Person of Interest: 1×17 – Baby Blue

[SPOILERS] Depois de uma semana de paragem, e após atingir o seu número máximo de audiência (sem a concorrência de “Grey’s Anatomy”), vamos para mais uma review a um episódio de “Dois Homens e Meio”, perdão “Person of Interest”.

Finch: (changing a baby) This flap here, that flap there, see? Neat and simple.
Reese: I see your time at MIT wasn’t wasted.

Em “Person of Interest” já nos habituamos a ter de lidar com a possibilidade de que o número da semana pode ser inocente ou culpado quase até ao final do episódio, é sempre uma incógnita. Mas mal colocamos os olhos na pequena Leila, penso que podemos descartar com toda a segurança a possibilidade dela ser uma assassina implacável. Só se matar alguém com overdose de fofura! Mais engraçado do que o berço/fortaleza de livros de Leila (compraram tudo para a miúda, até um canguru, menos um berço!) e do que vê-la a brincar com uma granada, só mesmo o desenho que fizeram de Finch (Michael Emerson) no relatório policial. Parece que a bebé foi raptada por um alien!

Reese: Suspect is a short man with mousy hair and thick glasses. That’s not very flattering, Finch, but better than the picture.
Finch: It’s no wonder they ever catch anybody with these things.

Para além de uma grande distração para os dois novos e inadequados papás, a bebé está no epicentro de um drama familiar em grande escala (quando digo grande escala, refiro-me ao dinheiro que o pai possui). Para ser rigoroso, a abordagem da família rica que faz tudo para esconder os esqueletos foi só uma mini-parte do episódio, tratou-se mais um Reese (Jim Caviezel) contra Elias – Parte 2. Foi altamente ingénuo da parte do nosso guerreiro em acreditar que o king pin da cidade ia respeitar os códigos de conduta e moral. Elias (Enrico Colantoni) mostra assim mais uma vez que não há limites no que toca à guerra pelo poder.

O episódio teve ainda outra consequência. Carter (Taraji P. Henson), farta de servir de vassoura e de ver os efeitos colaterais daqueles dois, desistiu da Liga da Justiça. Não acredito que o divórcio dure muito tempo, mas veremos. No final fica mais um vazio na vida deste homens que começam cada vez mais a aperceber-se que nunca terão uma vida normal enquanto estiverem no negócio de preservar a dos outros.

Coisas:
– Não é preciso que todos os episódios Carter faça a pergunta “Como é que sabes isso?” e responda logo de seguida com “Aliás, nem quero saber” ou “Já era de adivinhar” ou até “Arrastas sempre sarilho contigo”…nós já percebemos Carter!

– O pessoal nas séries quer mesmo passar a impressão de que “A” nunca se apercebe que “B” o está a seguir de carro. Tenho quase a certeza que os carros na América têm espelho retrovisor.

– Se Elias queria matar o seu pai, sendo o homem poderoso que já demonstrou ser, não era muito mais fácil encomendar a morte na prisão? Pela cena final dá a ideia que lhe quer “perguntar” qualquer coisa antes.

– Confirma-se que ninguém controla Carter durante o dia. Não só ela pega nos casos que lhe apetece, como nem sempre envolve homicídios. É uma alegria!

– A maneira “super-normal” com que o tipo leva um tiro mas continua a segurar na mochila com o bebé até estar deitado, e nem toca no chão.

– Depois de Badger em “NCIS”, foi bom rever Mark Margolis, Tio Salamanca de “Breaking Bad”.

O Melhor: Elias sem barreiras e Carter não se conformar com o seu status quo na equipa.

O Pior: Seria bom ter um episódio com Elias a aparecer mais do que breves instantes.

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