Person of Interest: 1×11 – Super

[SPOILERS] Um mês depois “Person of Interest” está de volta. O episódio anterior deixou-nos com um final sangrento mas com prognóstico obviamente optimista quanto à saúde de Reese.

Finch é uma personagem que por vezes não é muito presente, é feita de momentos, bons momentos. Esta entrada de episódio prova isso mesmo. Era possível ser mais directo e pragmático? Sim. Era preciso tanto dinheiro para convencer o médico? Não. Os flashbacks focaram-se nele e em mais um momento com o seu sócio Nathan. O nosso nerd pode ser um homem único, numa situação singular, a construir uma máquina especial, mas tem de cumprir os prazos de entrega como o resto das pessoas.

Se no episódio “Ghost” pudemos ver os primeiros passos da máquina, neste observamos a sua aceitação e implementação. A surpresa foi o facto de Finch (Michael Emerson) permanecer na completa sombra (já sabíamos que ele não aparecia nos eventos públicos, mas agora sabemos que nem o governo sabia do seu envolvimento) e que ele construiu a máquina de graça, perdão, por um dólar. É um estranho projecto de lazer. Com certeza iremos descobrir no futuro um incentivo mais pessoal e emocional para a sua construção.

Com Reese a recuperar das mazelas, os papéis inverteram-se e terá de ser o “rato de laboratório” a assumir-se como as pernas do duo. Um homem numa cadeira de rodas e outro coxo, ora aí está uma equipa de segurança de sonho! Um pouco de revelação pessoal: eu sou um homem simples, se me fizerem rir já fico todo contente, e este episódio conseguiu por-me a sorrir algumas vezes. São situações que não têm nada de muito fantástico mas considerando a seriedade das personagens, principalmente do sisudo Finch, teve bastante piada. Notou-se, mais do que em qualquer outro episódio, o bromance.

  • Ver Finch a dar uma almofada para o rabo a Resse.
  • Os dois a observar a rapariga a fazer ioga.
  • “Usa a almofada!”
  • Reese a ensinar técnicas de auto-defesa a Finch.

Uma falha a apontar é a ausência daquele espaço temporal entre Reese (Jim Caviezel) ser baleado e estar no apartamento. Quanto tempo passou desde o tiroteio? Mesmo durante o episódio não temos uma noção de tempo, eles vigiaram os vizinho durante um dia? Duas semanas? Pequenos detalhes que podiam ter fornecido.

Quanto ao caso semanal não surpreendeu muito. Não porque por esta altura já estamos habituados a que as coisas não sejam tão directas com “Person of Interest” e há sempre o twistzinho do costume. Para além de todas as provas apontarem para ele, o pobre senhorio pareceu imediatamente simpático na primeira impressão que deixou no episódio. Quem diria? As histórias fantásticas eram verdade. O lado bom destes twists é que por vezes podem ser bastante agradáveis.

Ao invés de arrastarem por mais uns episódios este jogo de gato-rato, a conversa entre Finch e Carter (Taraji P. Henson) teve um local e hora marcada. Conversa que não esclareceu nada à pobre policia exemplar, pareceu mais um recrutamento do que outra coisa. Mas que melhor maneira de explicar algo do que exemplificar? Mais uma grande fala “That, Detective Carter, is what we do”.

O melhor estava guardado para o final. Ver Finch a explicar como é que a máquina chegou ao terrorista foi tão bem feito que por momentos parecia que estava a ver um monólogo do “Sherlock”. A máquina detectar Nathan como uma ameaça à sua “integridade física” e a sua possível noção de auto-defesa terá levado à morte do sócio de Finch? Provavelmente não, mas é um pormenor delicioso deixado em aberto. Por instantes parecia o nascimento da Skynet do “Terminator”…“The machines will rise”.

PS: Ficamos a saber a que equivale um Reese normal numa cena de luta: um homem de muletas, um coxo e um senhorio.

O Melhor: O final e o bromance.
O Pior: A falta de uma sensação temporal durante o episódio.

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