro de “Hannibal” ou a partida de “The Legend of Korra”. A minha incapacidade em escolher qualquer episódio das incríveis “Archer”, “Fargo”, “House of Cards”, “Orange is the New Black”, “Sillicon Valley”, “The Americans”, “The Knick”, “The Spoils of Babylon” e “Vikings”, também as removeram do meu top. Tivemos muito boa televisão em 2014, é um facto… Mas para aqueles que ainda estão a ler este texto, passemos ao episódios realmente escolhidos.

  • Placeholder
    10) Family Guy: 13×01 – The Simpsons Guy

    “The Simpsons” comemoram 25 anos e o facto de serem a série de maior longevidade na televisão americana. “Family Guy” é uma sequela mais arrojada e desbocada da floresta que a família amarela desbravou. Quando se juntam os dois universos, tão semelhantes e tão diferentes, o resultado é genial. Sermos capazes de fazer pouco de nós próprios é das melhores qualidades que se pode ter e quando daí resulta 40 minutos de paródia, trocadilhos e indirectas, só nos resta fazer vénias.

  • Placeholder
    9) Boardwalk Empire: 5×08 – Eldorado

    Assim termina uma das melhores séries de sempre. Pecou pela inconsistência (penúltima e antepenúltima temporadas), mas uma final mais curta injectou adrenalina necessária para concluir a história de um homem que Steve Buscemi imortalizou. Muito há a falar sobre as interpretações, realização, ambiente e escrita destes momentos finais, mas acima de tudo é de relembrar a capacidade em finalizar uma história, e bem, nos dias de hoje. Eldorado faz justiça à série e aos fãs que permaneceram com Atlantic City até ao fim.

  • Placeholder
    8) Banshee: 2×09 – Homecoming

    Mas quantas vezes mais tenho de vos dizer para ver “Banshee”?! A brutalidade, as representações, o genérico, a história e a acção da série são mais que motivos suficientes para pegarem nela este Natal, a tempo da terceira temporada. “Homecoming” é um excelente episódio que começa com uma incrível cena de acção protagonizada Job, uma das mais carismáticas personagens da televisão, e termina de modo muito intenso, pelo meio temos um conjuntos de cenas que preparam muito bem para a season finale fazem deste episódio um episódio modelo para a série. Se no final disto ainda precisam de mais motivos: Lili Simmons!

  • Placeholder
    7) Masters of Sex: 2×03 – Fight

    “Masters of Sex” é uma série incrivelmente bem escrita e perfeitamente representada que teve uma primeira temporada incrível. A segunda não está ao mesmo nível, mas este “Fight” prova a mestria desta máquina bem oleada. A capacidade em fazer um episódio quase exclusivamente com os protagonistas a falarem num quarto de hotel, tendo um combate de boxe como pano de fundo, é representativo de que não precisamos de CGI, tiros e “fogos de artificio” para nos conquistarem. “Breaking Bad” provou isso há muito. Um bom argumento e dois actores incríveis é o suficiente para nos manter interessados.

  • Placeholder
    6) Utopia: 2×01 – Episode 1

    “Utopia” é provavelmente a minha decepção do ano. A primeira parte desta cartoonesca história de uma pandemia deixou o mundo a suplicar por mais e mais. Há muito que uma questão não me deixava tão interessado: “Where’s Jessica Hyde?”. A segunda temporada é no entanto uma decepção de facilitismos, coincidências e um rumo futuro que se avizinhava parvo. Antes de confirmarmos essas suspeitas a série foi cancelada, mas a mestria do primeiro episódio, uma espécie de “Origem”, mostrou-nos o que de melhor a série soube fazer. Tom Burke e Rose Leslie estão excelentes.

  • Placeholder
    5) Derek: 2×05 – Episode 5

    “Derek” é um produto fabuloso de televisão e o que Gervais conseguiu fazer com este papel é incrivelmente menosprezado. O balanço perfeito entre comédia e drama é feito de um modo que não reconheço em mais nenhuma série e o elenco que o acompanha completa uma orquestra perfeita de duas horas por temporada. Eu não sou minimamente de me emocionar a ver séries, mas escorreram-me umas lagrimazinhas com a prestação de Ricky neste episódio, incrivelmente emocional para quem, como eu, ama animais. Não estou a exagerar quando digo que o actor merecia estar nomeado para prémios para drama por este Derek. Espero que o filme seja uma realidade e finalize em grande mais um papel incrível deste senhor da televisão.

  • Placeholder
    4) Peaky Blinders: 2×05 – Episode 5

    Pronto, eu digo: “Peaky Blinders” é dos melhores dramas da televisão! Quando se junta uma história interessante de um gangue inglês em ascensão, prestações incríveis de Cillian Murphy, Sam Neill, Helen McCrory e Paul Anderson, a melhor banda sonora de uma série no ar e participações como a de Tom Hardy, absolutamente incrível no papel, o resultado é mais uma temporada cinco estrelas. Escolhi este episódio como poderia ser qualquer outro, mas neste temos confrontos memoráveis entre personagens: Campbell vs Polly, Thomas vs Grace, Thomas vs May e ainda um monologo de Hardy. Vejam, por tudo o que é sagrado, vejam “Peaky Blinders”!

  • Placeholder
    3) True Detective: 1×04 – Who Goes There

    “True Detective”, a série rara que agrada a críticos e espectadores. Estas oito peças de arte que Nic Pizzolatto escreveu, Joji Fukunaga realizou e que Mathew McConaughey e Woody Harrelson protagonizaram pode não ter conquistado toda a gente pelo seu ambiente amarelado e passo lento e contemplativo, mas aqueles que se deixaram emergir renderam-se por completo. O final deixa muito a desejar e ficamos com um saborzinho amargo na boca, mas não anula o que McConaughey fez até então. Destaco este quarto episódio exclusivamente pela cena final, um plano contínuo de acontecimentos com uma intensidade incrível e excelente coordenação de duplos. Hollywood atropelou-se a si mesma para serem escolhidos os protagonistas da segunda temporada mas a mim ninguém me convence que não farão justiça a esta que passou… Se precisam de mais motivos para ver a série: “a cena” de Alexandra Daddario é o suficiente para acabar casamentos.

  • Placeholder
    2) Sherlock: 3×01 – The Empty Hearse

    O que dizer mais de “Sherlock”?! Vejam e calem-se! Só não viu (e gostou) quem é teimoso e hispster, eternos revoltados que sismam em não ver só porque o mundo já se rendeu. Ao contrário das duas anteriores, esta terceira temporada teve o episódio mais fraco no final. Magnussen não é o maior inimigo de Sherlock, o caso decepcionou e o final era fazer de deduzir, mas os dois primeiros são tudo aquilo que amamos na série. Foi muito difícil escolher o melhor, poderia perfeitamente ter sido o engraçadíssimo casamento e tudo o que o rodeou, mas a minha escolha recai sobre o regresso atribulado, as mirabolantes teorias sobre o falso suicídio, a grande presença de humor e um conjunto de casos que foram realmente interessantes. Não me importo que “Sherlock” tarde em chegar se isso for sinal de perfeição.

  • Placeholder
    1) Game of Thrones: 4×06 – The Laws of Gods and Men

    Eu sei, eu sei… sou tão previsível! “Game of Thrones” é a minha série favorita, facto, mas é também inegável a crescente qualidade. Esta quarta temporada calou as vozes que a acusavam de só ter um início e um episódio nove emocionantes e presenteou-nos com várias cenas dignas de destaque. Poderia estar aqui a exímia realização do quatro episódio a cargo de Michelle MacLaren, poderia estar a morte de Oberyn ou de Joffrey, poderia estar a batalha da Muralha ou o confronto Lannister na season finale, mas este discurso de Tyrion Lannister provocou a todos um arrepio na espinha! O julgamento foi interessante de ver (estranho na série a acção focar-se num só lugar) e permitiu mais uma vez a Peter Dinklage brilhar acima de todos os outros. Quem discordar de mim: I demand a trial by combat!

Partilha o post do menino no...