Person of Interest: 1×16 – Risk

[SPOILERS] Na semana em que “Person of Interest” conseguiu alcançar “Grey’s Anatomy” a nível de audiências, trouxe-nos mais um episódio consistente.

Com toda a atenção que o protesto em Wall Street teve, é normal que apareçam um episódio dedicados a esses agentes do mal que são os funcionários que lá trabalham. Quando Reese (Jim Caviezel) conhece o seu alvo, um novo e obstinado investidor, assistimos também ao concluir do caso do sexto episódio (The Fix), em que o nosso herói desmascara o presidente de uma companhia farmacêutica. Admiro essa capacidade da série em encerrar ciclos e interligar as historias. A nossa jovem vítima (Matt Lauria) podia estar a desfrutar de uma vida de sonho, mas em vez disso meteu o nariz onde não era chamado. Desta vez teve sorte no dinheiro, mas terá a mesma sorte na saúde?

 O caso acabou por se arrastar sem nada que o tornasse “especialmente especial”. Talvez seja a minha mente anti-matemática, mas pelo menos no início e no fim tornou-se difícil compreender certas coisas económicas, nada que afectasse muito a compreensão geral da história, mas podiam abrandar um bocadinho no vocabulário.

Finch: “Banking is mostly looking clever and wearing the right clothes. And we managed the second part”

É verdade que o enredo vai ficando mais denso, mas nada que surpreendesse por aí além. Os culpados têm sempre cara de culpados e os que não têm, têm falas que os desmascaram. Reese acaba por arrastar alguém pela mão enquanto Finch (Michael Emerson) se dedica a bisbilhotar. E assim o tempo passa.

Adivinhem lá o que eu vou dizer. Sim, o episódio valeu, mais uma vez, pelo final. Por meio da fraude e dos movimentos, pelo meio das balas e crimes foi jogando um personagem com verdadeiro poder. Poder para roubar máquinas, contratar assassinos, moldar opiniões de senadores e investir outras centenas de milhões. Alguém por quem ansiávamos há muito tempo que voltasse à série. Elias (Enrico Colantoni) é, como já o provou, um jogador inteligente num jogo em que parece ter escrito as regras. Espero que esta aparição não seja apenas um rebuçado que se dá a uma criança, que seja um retorno mais activo e que dê mais “sumo”.

Última nota para a detective Carter (Taraji P. Henson) que tem aparecido mais ao ar livre. Gosto de a ver a sorrir enquanto se fascina com as capacidades de Finch em tornar as coisas interessantes. Tem é de começar a ter cuidado com o que diz, há alturas em que está na zona dos crimes e revela coisas que não deveria saber.

Coisas:

  • Alguma vez tinha de acontecer, não conseguiram clonar o telemóvel. Esse feito que já é uma instituição por si só em “Person of Interest”.
  • Quando Reese está no apartamento da vítima, ouve a voz de Reese pelo auricular mas não a música. Deve ter um filtro especial!

Até daqui a duas semanas.

O Melhor: Elias, esse Moriarty americano. A capacidade com que Finch “despacha” 150 milhões só porque sim.

O Pior: A ideia persistente de que esta aparição de Elias é sol de pouca dura.

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