Person of Interest: 1×04 – Cura Te Ipsum

[SPOILERS] Foi com pena que não vi desenvolvimento de personagens esta semana em “Person of Interest”. Não houve flashbacks, nem houve passado. Não foi por isso que não foi bom de se acompanhar, but still

Neste caso foi uma “inocente” médica que precisa de ajuda. “Inocente” porque já se começa a perceber que esta gente gosta mesmo de twists e de enganar o povo. Desta vez não foi no final do episódio mas no inicio.

Confesso que se torna complicado escrever uma review quando o episódio não acrescenta nada de muito relevante à história central. Não é que não seja agradável de ver, mas não tem muito que se esmiúce e faça pensar, como um procedural a maior parte das vezes é.

A nossa determinada polícia continua a cavalgar contra Reese (Jim Caviezel) e não acreditou nem por um bocadinho na história de Finch. A solução final para a manter debaixo de olho foi bastante engenhosa e “engraçada”, com Reese a espiar o chefe da policia e assim poder “aplicar pressão” para que Lionel (Kevin Chapman) seja transferido para o departamento de Carter (Taraji P. Henson), mantendo-a debaixo de olho.

Uma coisa foi revelada sobre o passado de Finch (Michael Emerson): o raio-x no inicio do episódio mostra uma fusão da coluna cervical. É sinal de impacto forte naquela zona por traumatismo e deve ter escapado por pouco à morte, considerando a zona afectada.

O melhor do episódio torna a ser quando Reese mostra a sua fragilidade (à semelhança do episódio anterior). Além do bom balanço entre a parte violenta, fria e calculada da personagem, Caviezel representa bem esse lado mais humano. A única coisa que está a falhar é mostrar-nos o que ele perdeu. Já soubemos do amor que deixou para trás, mas precisamos de ver mais, de perceber os sacrifícios que fez para nos associarmos mais à personagem.

Não acredito que o caso seja resolvido na próxima semana, alias, prefiro que fique mesmo assim. A maneira mais aceitável, mais light, mais comum, seria Reese arranjar maneira do violador desaparecer ou ser preso. O que as pessoas desejariam, menos politicamente correcto e que nos fazia levar a série mais a sério, seria a morte do pecador. Mas deixar-nos assim é de uma ambiguidade refrescante. Respeito mais esta decisão de qualquer uma das “conclusões”.

Quando o episódio não nos enche muito as medidas, dá asas a que se repare em coisas “menores”:

  • A mulher que pensou em tudo, não amarrou o cabelo por debaixo do chapéu para não deixar vestígios no apartamento.
  • Porque é que na cena em que a médica está a carregar o violador na carrinha, aparece meio código bidimensional atrás da carrinha (na imagem da câmara de vigilância)?
  • Caviezel não precisa de passar o tempo a meter a mão no ouvido quando fala no auricular. Umas vezes fá-lo, outras não, e aquilo só faz com que reparem mais nele.
  • Que Reese seja uma pessoa controlada eu até consigo entender. Mas permanecer tão calmo com o traficante e com o polícia corrupto depois de levar uma mini-tareia, é difícil de encaixar.
  • Já elogiei o facto de Reese andar esmurrado, que isso dá uma ideia de realidade, mas não precisa de andar SEMPRE esmurrado nem a arranjar cenas em que possa levar uma sova.

Melhor: Caviezel a crescer na representação.
Pior: Não teve a história de base, que é só aquilo que torna a série melhor.

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