Person of Interest: 1×06 – The Fix

[SPOILERS] Numa situação normal diria que o número de episódios que vão passando é inversamente proporcional à paciência que tenho para uma série, mas não é bem o que se passa neste caso. É como estar grávido e querer muito uma menina e vir um menino…um cadinho feio! Mas nosso filho na mesma.

Ponto agradável: o início dos episódios e a introdução aos mesmos nunca é igual. Parece que a cada episódio que passa somos “infiltrados” numa fase mais avançada dos casos (qualquer dia a primeira cena é a resolução!)

Para refrescar as coisas, podia sair um número de um vilão (apenas aconteceu no piloto) em vez de um inocente, ainda não foi desta, mas de uma coisa ninguém pode acusar “Person of Interest”, de ser aborrecido. Pode não corresponder ao tipo de série que poderia ser, mas é sem dúvida o “procedural” mais activo da Tv actualmente. Boas cenas de acção, bom ritmo e consegue manter-nos agarrados…e isso nunca é mau. A actriz convidada Paige Turco fez um excelente papel e conseguiu manter uma boa química com Caviezel (em muitas partes fez lembrar Jodie Foster em Inside Man).

Zoe: “You never did tell me your name.”
Reese: “John. My name’s John.”
Zoe: “Of course it is.”

Onde a série tem de reduzir a sua “intensidade” é mesmo na parte digital. A maneira como descobrem, acedem e decifram ultrapassa muitas vezes o credível e só tira credibilidade ao que é feito. A série não precisa disso e eu não preciso que me insultem assim.

É também retomado o caso que nos foi apresentado no terceiro episódio. A detective Carter (Taraji P. Henson) fez um intervalo na perseguição a Reese e focou-se no caso “Elias”. Descobrimos que se trata do nome de uma vítima da mafia italiana, há várias décadas atrás, e a faca roubada do armazém das provas foi agora usada para matar o carrasco da vitima. O filho é o mais que óbvio suspeito do crime (aquela dica que desde novo era um “fugitivo profissional” faz logo levantar a sobrancelha), mas será?! Seja quem for é alguém verdadeiramente influente e sem complexo em sujar as mãos.

Foi também um caso pessoal para Finch (Michael Emerson), uma mulher foi morta quando ele ainda não podia fazer nada em relação a isso. Os culpados terem sido apresentados à justiça não é o suficiente para acalmar o sentimento de culpa que sente, terá de ser tijolo a tijolo. Vamos vendo pequenos fragmentos da alma por detrás da armadura, Reese (Jim Caviezel) é mais fácil de ler, mas Finch é muito mais reservado, em todos os aspectos. Mas fica (outra) pergunta: aquele pequeno teatro de Finch com o presidente da farmacêutica não foi demasiado revelador? Não revelou demasiado sobre o “negocio” que tem com o seu “sócio” Reese?

Finch: “Where does she keep the things she cares about? Where do you?”
Reese: “I don’t have any things I care about.”

A notícia que a série vai ter uma temporada completa poderá dar uma certa tranquilidade à série, mas pode também ser sinal de desleixo e “arrastamento”. Torcer para que a historia não se repita pela 438ª vez.

Nota 1: Os nomes na lista de pessoas que fizeram o estudo do fármaco pareciam ser todos portuguesses/brasileiros.
Nota 2: Excelente versão do clássico “New York” no final do episódio, interpretado por “Cat Power”.

O Melhor: O tom dinâmico. O crescente à vontade dos actores.
O Pior: Tudo o que envolveu a detecção da voz na gravação. Uma amostra tão pobre e a maneira como a vitima foi identificada é ridícula.

Partilha o post do menino no...