Person of Interest: 1×03 – Mission Creep

[SPOILERS] Semana 3 de “Person of Interest”. Os alicerces estão bem enterrados, as paredes construídas e a decoração feita. A questão é: gostam do resultado final, ou deviam ter apostado numa casa no campo?

Reese: “Good morning, Finch.”
Finch: “Don’t you knock?”
Reese: “Not if I can help it.”

O episódio começa, à semelhança do anterior, com toques de humor entre protagonistas. Tenho que me habituar à ideia de ver Caviezel (Jim Caviezel) a mandar piadas e não a sofrer chibatadas (“Paixão de Cristo” e “Conde de Monte Cristo“).

Numa coisa estão a esforçar-se, os casos da semana conseguem surpreender e ser interessantes. Seja no inicio ou no fim têm sempre um momento de viragem e embora se saiba sempre, obviamente, como vão acabar, transmitem um certo suspense e tornam-se agradáveis de acompanhar.

Este serviu para algo mais do que uma resolução, um sub-trama se preferirem, e não é isso que queremos? Uma história que valha a pena acompanhar? Há alguém que quer esconder um crime, Elias, e conseguiu resgatar das provas uma faca usada durante um homicídio. Deu-se a um enorme trabalho para o conseguir, de certeza que é alguém importante. Muito provavelmente não vai ser nos próximos episódios que vão aprofundar, mas fica ali, colado na parede dos “pendentes” a aguçar-nos o apetite.

Depois de flashbacks sobre Reese e Finch (Michael Emerson), surgia a curiosidade sobre quem se seguiria (era bom ver da polícia também)…pelos vistos será salteado. Se pensarmos bem, o flashback em si é curtinho mas separado em três pedaços, que o torna importante para diferentes alturas do episódio. A cena final é bastante boa, com Caviezel a representar bem a profundidade do momento. O homem que não se prende…afinal está preso, a uma mulher pois claro.

Finch: “He’s got a job, pretty girlfriend, good service record…he’s throwing it all away. He’s going to end up in prison or dead.”
Reese: “You’re right, but…not every ex-soldier meets a reclusive billionaire.”

Ficamos a saber que a nossa “perseguidora” (Taraji P. Henson) serviu no Iraque e Afeganistão, e que é inteligente o suficiente para ser uma “ameaça” ao duo maravilha. Tal como eu, vocês já devem estar a prever que ela nunca será uma real ameaça porque mais tarde ou mais cedo vai ajuda-los.

É uma série que está a conquistar-me com falinhas mansas. Não vai ser aquilo que esperava, mas isso não quer dizer que não se torne um produto agradável de ver. Para já, dá para as “despesas”. Pergunta: Porque é que quando somos catapultados no tempo e aparece a cronologia da máquina, esta já tem o ano 2012? Quererá dizer alguma coisa?

Melhor: Apesar de tudo, os casos. Um Caviezel a crescer. O crescimento de um “sub-drama”. A cena final.
Pior: Porque é que saiu o número daquele tipo como possível vitima ou criminoso, mas não dos outros todos que morreram… máquina tendenciosa!

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