Pelos Caminhos de Westeros: Os Clegane e as diferentes Ordens

Agora que “Game of Thrones” entrou num longo hiato, porque não aprender mais sobre este riquíssimo mundo? É esse o desafio para as próximas semanas: explorar e relembrar os locais, as pessoas e as histórias que GRRM criou e que a HBO transformou em imagem. Nos próximos domingos falaremos sobre as Casas e os seus membros e de acontecimentos que não foram abordados em profundidade na série. Para mais informação sobre a série, façam “gosto” na página “Game of Thrones (Portugal)“. Esta semana: A Casa Clegane, A Liga dos Alquimistas, a Ordem dos Maesters e os Warlocks.

Os Clegane

“Honra, glória… mentiras para garotos que querem ser cavaleiros e garotas idiotas abrirem as pernas. Deixem-me dizer-vos o que faz um cavaleiro: matar. Ou homens suficientes ou o homem certo. Nós, os Clegane, deveríamos saber, somos muito bons em ambos.

A maior parte das famílias dizem ter grandes ancestrais, tão distantes que ninguém pode provar que estão a mentir. Não nós. O meu avô cuidava do canil do lorde Tytos Lannister de Casterly Rock, pai do actual lorde Tywin. O lorde Tytos era um homem fraco, que não sabia disso. Um dia, enquanto caçava, encontrou uma leoa e em vez de abraçar o homem que a usava como brasão, tentou arrancar-lhe a garganta. Por sorte, o meu avô apareceu com os cães e afugentou o grande gato. Como recompensa, os Clegane receberam terras, um forte e um filho como escudeiro dos Lannister. Pegámos nos três cães que morreram por eles como nosso novo emblema.

Quando Tywin Lannister se tornou lorde de Casterly Rock, queria mais do seu antigo mestre de canil do que fidelidade. Ele pensou que treinar cães para matar não é muito diferente de treinar garotos para matar. Em apenas duas gerações, o meu irmão Gregor e eu provamos que ele estava certo. Eu esventrei o meu primeiro homem aos doze…

Anos depois, servos começaram a desaparecer do forte, até uma irmã de quem não me lembro, mas ninguém podia provar nada contra Gregor, ou ousava dizer se o viram. O meu pai queria um cavaleiro na nossa família e achava haver encontrado um em Gregor, que aos treze era tão alto que o chamavam de Montanha. Claro, Gregor parece um campeão à distância mas uma montanha não parte um homem ao meio com um só golpe e não quebra o rosto de uma mulher se ela falar.

Através da influência do lorde Tywin, o príncipe Rhaegar Targaryen gentilmente untou o meu irmão pessoalmente. Uma grande honra para a nossa família, disseram. Um ano depois, sir Gregor, de maneira cavalheiresca saqueou a cidade do príncipe, quebrou a cabeça do bebé do príncipe e violou e matou a esposa do príncipe, trazendo mais honra à nossa família do novo rei e rainha.

Pouco tempo depois, o meu pai morreu, num acidente de caça, dizem. No mesmo dia em que Gregor se tornou senhor das terras de Clegane, ouro e qualquer coisa que tivessem, deixei o nosso lar para para servir em Casterly Rock. O lorde Tywin não é como o pai, nem o rei Joffrey, ou pessoas como eu nunca estariam na Guarda Real, com todos os verdadeiros cavaleiros. Entre eles, um homem que serve os Lannister nunca matará pouco. Eu guardarei este rei, como ele é, o Gregor matará os outros, como sempre faz. Quando terminarmos, veremos quantas pessoas ainda acreditam em canções e contos de fada…”

The Alchemist Guild

A Liga dos Alquimistas é uma velha ordem de sábios, por vezes apelidados de piromantes, que reclamam conhecimentos mágicos e misteriosos. Suplantados na história recente pelos Maesters, a Ordem já foi bastante poderosa e poucos são os verdadeiros membros sobreviventes. A um membro é dado o nome de Wisdom (sabedoria), que são assistidos por aprendizes e acólitos.

No auge do seu poder, os Alquimistas reclamavam conseguir transformar metais e criar seres vivos através do fogo. Nos tempos correntes, apesar de possuírem ainda muito conhecimento, o seu único “poder” é a criação do wildfire, um líquido semelhante ao napalm e ao fogo grego. Pode ser iniciado por uma simples faísca ou até pelo Sol e à medida que envelhece torna-se mais volátil. A maior particularidade é no entanto a chamas verde que é quase impossível de extinguir, a não ser pela asfixia, já que a água não tem qualquer efeito.

O fogo é criado no Guildhall da ordem, o seu centro, localizado na Colina de Visenya em King’s Landing. É um labirinto de mármore preta, um local sombrio onde existe ainda um salão de recepção de visitas. Por cima das salas onde os acólitos preparam o wildfire, encontram-se câmaras de areia e o chão está enfeitiçado. Caso algum fogo seja deflagrado numa determinada sala é imediatamente activado o sistema de segurança e o fogo extinto. Os Alquimistas dizem que este processo é delicado e com um processo mágico.

Apesar da sua reputação ter diminuído exponencialmente com os anos, teve um momento de curta glória durante o reinado de Aerys II, o Rei Louco. Conhecida a sua paixão pelo wildfire, usou-o mesmo em execuções como o caso de Rickard Stark. No cume da sua loucura, o rei ordenou que três membros da Liga criassem um vasto stock da “Substância”, nome que os Alquimistas usam para o wildfire, para que pudesse queimar King’s Landing caso perde-se a guerra com Robert. Quando o seu Mão recusou o plano, Aerys mandou queima-lo e nomeou Rossart, membro da Ordem, como seu (último) Mão. Viriam ambos a morrer pela espada de Jaime Lannister.

Durante o saqueamento de King’s Landing, muitos membros da ordem foram mortos e as reservas de wildfire permaneceram guardadas. Durante a Guerra dos Cinco Reis, Cersei encomendou uma grande quantidade deste fogo mágico para as defesas da cidade (Tyrion viria a usa-lo na Batalha de Blackwater). Os Alquimistas reportaram que houve um inexplicável aumento na eficácia dos seus feitiços e que isso possibilitou o fabrico mais rápido da “Substância”. Tal não se tinha observado desde o tempo dos dragões…

The Order of Maesters

A Ordem dos Maesters (ou Meistres), é um grupo de académicos, curandeiros, carteiros, cientistas e em alguns casos estudiosos da arte do oculto, com fundação numa escola denominada “Cidadela”. A Casa Hightower está integramente envolvida a criação da ordem (já que regem a cidade de Oldtown, onde se localiza a Citadel) e ainda hoje continuam a patronear a fundação. Os Maesters são conselheiros para a nobreza de Westeros e são muitas vezes denominados de Cavaleiros da Mente.

Qualquer homem (mulheres não são permitidas), de qualquer idade, pode começar o seu treino em Oldtown. Por vezes, famílias nobres enviam os filhos mais novos, ou até bastardos, para se tornarem Maesters. Tal como a Night’s Watch, são considerados servos do reino e do seu povo e (em teoria) não têm qualquer aliança política. Assim que concluem o curso deixam de ter apelido, são conhecidos pelo seu título e primeiro nome e são-lhes atribuídos um castelo onde servirão lealmente como mentores, curandeiros e conselheiros às pessoas da região, independentemente das mudanças de controlo que possam haver.

Os Maesters começam como aprendizes na Cidadela. Depois de testados e se revelar uma certa aptidão por uma área de estudo, é-lhes atribuída uma argola pelo conhecimento. Um estudante com uma argola é denominado de acólito até ter conhecimentos suficientes, e argolas suficientes, para uma corrente pessoal e assim se tornar um verdadeiro Maester. A corrente significa a sua servidão a Westeros e não pode ser tirada, nem para dormir.

Exemplos de argolas: Ferro preto (criação de corvos), cobre (astronomia), bronze (história), ouro amarelo (economia), ferro (arte da guerra), aço (metalurgia), prata (medicina e cura), aço valyriano (magia e oculto – apenas um em cem Maesters recebem esta argola).

Os Maesters comunicam por corvos e uma das suas tarefas é cuidarem dos corvos. Estes corvos são treinados para uma rota específica, ou seja, para uma mensagem para Castle Black usam o corvo específico daquela gaiola, treinado para aquela localização. Uma raça branca, maior e mais inteligente de corvos é mantida na Cidadela para comunicações importantes. Os Maesters monitorizam também as épocas do ano e quando estas estão prestes a mudar enviam os corvos brancos para o anunciar a todo o reino.

Na noite anterior a se tornarem Maesters, os acólitos fazem juramento e são colocados numa cave sem luz, apenas com as Velas Negras. As velas de vidro são feitas de obsidiana e diz-se que ardem, mas ninguém as viu dar luz nos tempos modernos. Uma vela verde e três pretas foram levadas para a Cidadela, de Valyria, há 1000 anos, antes do Doom. Diz-se que as da Cidadela brilhavam de forma desagradavelmente clara e deturpavam as cores (o branco tornava-se neve, o amarelo brilhava como o ouro, o vermelho parecia chama e as sombras eram tão negras que pareciam buracos no chão). Desconhece-se se as velas de vidro são todas iguais, mas as da Cidadela são altas e deformadas, com pontas afiadas. Diz-se que quando queimavam, os feiticeiros conseguiam ver através de montanhas, mares e desertos, dando aos homens visões e sonhos, permitindo-lhes comunicar a meio mundo de distância. Os Maesters são colocados na cave com apenas as velas e terão de passar a noite no escuro a não ser que consigam liga-las. Segundo eles, isto pretende ser uma lição: até com o máximo de conhecimento, há coisas que são impossíveis.

Quando um Maester se especializa numa área, recebe uma máscara, anel ou bastão com o título de Archmaester no respetivo metal da especialização. Os Archmaesters são membros seniores da Ordem e sentam-se no Conclave. Este Conclave é o “governo” da Cidadela e são aqueles que elegem o Grand Maester. Todas as reuniões são conduzidas à porta fechada. O Grand Maester é considerado o membro sénior da Ordem e serve como representante ao Rei, além de se sentar no Pequeno Conselho. Em muitos aspectos a hierarquia da Ordem de Maesters é parecida com a da Igreja Católica.

O Seneschal é um membro escolhido entre os Archmaesters para governar a Cidadela todos os anos. A maior parte dos membros vê a tarefa com desdém, já que os afasta do seu objectivo primário de estudo. Marwyn, O Mago, é o principal investigador no oculto e magia. Pela sua procura estranha e personalidade dura é ostracizado pelos restantes Maesters.

Há ainda rumores de que a Ordem tem muito mais poder em Westeros do que levam a crer. Que foram eles a acabar com os dragões dos Targaryen e que a maior parte deles são categoricamente contra a magia…

The Warlocks

Na segunda temporada da série, quando Khaleesi se “passeava” pela cidade de Qarth, defrontou um grupo de magos, denominados de Warlocks. Vamos saber um pouco mais sobre eles.

Warlocks são praticante de magia, originários da cidade de Qarth e o centro do seu poder é a House of the Undying. Lá vivem os Undying Ones, a elite entre os Warlock, no fundo da Torre. Na versão literária, quando Daenerys entra na Torre, são os Undying Ones que a fazem alucinar e que são destruídos com o fogo de Drogon.

Os warlock vestem-se com longos robes de contas, têm pele pálida e lábios azuis de beberem “shade of the evening” frequentemente, uma bebida feita de folhas de uma árvore que cresce nos arredores da Torre. Os Warlocks acreditam que esta bebida lhe dá conhecimento e permite ouvir e ver as verdades. É uma bebida bastante espessa, que cheira a carne apodrecida e tem todos os sabores que um homem pode saborear simultaneamente. Os Undying Ones aparecem a Daenerys com um aspecto jovem e bonito, mas revelam-se depois como seres quase demoníacos, com pele azulada, unhas azuis e até olhos azuis.

A lenda diz que este grupo é altamente poderoso, no entanto vivem da fama, já que pouco fizeram nos últimos 100 anos. Tal como a Liga dos Alquimistas, o seu poder foi esmorecendo com os anos e a própria House of the Undying caiu em ruína. Muitas vezes é apelidada de “Palácio de Pó”. O seu poder também despertou com a chegada dos dragões…

Xano diz a Daenerys que a Casa dos Warlocks é feita de ossos e mentiras. Quando esta lhe pergunta porque continua então o povo com medo deles, Xaro responde que vivem da reputação e do medo que o povo ainda tem deles.

Quando Samwell Tarly era mais novo, o seu pai, Randyll Tarly, invocou dois warlocks à corte para que curassem a cobardia do filho. Depois de banharem o jovem Sam em sangue quente, e não ter o efeito desejado por Randyll, este ordenou que os Warlocks fossem açoitados.

Nos livros, Pyat Pree (o Warlock que contracena com Dany na série televisiva), reúne os restantes Warlocks que sobreviveram ao fogo dos dragões e planeia vingança contra ela (pelo que diz Xaro).

The Alchemist Guild por Hallyne

“Os Dragões conquistaram os Sete Reinos, mas para os governar, os Targaryen precisavam de algo menos temperamental. Quando o grande rei Maekar viu o poder da Liga dos Alquimistas e abençoou-nos com o seu apoio. Naquela época era comum transformarmos metais e outras maravilhas, mas o rei estava mais interessado na nossa mestria da “Substância”, que os de fora da nossa Ordem chamam de “Fogo Selvagem”. Um nome levemente impróprio. Para os não iniciados, a Substância, de facto, parece incontrolável. A água não consegue apagá-la, nem uma placa de aço pode repeli-la.

Somente a nossa ordem conhece os seus segredos. Em celas de pedra vazias sob a Liga os nossos ajudantes preparam a Substância com o maior cuidado e magia ancestral. Os Aprendizes, então, levam os jarros para um armazenamento seguro. A supervisão da sua pureza é feita pelos sábios, como eu, que são especialistas em mistérios de alquimia. Caso um Ajudante se mostre indigno e permita que a substância se inflame, o tecto está encantado para cair e encher a sala com areia. Pois uma vez aceso, apenas o sufocamento ou fome apagará o fogo.

A Liga dos Alquimistas serviram fielmente os Targaryen por muitos anos, até que fomos afastados pela invejosa Ordem dos Maesters, que aceitam apenas o seu próprio conhecimento, e os charlatões que difamaram o nosso nome. Depois que o infeliz príncipe Aerion Targaryen, embriagado com vinho, vangloriou-se que um pouco da substância o transformaria em dragão, perdemos o nosso favor real.

Então veio o sábio rei Aerys, segundo do seu nome. Eu era apenas um simples ajudante quando ele restaurou a nossa Liga à sua glória original. Como os seus antepassados, ele apreciava as nossas artes secretas, até nomeando o Sábio Rossart como Mão do Rei. Juntos castigaram os seus inimigos como deve fazer um verdadeiro Targaryen. Durante a Guerra do Usurpador, ouvi boatos de que o rei Aerys tinha usado os nossos maiores sábios para criar uma grande arma contra o seu inimigo. Mas, infelizmente, King’s Landing deve ter caído antes que a arma fosse usada e muitos dos nossos sábios desapareceram durante o saque da cidade, como sempre, vítimas da ignorância e inveja, diria eu.

Mas a nossa ordem ainda persevera. Como a Substância que se torna ainda mais forte com o tempo, nós aperfeiçoamos a nossa arte ancestral na escuridão, esquecidos do mundo. Somos mestres do fogo, mas vivemos apenas para servir. Tudo o que precisamos é da faísca certa…”

The Order of Maesters por Maester Luwin

“No canto Sudoeste de Westeros, na boca do rio Honeywyne, fica a grande cidade de pedra de Oldtown. É o lar da Cidadela, destino de homens e meninos de todos os reinos para receber treino como meistres. Meisters desempenham um papel essencial na sociedade de Westeros, servindo como sábios, curandeiros e conselheiros à nobreza dos Sete Reinos. Esta ordem venerável de estudiosos dedica as suas vidas ao serviço do Reino e prestam um juramento de assumir uma posição neutra quanto ao poder e à política.

Ao concluir o seu treino na Cidadela e prestarem juramento, um meistre renuncia ao seu apelido e faz votos de celibato. É designado para um castelo ou fortaleza e tem a obrigação de servir de conselheiro e curandeiro, mesmo se o controlo do castelo passar para outras mãos. A lealdade de um meistre é para com o reino e não a uma família específica.

A sua insígnia é uma grande corrente composta de elos de diferentes metais usada ao redor do pescoço. É uma lembrança do seu papel como servo do Reino e nunca pode ser removida. Os meistres forjam as suas correntes por meio do estudo e cada elo representa a sua mestria num diferente tipo de conhecimento. Por exemplo, o elo prateado representa perícia nas artes medicinais, o dourado o estudo das finanças e da contabilidade, o elo de ferro indica conhecimento das artes bélicas. A criação de corvos é uma tarefa especialmente importante, pois são eles que quem criam e cuidam dos corvos para o envio de mensagens por todo o território.

Alguns meisters recebem um elo forjado em aço valyriano, este representa o conhecimento dos altos mistérios, mais conhecidos como magia. Somente um meistre em cem possui esse elo, pois essa área é condenada por muitos da ordem. É possível que a magia tenha existido durante muito tempo, mas a maioria acredita que os mistérios superiores há muito não existem. Servir como meistre é um chamamento nobre, de importância vital para um reino próspero. Não é de admirar que alguns se refiram à ordem como os Cavaleiros da Mente.”

The Warlocks por Xaro

“O Este está contaminado com místicos que proclamam muitos poderes incríveis mas que provam apenas um: separação dos tolos das suas bolsas. Tal não acontece com os conhecidos Warlocks de Qarth, eles exigem uma moeda muito mais cara em troca dos seus truques de salão: respeito.

Os Magos já foram verdadeiramente poderosos, ou assim nos fazem acreditar. Não duvido que tenham muitos segredos. Eles são uma ordem antiga e ninguém obtém um assento entre os Treze, o conselho governante de Qarth, sem fazer 12 dos nossos cidadãos mais poderosos sentir medo de proibi-lo. Felizmente para Qarth, os Magos exercem pouca influência na nossa política e raramente deixam os confins da Casa dos Imortais, um nome pomposo, mas admito que uma torre estranha e sombria. Dizem que quem entra nunca sai. Claro, já que não há portas visíveis, devo acreditar que nunca entraram também.

Podemos apenas imaginar o que os Magos fazem lá dentro. Aposto que não precisamos de imaginar muito. Leem pergaminhos empoeirados detalhando glórias perdidas, bebem “Sombra da Noite” a noite toda, uma mistura suja feita pelas árvores mais próximas, até os seus lábios se tornarem azuis, o melhor para assustar crianças e ignorantes. Cozinhando as suas fantasias como um velho soldado que bebe sozinho para que ninguém possa desafiar a sua proeza.

Seja lá o que os Magos desejam, a sua magia, como toda a magia, está morta no mundo, se é que um dia ela existiu. Porém, ouve-se sussurros estranhos recentemente: velas de vidros que estão frias há cem anos, agora queimam. Erva de fantasmas encontrada distante das Terras das Sombras e um khalasar conduzido por uma mulher com três cabeças…..

Absurdos comerciantes, de certeza. Mas se a elogiada magia dos Magos um dia voltar, seria um dia perigoso para Qarth. Devo ficar de olho neles…”

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