Person of Interest: 1×12 – Legacy

[SPOILERS] Engraçado, só agora é que reparei que o genérico não é sempre o mesmo. No final temos uma cena sobre o episódio que vai ser transmitido.

O duo que virou trio e que agora é um quarteto tem um novo caso (fiz-me rir agora), a  pobre e linda April L. Hernandez que está na profissão ideal para arranjar inimigos, advogada. Desde cedo o episódio cometeu um “erro” fatal para o mistério do caso. Quando era suposto mostrar a irreverência da advogada no local de trabalho, deu-se demasiada atenção ao seu cliente e principalmente ao homem que não fez nada para impedir a acusação. Como eu sei, e vocês sabem, ninguém tem falas neste tipo de episódios a não ser que se torne minimamente importante mais tarde ou mais cedo. Cheirou a alguém querer despachar a advogada para que o homem que ela defendia carregasse com as culpas e algo maior fosse abafado na confusão. Dito e feito.

Mais do que o novo caso este episódio destaca-se pelo início do estágio de Carter (Taraji P. Henson) na “Liga da Justiça”. Para já ela não vai saber tudo, principalmente a parte da máquina “mágica”, o qual provavelmente não iria sequer acreditar. Só espero é que não passe a vida ao telemóvel com Reese (Jim Caviezel). Eu proponho eles moverem-se os quatro para uma caverna, arranjarem umas fatiotas todas jeitosas, uns apelidos porreiros e combaterem o crime na sombra!

Também como novidade tivemos algo que é tão raro como uma folha caída na Primavera: um sorriso de Finch e, Deus nos livre, um abraço. O filho do seu antigo sócio, apesar da profissão e distintos feitos, parece ter queda para se meter em sarilhos. Vale o tio Finch (Michael Emerson) que está lá para ajudar. O “pior” é que Reese conseguiu colocar uma escuta, fotografa-lo e colocar um dos empregados a segui-lo a tempo inteiro. Estima-se que esta invasão de privacidade não vá acabar bem, mas o monte do mistério começou a ficar demasiado grande, grande demais para Reese suportar e não fazer nada.

Acida de tudo o episódio deixa um sabor bem doce na boca. Teve um caso, acção, humor e aprofundou (embora que ligeiramente) a trama central. Ficamos com a excelente sensação de nos termos divertido e ter visto um bom produto televisivo. É só isso que a gente pede!

Momentos engraçados:

  • Reese: “You look worried Finch, did your tailor moved out of the city?”
  • O sorriso de Reese quando coloca Carter em espera porque Lionel (Kevin Chapman) lhe está a ligar a fazer queixa de actividade suspeita de Carter.
  • Reese: “Because your moral compass is pointed in the right direction. And I’m tired of you chasing me.”
  • Reese a queixar-se à advogada das condições de trabalho e da peste que é o seu patrão.
  • Andrea: “So you never went to prison?”. Reese: “Not in this country.”
  • Reese: “Well, you need to move fast”. Finch: “Thanks for that newsflash Mr. Reese. I was planning to move at a sloth-like pace and get myself captured”.

Perguntas parvas:

  • Como é que Reese sabe sempre quem liga, sem quase nunca olhar para o telemóvel?
  • Se Reese vai embora depois do tipo ser atropelado pelo camião, como é que lhe tirou a carteira?
  • Carter, durante o interrogatório ao Galuska, disse que o tipo que morreu com o camião (Garcia) tentou matar a advogada. Como é que ela poderia saber disso? Mais, que motivo tinha ela para o interrogar? Associar um tipo que morreu por atropelamento com o seu agente responsável e uma advogada, assim do nada? (sem que Reese lhe dissesse, claro).
  • Na biblioteca, porque é que a advogada está a escrever no bloco por cima de coisas já escritas? A folha é tão grande rapariga!
  • O tipo que foi preso no fim (Chris), não vai vir à baila durante o interrogatório que andou aos tiros com alguém e que a Carter o viu e deixou ir embora?

Não liguem, hoje estou para sismar! Até daqui a duas semanas.

O Melhor: O sentido de humor subtil mas sempre presente. O pequeno avanço na história central que nunca fica esquecido.
O Pior: Aquela morte cliché de alguém ser atropelado por um camião do lixo.

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