Person of Interest: 1×15 – Blue Code

[SPOILERS] Acho que aquele genérico está um bocado desactualizado. Quando Finch diz “caçados pelas autoridades”, aparece a Carter, já não é esse o caso.

Desta vez não há ilusões, o nosso número da semana é claramente culpado. Levanta-se a questão: é mais difícil proteger alguém ou proteger todos os outros desse alguém? Vai ser um caso complicado para Reese (Jim Caviezel), espiar alguém que não é inocen…rais parta! Afinal não, é um polícia infiltrado (já devia estar imune a estas coisas).

Foi um episódio marcado por regressos. O agente Snow (Michael Kelly), que esteve ausente durante três episódios, voltou para manter Carter (Taraji P. Henson) debaixo de um olho (de quem não parece ter dúvidas da aliança com a Reese), enquanto o outro fica fixo no horizonte, a ver se a presa-mor mete a cabeça de fora. No oitavo episódio vimos em flashback o recrutamento de Reese em 2006 e agora, dois anos passados, mostrando o dia-a-dia com a parceira Cara Stanton (Annie Parisse) e a dificuldade em voltar aos EUA. A vontade de rever a sua ex, agora com outro homem, foi muito grande. Por falar em 2006 e na ex-namorada: revi a cena no episódio três, em que supostamente Reese a tinha visto pela última vez no aeroporto. Foi no mesmo ano do recrutamento e ele refere que começou um novo emprego. Pode-se concluir que este encontro foi pouco depois de ter começado a trabalhar para a agência.

[quote]Cara: “We’re not walking in the dark, we are the dark”.[/quote]

Lionel (Kevin Chapman), a formiguinha trabalhadora, também andou mais ocupado do que o costume. Contactos com os antigos parceiros de crime, ou seja, polícias corruptos, mais invasão, roubo, apanhado por mais um polícia corrupto e um falso homicídio a acabar. Esta polícia em Nova Iorque é alegria! Estão a ficar com uma fama. Por força da necessidade, Carter teria de saber do envolvimento de Lionel e vice-versa, pensava eu, quando Finch (Michael Emerson) os avisou que não dava para salvar ambos e ela teria de resgatar Lionel, mas ainda não foi desta. Vimos no entanto um sinal de alma dentro do polícia. Fomos percebendo ao longo dos episódios que ele estava a começar a gostar do seu trabalho extra e que queria deixar o “lado negro” para trás, mas foi aqui que pudemos observar nos seus olhos o desagrado por ter de continuar corrupto, pela primeira vez, não por opção sua. Pelo menos o sacrifício valeu a pena, a nossa liga da justiça está infiltrada na H&R.

“O episódio vale pelo seu todo”, alto cliché, mas não deixa de ser verdade. Mais do que cenas isoladas é o conjunto das várias histórias que nos deixa com uma grande sensação de bem-estar no final. Se tivesse que destacar algo que tivesse gostado particularmente seria a identidade do LOS. Saber que era um membro da CIA, a teoria da conspiração de que a companhia, visto que não pode actuar em território americano, usa o mercado da droga para se financiar e a maneira como a resolução do caso da semana se interlaça com a global agradou-me. A história foi muito completa, cheio de coisas para contar, com retornos e avanços que nos deixa com uma grande noção de isolamento por parte da nossa equipa de justiceiros, parecem uma ilha num oceano de corrupção. Policias, agentes da CIA, Elias, grupo secreto que sabe da máquina, a hacker, o sobrinho a ver se pesca alguma coisa, o cerco começa a apertar. Até quando vão eles aguentar.

Reese: I’ll keep an eye on Cahill and make sure he stays safe and sound.
Finch: He’s about to have a screaming infant. I doubt he’ll be anywhere close to sound.
Reese: Poor guy.

Coisas que não lembram ao menino Jesus:

  • Porque é que neste tipo de execuções (Lionel na floresta), mandam sempre por a vitima de joelhos? É para a pessoa que morre não se aleijar muito ao cair de altura maior? É porque se fica com o braço cansado de estar em cima enquanto se segura na pistola? Vestígios evolutivos do tempo em que se metia o pessoal na forca ou se cortava a cabeça com um machado?
  • A esta hora as sobrancelhas de Reese já não deveriam cicatrizar sequer!
  • Sempre me fascinou como é que o pessoal atira os fósforos e eles não apagam no ar. Se eu tiver em casa e respirar com um pouco mais de força, os desgraçados não se aguentam.

O Melhor: A maneira como o episódio nos deu de tudo um pouco, ao som daquela música de murmúrio.

O Pior: Dispensava-se o momento “David Copperfield” com o carro a arder.

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