Person of Interest: 1×10 – Number Crunch

[SPOILERS] Se há coisa que gosto é de me enganar a avaliar uma série e ela tornar-se melhor.

O esforço em nunca apresentar sempre o mesmo tipo de caso é louvável. Desta vez são quatros os números inocentes/culpados apresentados, que oferecem logo um enorme leque de possibilidades (será que é compensação pelas três semanas que vão estar ausentes?). Ao contrário de outros procedurals que usam caras mais famosas e a meio do episódio já sabemos quem é o assassino, “Person of Interest” evita isso. Ou pensava quando vi pela primeira vez a cara dos quatro. A super-hiper-mega surpresa surgiu quando uma das envolvidas era a fantástica Kahlan (Bridget Regan). Que saudades tinha eu de a ver.

Ultrapassado o momento de paixoneta, voltemos ao caso. Pela primeira vez a máquina “falhou” e quando Reese chega ao local (a maneira como entrou na casa foi absurdamente fácil) um dos números já estava morto. Desta vez, em vez de flashbacks tivemos direito a um “conto” de um acidente usando câmaras de vigilância. Estava a ter a sua piada até chegar à terceira parte em que duas pessoas conversam sobre cocaína dentro do carro e logo aí estragaram a surpresa toda. Percebeu-se logo que aquelas quatro pessoas estavam ligadas entre si pelo acidente e o verdadeiro dono estava a acabar com eles. Ainda bem que não arrastaram a “charada” durante muito tempo.

Carter (Taraji P. Henson), depois do salvamento in extremis de Reese, tem explicações a dar aos assuntos internos sobre o que se passou. Já se começa a ver o início da aliança entre os dois apesar de oficialmente ainda o perseguir, não fornece mais pormenores do que aqueles necessários. A primeira vez que apareceu o homem mistério na esquadra pensei logo que ele teria mais a ver com o passado de Reese do que com o presente de Carter. Mais um para o nosso rapaz se preocupar.

Concluído o caso um tempo antes do final do episódio, adivinhava-se que algo mais ia acontecer (já disse o quanto a Bridget Regan é linda?! Que pena ela não ficar regular como interesse amoroso de Caviezel). A traição veio assim da pessoa menos provável, Carter. Não foi uma traição consciente mas sendo ela como é (pelo que ficamos a conhecer no episódio anterior) percebeu-se que queira fazer o mais correcto, mesmo quando na prática é o mais errado. Erro cometido, erro corrigido e obviamente Reese (Jim Caviezel) vai viver para além daquela noite, com uma relação mais esclarecida e cimentada com Carter. Não sei até que ponto foi boa ideia ela conhecer a cara de ambos tão cedo, mas vamos a ver para onde a série se encaminha. Até 12 de Janeiro “Person of Interest”, estás a crescer.

Pormenores:

  • Quando Reese encontra aquela foto com as iniciais “NI” quase de certeza é uma referência a Ingram, o parceiro de Finch, mostrado em flashback no segundo episódio. O facto da foto ter sido encontrada dentro do livro “Ghost in the Machine”, para além da referência ao nome do episódio onde conhecemos a personagem, tem mais que uma interpretação. Originalmente é um nome de um livro e até de uma série de animação asiática, mas neste caso pode ser uma alusão aos números que a máquina fornece. Ingram não queria que os nomes caíssem no esquecimento e agora Finch está a corrigir isso. O fantasma dentro da máquina que fornece os números, ou o próprio Finch (Michael Emerson) por aceder a ela sem que ninguém saiba, como um fantasma. Este tipo de “jogos de palavras” são deliciosos.
  • Reese: “Where did you come from?” Finch: “I’ve breached the space-time continnum”. Pode ser só uma piada, ou pode ser uma piada com “Lost” à mistura.
  • Durante uma pesquisa na net descobri outro pormenor: durante o segundo episódio, quando Ingram descobre sobre os números extra da máquina, aparece a cara da ex-namorada de Reese (a do aeroporto) no ecrã.

O Melhor: A maneira como a série tem evoluindo.
O Pior: O caso acabou por não ser nada de especial e o final podia ter revelado mais qualquer coisa do passado de Reese.

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