Person of Interest: 1×07 – Witness

[SPOILERS] “Person of Interest” chega-nos esta semana com o melhor episódio até agora. Esteve quase no ponto, não fosse os pormenores do costume.

Descobrimos mais sobre o nosso amigo Elias. Quando dizia que ele era influente não pensei que chegasse ao nível de cabecilha da mafia italiana. Ao que parece há uma “guerra oculta” entre a sua facção e os russos. Não só o nosso homem mistério pretende acabar com eles, como tornar-se o novo padrinho (encontrado o inimigo da temporada?). A nossa vítima da semana (mais uma, não era suposto sair vitimas “E” mauzões?!) é alguém que estava no sítio errado, à hora errada, a ouvir as palavras erradas. Cabe aos nossos meninos protegerem o pobre coitado.

Reese (Jim Caviezel) não consegue novamente fazer o seu trabalho na escuridão, como prefere, e tem de saltar para o meio do palco para salvar o seu “número” logo no início do episódio, quando este corre perigo de vida. A grande diferença é que desta vez terá de ser a solo, visto que a linha que o liga a Finch (Michael Emerson) está cortada.

BOOM! E quando parece que deciframos por completo mais um episódio, ele ferra e deixa-nos parvos. O inocente não é inocente e os que eram culpados… continuam a ser culpados.

Já elogiei a capacidade da série em surpreender com os seus twists, mas este foi o maior até agora. O homem que Reese protegia era o mesmo que procurava e assim o personagem que o bom actor Enrico Colantoni vinha a representar, ganhou mais complexidade.

Tudo foi bem feito: o ritmo a que o nevoeiro se foi levantando até ao clímax, a capacidade em surpreender e até a caracterização da própria personagem Elias, que aparenta ser tudo menos um vulgar mafioso. É isto que espero de “Person of Interest”, algo que surpreenda, que envolva e nos faça querer ver o que acontece a seguir. Se adicionarmos o seu lado de acção com um humor leve aqui e ali, estamos mais perto de uma grande série, com mais camadas.

Ao nível da representação, além do destaque que já mereceu Elias, Caviezel tem uma estranha queda para o humor, continua a ser um choque vê-lo sorrir mas quem sabe se não estará aqui um futuro Dean Winchester! Muito bom de rever foi também o grande actor de “Dollhouse” Enver Gjokaj, se bem que com menos destaque do que merecia. Acredito que o vamos ver mais, talvez como novo chefe dos russos, aquele tiro na rótula aponta para isso.

Mais uma vez o episódio acaba com um grande som: “Sinnerman” de Nina Simone

Perguntas/detalhes do costume:

  • Porque é que o pessoal parte sempre a janela do lado do condutor e não a de trás? Como é que se sentam com os vidros todos no acento?! E se já estavam dentro do carro, porque não fez ligação directa e fugiu?
  • Reese mal olha para dentro da camisa e sabe que o tiro não atingiu nenhum osso.
  • A camisa tem sangue, só falta mesmo o buraco da bala!
  • Depois de pólvora e um ferro a arder na ferida, cocaína com cola é o novo tapa-buracos!
  • O assassino no fim, com tantos sítios para atingir, mata o líder russo com dois tiros exactamente no mesmo sítio (quase no ombro)?
  • Se Elias era um professor de História, porque perguntou ao rapaz se ele já tinha feito o trabalho de casa de literatura (ler “O Conde  de Monte Cristo”)?

O Melhor: Elias a conversar sobre o livro “O Conde de Monte Cristo” e Caviezel a esboçar um sorriso. Foi o melhor episódio da temporada.
O Pior: Precisa de melhorar aqueles pequenos detalhes,

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