Person of Interest: 1×21 – Many Happy Returns

[SPOILERS] O antepenúltimo episódio da temporada começa da mesma maneira que começou o primeiro e apanha a história no momento em que Reese se desliga do mundo…e deixa crescer a barba.

Reese: “When you find that one person who connects you to the world, you become someone different, someone better.When that person is taken from you…What do you become then?”

O dia começa cedo para os nosso justiceiros, com muito para fazer. Reese (Jim Caviezel) tem um aniversário para “festejar”, um dia de folga, uma mentira, um presente críptico e uma passagem pelo parque. Finch tem um caso para investigar às escondidas e Carter uma proposta de trabalho na qual não está minimamente interessada. A nossa detective, bastante presente desta vez, investiga, nada mais nada menos, do que a morte do marido da ex-namorada do espião colega de trabalho. Yeap, it’s fucked up!

Entretanto no passado, Reese tenta recuperar uma vida que já não está a sua espera. Embora as autoridades pensem que está morto, a pessoa que o ligava ao mundo, que o tornava melhor não esperou por ele, “assassinada” num acidente de carro, dois meses antes. O caso de há um ano tem relação indirecta com o do presente e Reese gosta pouco de ser deixado no escuro (Jim Caviezel faz uma cara de mal disposto espectacular!). Percebesse a intenção de Finch (Michael Emerson) em querer protegê-lo neste caso, mas serão os segredos entres os dois que um dia poderá ameaçar a amizade/relação profissional.

Reese: “Send me her address and we’ll finish discussing my sensitivities later.”

A dúvida maior do episódio, mais do que qualquer outra, era saber se John tinha realmente morto Peter Arndt, esposo de Jessica. O que deixou de ser dúvida, em conclusão da investigação de Carter (Taraji P. Henson), é que Peter realmente agrediu fisicamente a mulher, descoberta que John já tinha feito. No final não temos prova definitiva de que ele cometeu realmente aquele assassínio, sujo de mais para tal especialista, mas acho que não restou grandes dúvidas nas vossas mentes. Na minha também não.

Tudo termina com mais uma cena muito boa que mostra Finch a dedicar-se ao salvamento de inocentes, ou a tentar, antes de conhecer John. Uma mentira, mais uma, diluída num grande presente (que raio de sitio em que John vivia!). Ficamos também a saber que o “acidente” que lhe provocou lesões não foi há muito tempo, mas essa história fica para outro dia. Jim Caviezel tem aqui um episódio forte, mostrando várias facetas. Conseguimos sentir “medo” em antecipação ao que ele poderá fazer quando está neste estado alterado, e isso é mérito do actor. Poderia surgir a ideia de que este episódio não é muito relevante a nível de história central (com a cambada de inimigos que querem sangue), mas foi um capítulo cheio de história e emoções, fundamental para percebermos o que move e que cicatrizes estão bem cravadas nas costas de Reese (não foi uma analogia com a “Paixão de Cristo”!).

PS- Fiquei até ao final do episódio há espera que surgisse algo que ligasse Jessica ao mundo dos vivos…

O Melhor: Jim Caviezel em versão bad ass!

O Pior: Eu ter dito na review do primeiro episódio que a série era uma “enorme decepção em quase tudo” e que “no fundo, não há nenhuma personagem que seja uma “Pessoa de Interesse””. Como sabe bem estar enganado às vezes.

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