Séries frias para um verão quente…

Estamos de “férias” e as séries estão no limbo, com a summer season a guardar a fronteira. Muitos viciados encontram-se com o dilema de “o que ver agora?”. Pois bem, aproveitando o verão, está na altura de descongelar algumas séries já finalizadas e que alguns de vós possam desconhecer. Aqui ficam aqui algumas sugestões que entram no leque das minhas favoritas, por uma razão ou outra, e que aconselho vivamente. Quem me dera ter o “flash” dos “Homens de Negro” para me esquecer de todas elas e ter o prazer de ver novamente…

De certeza que que muitas de melhor qualidade ficaram de fora desta lista, e outras esquecidas, mas tentei cobrir todos os estilos, que estivessem mais esquecidas e que se tornaram inesquecíveis para mim… enjoy!

A Bit of Fry and Laurie (25 episódios) – Antes de Hugh Laurie começar a mancar e se tornar um sex symbol durante uns anos, foi um tonto na realeza (Blackadder) e fez com Stephen Fry um dos hinos à comédia de sketch. Os textos e a interpretação destes dois génios deve ser apreciado e degustado por qualquer um.

Avatar: The Last Airbender (61 episódios) – Confesso não ser grande conhecedor do mundo da animação, mas penso que os especialistas concordarão comigo aqui… Há um aspecto muito juvenil na história mas não é nada que um adulto não possa desfrutar. A acção entretém, o humor coloca um sorriso nos lábios e a história aguça a curiosidade. Para os interessados, “Legend of Korra”, a sequela, está actualmente na terceira temporada.

Band of Brothers (10 episódios) – A melhor mini-série da II Guerra Mundial. Elenco de luxo, Steven Spielberg e Tom Hanks a produzir, com o Brody de “Homeland” (Damian Lewis) como protagonista e um restante elenco que não vacila. Absolutamente essencial, especialmente se o “Resgate do Soldado Ryan” for um dos vossos filmes favoritos. Cada capítulo brilha por razões diferentes, focando-se em personagens diferentes. Há ainda “The Pacific”, dos mesmos responsáveis mas como cenário a guerra do Pacífico (mas ainda não vi toda para poder recomendar). Dentro do género, sugiro ainda “Generation Kill” (7 episódios), com o Alexander Skasgard de “True Blood”. Quase tão boa e representa a invasão do Iraque nos tempos modernos. Nunca me esquecerei de Chance Kelly como “Padrinho”.

Battlestar Galactica (82 episódios) – Está no meu top de melhores de sempre. Quem gosta de sci-fi vai adorar a história dos últimos sobreviventes humanos que fogem dos inimigos Cylons e partem à descoberta da Terra. Um ambiente com naves, robots, batalhas espaciais e muita testosterona (feminina e masculina). Para quem não gosta da vertente sci-fi, a série foca-se muito mais no aspecto humano do que no resto, a natureza humana é o que realmente nos prende. Personagens fortes e muito bem representadas com um elenco incrível. So say we all!

Better Off Ted (26 episódios) – Uma comédia inteligentíssima, algo negra, e mal compreendida para o seu tempo. Foi cancelada ao fim de 25 episódios, mas vale bem a pena ver porque não foi produzido nada do estilo desde então. Deliciem-se principalmente com os anúncios que fazem “intervalos” no episódio e com a loucura dos cientistas de serviço.

Blue Mountain State (39 episódios) – Se “American Pie” fosse uma série… e mais desbocada. A vida de um grupo de estudantes na universidade, mais focada na equipa de futebol americano. É muito divertida e o personagem Thad é um dos melhores da “minha” televisão. Muita menina bonita, bebedeira e estupidez. Quando souberem o que é uma “Pocket Pussy” venham cá agradecer-me!

Krod Mandoon and the Flaming Sword of Fire (6 episódios) – Se “Merlin”, “Atlântida” ou “Legend of the Seeker” fossem uma comédia… absolutamente hilariante esta mini-série que é uma paródia a todas as séries do género de aventura. Com Kevin Hart, o Robin Hood de “Once Upon a Time”, Sean Maguire e o genial Matt Lucas de  “Little Britain”. Os meninos vão gostar muito de India de Beaufort.

Legend of the Seeker (44 episódios) – Para os amantes de “Merlin” e aventuras do mesmo género, com os tempos medievais como plano de fundo e muita fantasia. Esta série foi uma das responsáveis por me viciar neste mundo e recordo-a com muito carinho. Não é uma obra-prima mas entretém, que é esse o seu objectivo. Khalan (Bridget Regan) e Cara (Tabrett Betchell) vão ficar para sempre marcadas como os meus primeiros amores seriólicos…

Life – Mais uma série com Damian Lewis, que está excelente e que conta com a Shaw de “Person of Interest” (Sarah Shahi) como parceira. Um policial não procedural, cancelado ao fim de duas temporadas mas que só pela primeira temporada já vale a pena ver. Uma história que prende muito e uma representação de Lewis que mostra que “Homeland” não foi um acidente.

Rome (22 episódios) – Para lá de essencial, especialmente se são amantes de séries de época. Penso que ainda seja a série mais cara de sempre, já que reproduziram partes da cidade de Roma com cenários verdadeiros. Com o Owen de “Grey’s Anatomy” (Kevin McKidd), Ray Stevenson, James Purefoy e um restante elenco de luxo que mostra uma Roma como nunca viram: crua e dura. A acção passa ainda pelo Egipto e conta com personagens históricas bem conhecidas.

The Tudors (38 episódios) – Jonathan Rhys-Meyers está épico e será sempre lembrado mais por este Henrique VIII do que por qualquer outro papel. Conta com participação de Natalie Dormer como Ann Boleyn e Henry Cavill antes de se tornar no Super-Homem. Um elenco riquíssimo que conta a vida de um das personagens históricas mais fascinantes de sempre. Nem sempre é fidedigna à história real, mas também não tem de ser…

The Pillars of the Earth (8 episódios) – Esta mini-série completa a tríade de séries de época que recomendo. A adaptação literária com um elenco incrível.

Stargate SG-1 (214 episódios) – Para quem se quer perder numa maratona de uma dezena de temporadas de 24 episódios cada… Vale a pena só pelo Coronel Jack O’Neill (Richard Dean Anderson), mas além disso é uma grande série de sci-fi que deu origem a dois spin-off’s, “Atlantis” e “Universe”, com a qualidade a diminuir exponencialmente. Mais uma que guardo com grande carinho e que agradará a quem gosta de uma série com episódios stand alone, uma história central boa e humor qb.

That 70’s Show (200 episódios) – Uma comédia para quem gosta de “The Big Bang Theroy” e “Friends”. Conta com nomes que viriam a tornar-se muito conhecidos com o tempo (Ashton Kutcher, Mila Kunis, Laura Prepon, Topher Grace e Wilmer Valderrama, mas ainda assim o melhor personagem é o pai do Eric (Kurtwood Smith)). Embora as temporadas finais tivessem perdido um pouco o gás, com mudanças no elenco, vale bem a pena a visualização. A única comédia que revi, além de “Scrubs”.

The Andromeda Strain (2 episódios) – Um tele-filme para quem gosta de séries como “Helix” ou outras focadas em pandemias virais (tão em moda hoje em dia). Conta com muitos actores conhecidos e vê-se muito bem.

The Middleman (12 episódios) – A série mais “maluca” e original da lista, que merece a referência pela originalidade. Penso que não existiu mais nenhuma neste estilo e foi mal compreendida, levando ao cancelamento rápido. Se quiserem espreitar algo diferente entrem nesta marada aventura cartoonesca.

The Philanthropist – Foi cancelada ao final da primeira temporada, mas é uma das minhas favoritas de sempre. Adorei a temática (um milionário que faz missões humanitárias de risco pelo mundo fora), o elenco e principalmente o protagonista, James Purefoy, um dos meus favoritos e que aqui está muito bem. Este cancelamento foi dos mais difíceis de aceitar…

Thor & Loki: Blood Brothers (4 episódios) – Uma animação de curta duração (ao estilo BD) que merece uma espreitadela de quem gosta do estilo e não conhece.

Two Pints of Lager and a Packet of Crisps (77 episódios) – São 77 episódios, é inglesa e não há legendagem em português depois das temporadas iniciais, mas é uma das minhas comédias favoritas. A série que lançou Sheridan Smith e que conta a história de um grupo de jovens da classe baixa inglesa, com muito humor e algum drama. Embora não tenha um final conclusivo, isso não deverá impedir-vos de espreitar.

Partilha o post do menino no...