Peaky Blinders 5×01 – Black Tuesday ao telescópio…

[Contém spoilers]

1-O estilo continua lá…
Os slow motions, o guarda-roupa e até um call back ao piloto, com Tommy a chegar a cavalo… a ideia de o herói chegar numa manhã de nevoeiro, para falar a uma cabine telefónica à beira-mar plantada, é suficientemente ridícula para ser gozada mas perfeitamente realizada para ser incrível aqui. Dois anos depois de Changretta, e do final da T4, é facilmente identificável que Peaky Fuckin Blinders está de volta em todo o seu estilo (e mais algum!) com uma cinematografia incrível ao som da melhor música

2- O humor…
Ver Arthur a tentar conduzir a reunião é um momento incrível, não só de representação de Paul Anderson, como de Helen McCrory a reagir à coisa. Houve tiradas muito boas, e é refrescante ver que num episódio introdutório, de uma hora, há espaço para tudo. Quando as pessoas ao leme sabem o que fazem, as coisas fluem.

“Well, if this is our campaign for socialism, than maybe next time you won’t wear rings worth more than the pub.” – Lizzie

3- Tommy abraça os seus demónios…
O nosso protagonista está mais sozinho do que nunca, refugiando-se na própria mente. O nosso anti-herói já não tenta calar os seus demónios, pelo contrário, abraça-os e procura neles conselhos e conforto. Grace regressa para dar conforto e matar saudades com os espectadores. Há ainda o “remédio” que Tommy ingere por duas vezes, um “silenciador” que lhe remove a dor. Veremos de que modo será importante no resto da temporada.

4- O futuro passa pela política…
O início leva a crer que os EUA serão importantes para o futuro da companhia Shelby, mas não acredito que a introdução de Sam Claflin, seja um acaso. Afinal de contas, Oswald Mosley viria a tornar-se o líder da British Union of Fascists nos anos 30. Será um inimigo ou um parceiro? Tommy ainda tem de mostrar na Casa dos Comuns quem manda e um político “rival” pode ser o catalisador de conflito.

“Sometimes death is a kindness.” – Tommy

5- A família reunida…quase…
Dois anos passaram e algumas das tempestades internas parecem mais calmas e todos cedem em algum tipo de excesso e vício. Polly já não parece tão agarrada ao rancor e é Linda quem carrega as tochas contra Tommy, como sempre. Há muito que o patrono da família tolera as “indirectas” da mulher de Arthur, mas até quando? Até quando vai aguentar que ninguém lhe dê ouvidos e ouça as suas ordens?

Extra: foi bom rever Elliott Cowan (que marcou presença na Comic Con Portugal em 2014) no papel de Michael Levitt. Papel curtinho mas que serviu para demonstrar que Tommy não tolera a mínima dúvida ao seu “carácter”.

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