Person of Interest: 1×20 – Matsya Nyaya

[SPOILERS] A recta final está aí e já deu para perceber que “Person of Interest” não tem intenções de abrandar. Como serão então estes últimos três episódios?

OS FLASHBACKS
O episódio começa com um flashback. Reese (Jim Caviezel), ainda a trabalhar para a CIA, recebe uma mensagem da “namorada” Jessica (Susan Misner) que não vê há quatro anos, desde aquele encontro no aeroporto que nos mostraram no piloto. Incapaz de cumprir a promessa de regressar por motivos de urgência profissional, John vê o nível de preocupações a aumentar quando é informado que terá de eliminar a própria parceira. Com uma agenda de trabalhos assim, começasse a perceber porque é que o nosso justiceiro se “despediu”.

OS MAUS
HR é agora uma entidade independente. Desde que os laços com Elias foram cortados que estes impõe as suas próprias leis. O que significa o dobro das “propinas” para alguns. Lionel (Kevin Chapman),coitado, continua a brincar com cobras enquanto aprofunda amizades com ratos. Desta maneira não vejo um futuro muito radiante, e duradouro para o ex-corrupto (talvez não nesta temporada, mas não me admirava se esta personagem tivesse já os dias contados na mente dos produtores). Cheira a desgraça. Noutro episódio teria ficado desiludido com o facto de o assunto Elias não ter sido abordado, mas tivemos tanto sumo que não deu para sentir saudades.

O CASO
Com tantos assuntos para abordar, este caso semanal pareceu-me muito irrelevante. Verdade seja dita, agora queremos ver tudo o resto, os flashbacks, HR, Elias, etc. Já eu me preparava para escrever que se via ao longe quem seria o mau daquele grupo de seguranças (o actor que é baleado faz normalmente de mau), quando somos surpreendidos mais uma vez. A série já nos habituou às surpresas, mas por alguma razão continuamos a cair no erro de “acreditar” nela.

O FINAL
O final é mais simples do que possa parecer. HR perdeu um membro e Reese despacha mais um número. O lado estranho é que este foi possivelmente o número mais azedo até agora. Não houve lado positivo, apenas mortes e mais mortes.

O melhor mesmo foi toda a história de Reese. Ficamos a perceber o que provocou a sua fuga do governo e como começou a sua revolta contra o sistema. Ficou pendente a parte da namorada e falta por explicar porque queria a CIA ver-se livre de dois valiosos membros (até lhes atribuírem a missão, nada sabiam sobre o assunto para ser necessário abafa-los, estranho). Dá ideia que esta Cara Stanton (Annie Parisse) está mais próxima de uma aliada do que um problema para Reese, mas é mesmo melhor esperar para ver. O final surpreendente já ninguém lhe tira. Como diz no título do episódio: “o peixe maior come o mais pequeno” e embora Reese possa parecer um peixe menor, comparando com o resto do cardume, conta com a camuflagem, camaradagem e com o facto de, mais tarde ou mais cedo, os peixes maiores terem de lutar entre si.

Reese: Problem with trying to be the bad guy…is there’s always something worse.

Pergunta: Seria uma coincidência muito grande o chinês ter falado de uma “máquina” e não ter nada a ver com a “nossa máquina”. Questions, questions…

O Melhor: A história de Reese e a introdução de um novo peão no xadrez. O cenário de Ordos, a cidade na China.

O Pior: As séries continuam a simular as reanimações no hospital de uma maneira absolutamente ridícula.

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