Person of Interest: 1×22 – No Good Deed

[SPOILERS] Em vésperas do grande final temos mais um deslumbre sobre os momentos que antecedem a despedida de Finch da sua máquina de estimação.

Esta semana temos mais um desafio, espiar um espião. Um pobre coitado que teve a infelicidade de fazer as perguntas erradas e por isso está condenado a morrer. O caso ganha uma terceira camada quando se descobre que o assunto indelicado diz respeito à máquina de Finch.

Reese: Financial analyst…It’s riveting.
Finch: Well, they can’t all be babies and mafia dons.

O flashback catapulta-nos para o momento da entrega do produto e é curioso observar a posição dos dois sócios. Finch (Michael Emerson) liga apenas aos números “relevantes” e o seu sócio, e melhor amigo, é que lhe tenta mostrar que toda a gente é relevante. Descobrimos também que a ideia da criação de uma “porta de fundo” veio de Nathan, criada à revelia de Finch (bem dita a hora em que o fez). Sete pessoas sabem deste pequeno segredo, mas o deslize de Nathan à Alicia Corwin (Elizabeth Marvel) ia custando a confidencialidade de Finch.

[quote]Relembro que a Alicia já apareceu noutros episódios, como “facilitadora de negócio” entre o governo e Nathan. Não sabemos o que provocou a sua ausência do mundo e uma vida na sombra, mas sabemos que sendo das pessoas que sabe do poderio da máquina, vive em constante paranóia com a observação. No episódio 14 ela encontra-se com Will Ingram, filho de Nathan e percebe que poderá haver mesmo um oitavo elemento que saberá da existência da máquina (Finch), o que aumenta a paranóia. Facto que agora veio confirmar, mas já lá vamos…[/quote]

Apesar dos esforços de Reese, Pike (Jacob Pitts) é demasiado teimoso para o seu próprio bem (testando até a minha paciência a partir de certa altura…quantas vezes é que alguém tem de salvar-te a vida até que pares de fugir dessa pessoa?!). Característica que o tornar num bom analista, mas um terrível alvo para proteger. Não tardou até que ligasse os pontos e percebesse que a máquina foi realmente construída. Lionel (Kevin Chapman) ouviu mas não parece ter prestado grande atenção, perdendo uma excelente oportunidade de saber mais sobre os dois patrões que controlam os fios da marioneta. Talvez não tenha interligado os dois assuntos.

O final foi, tal como o resto episódio, cheio de revelações. Finch teve alguém querido antes de decidir afastar-se (percebesse agora o sorriso quando Nathan diz que ele nunca teve ninguém na vida dele que fosse importante). A personagem continua muito reservada, o que deixa John (Jim Caviezel) de pé atrás (neste aspecto estou do lado de Reese, considerando o que estes dois já passaram, não se percebe bem o porquê de tanto segredismo). John encontra Carrie (Carrie Preston de “True Blood”), ex-noiva do seu companheiro de armas, mas contra as previsões não provocou fúria em Finch, antes um desabafo. Aos poucos Harold vai abrindo o baú e deixando escapar alguns pormenores sobre a sua vida, infelizmente desta vez deixou escapar pormenores a mais e Alicia estava à escuta. Que consequências virão deste deslize? Como é que Finch descobriu o acesso secreto à máquina que Nathan criou? Revelações para um próximo capítulo.

Pode não parecer, mas foi um episódio centrado na mais protagonista de todas as personagens da série, a maquina. Sem ela nada disto seria possível e todos as pequenas revelações que possamos ter sobre esta maravilha da ciência é sempre bem-vinda. Mais um excelente episódio rumo a um final que, sem qualquer dúvida, será bem satisfatório.

Notas:

  • Reese sabe o calibre da arma que a secretaria lhe apontou debaixo da mesa…isto é que são olhos raio-x!
  • A actriz que faz de noiva de Finch, é a mulher de Michael Emerson na vida real.
  • Durante a fuga de Reese com Pike, ouve-se “i’m afraid of americans” e no final “god is na american”. Duas partes da música “I’m afraid of americans” de David Bowie com os Nine Inch Nails, dois pormenores absolutamente deliciosos. O responsável pelas banda sonora da série faz um trabalho muito bom.

O Melhor: Toda a história que envolve “A” máquina. A revelação do passado de Finch que o torna mais “humano”.

O Pior: A irritabilidade que o Pike me provocou.

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