Person of Interest: 1×18 – Identity Crisis

[SPOILERS] Duas semanas de ausência, somando à semana antes do episódio 17…o que vale é que as audiências vão bem e a renovação está confirmada, senão!

“Person of Interest” parece querer cobrir todas as possibilidades na primeira temporada e a variedade de histórias continua a acumular-se, será que vão sobrar ideias para a season 2? Desta feita são duas pessoas a viver com o mesmo número de segurança social. Mas em vez de existir o dobro do rasto eletrónico, há pouco até para uma pessoa só. A ideia que salta logo à cabeça é protecção de testemunhas, mas o governo não iria atribuir um número já existente.

Como é costume na série, um dos actores é mais conhecido (Rhys Coiro de “Entourage”) e percebemos então quem é a personagem que vai merecer mais destaque. Adivinhem lá quem é o mau e quem é a boazinha?…Mas espera, estou a esquecer-me que série estou a ver, tem twist, obviamente! Alguém decidiu virar Walter White versão light e mascarar a operação com um roubo de identidade. Esse alguém, e porque a série ainda não fez isso o suficiente, é uma mulher que originalmente era inocente.

Como Finch e Reese (Jim Caviezel) ainda não tinham inimigos suficientes, agora é o FBI que também tem uma equipa especial para o perseguir. Resumo: Policia + FBI + CIA + Elias + Polícias corruptos = gente a mais, e Reese não está a eliminar nenhum peão do tabuleiro. A este ritmo vai chegar uma altura em que não vai poder meter a cabecinha de fora sequer. Com três episódios para o fim, se anular uma ameaça já não é nada mau!

Se forem a ler os meus textos reparam em algumas tendências a que não consigo fugir. Twists, inocente que virou culpado…isto resulta se for feito de vez em quando, em todos os episódios não passa de outro método de monotonia. A série já provou ter qualidade e é bem agradável de se ver, mas sempre que assenta o seu efeito “procedural” nas nossas mentes, o animo esfuma-se e a minha capacidade de inventar algo original nas reviews tem o seu limite.

Este episódio em concreto vale por três aspectos: a originalidade/curiosidade em abordar o roubo de identidade numa série em que os protagonistas vivem na base de esconderem a sua própria identidade; ver Finch (Michael Emerson) em versão descontraída, numa perspetiva bem mais solta do que estamos habituados a ver. No início parecia que se tinha afeiçoado muito à investigação e tinha uma loira bonita para dar uma alegria ao seu dia, mas vê-lo completamente “alucinado” foi uma delicia!; Carter (Taraji P. Henson) e o inimigo numero 358 da Liga da Justiça. Não acredito que ela se tenha voltado novamente contra eles e este “silent treatment” parece só mais um método de adiar as coisas.

O Melhor: Finch a dizer que inventou as redes sociais e vê-lo a “curtir” sobre o efeito de ecstasy.

O Pior: Sabermos que vamos ser surpreendidos, deixa de ser surpresa.

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