Séries que não deviam ter partido…

Ao longo de mais de uma década a ver séries, o efeito nostalgia é, por vezes, muito forte. A experiência ensina-nos a não levar os cancelamentos a peito, a não raciocinar sobre a decisão de uma série ter um slot mortífero para as audiências (problema que hoje em dia não é tão relacionável). A verdade é que as cinzas de uma série fertilizam o chão das que vão nascer. Assim é o ciclo. É fácil recordar séries como Lost ou House, mas então e aquelas que não tiveram a sorte/mestria para vingarem na memória? Pois bem, aqui ficam algumas que me passaram pelos olhos e que mereciam melhores produtores/estações/timings/sorte…
PS- Cliquem nos títulos da série para ver o respectivo trailer.

Ambassadors

Considerando o elenco (e a escrita), merecia mais que três episódios. Conta a história de um embaixador britânico num país do médio oriente, com David Mitchell e Robert Webb. Um típico humor britânio, ou seja, muito bom!

Better Off Ted

Foi das comédias mais inteligentes que já vi. Explorava o dia-a-dia de uma empresa científica que tinha tanto de inovação como de loucura. Ainda hoje recordo os anúncios televisivos falsos que a empresa criava.

Breaking In

Bret Harrison está mais desaparecido dos ecrãs, mas houve uma altura em que era requisitado anualmente para encabeçar comédias que requeriam um adorável nerd. Esta teve a infelicidade de contratar Christian Slater para o elenco, o que quer dizer que estava logo 99% cancelada antes de estrear...

Cupid

Não, não é esse Cupido de 2009. Esta séire tinha Jeremy Piven como em vez de Bobby Cannavale... Quer dizer, será que era mesmo ou era apenas loucura? A série não teve tempo para explorar a premissa. Contava ainda com a sweet Paula Marshall, por quem sempre tive paixoneta...

Growing Up Fisher

Uma comédia feel good que contou com J.K. Simmons pré-Whiplash. Baseava-se numa família a lidar com um divórcio, com a particularidade que Simmons interpretava um invisual.

Hit & Miss

Aquela serie que devia passar nos dias de hoje... A história de uma mulher transgénero, que por acaso, também é uma assassina contratada. Chloe Sevigny estava incrível.

Hunted

São oito episódios que qualquer fã de Homeland e Strike Back iria gostar, num canal que costuma fazer isto muito bem (Cinemax). Melissa George merecia mais episódios.

Jericho

A história de uma pequena cidade nos EUA depois de uma carrada de bombas nucleares terem rebentado nas proximidades. A nível de produção, Jericho foi um pequenino pesadelo: apesar de uma fantástica primeira temporada, foi cancelada, e depois foi repescada por "pressão dos fãs" e a T2 já não foi executada com ao mesmo nível. CBS não foi a casa ideal e com outra consistência poderia ter sido memorável.

Life

Um polícia condenado por um crime que não cometeu. Anos passados, sai da prisão com uma avultada recompensa monetária e decide voltar à velha profissão. Um jovem Damian Lewis e uma temporada de estreia ao mais alto nível, que perdeu fôlego segunda (morrendo de vez devido às audiências).

Magic City

Jeffrey Dean Morgan, Olga Kurylenko, Danny Huston e Michael Rispoli. Só estes nomes já mereciam atenção. Um Boardwalk Empire, menos mafioso, em Atlanta. Merecia mais e melhor que a Starz...

My Name is Earl

Teve sempre a ameaça do cancelamento a pairar... Contou com um elenco incrível e uma escrita fantástica. Narrava a história de um homem horrível que, após ganhar a lotaria, percebe que o karma não o deixará descansado enquanto não emendar todos os erros do passado. Os episódios da série dedicados a "Cops" são incríveis.

Prime Suspect

Maria Bello. É só o que precisam de saber, Maria Bello. Remake americano da série interpretada por Helen Mirren e um policial que se distingue pela classe da protagonista. O erro foi tentarem fazê-la na network em vez de no cabo.

Studio 60 on the Sunset Strip

Matthew Perry, Amanda Peet, Bradley Whitford, Sarah Paulson e Aaron Sorkin no argumento. O que é que podia correr mal? Pois. Eram muitas as esperanças depositadas e infelizmente não passou da primeira temporada.

Eleventh Hour

Antes de Marvelous Mrs. Maisel, Man in the High Castle e The Pillars of the Earth, Rufus Sewell protagonizou um procedural. Daqueles em que um génio junta forças a uma atraente agente do FBI para resolver crimes. Estes eram mais à base de patogénicos, vírus, experiências científicas... porque é que este fracassou ao fim de 18 episódios enquanto outros duraram anos?! Não sei, mas por um lado ainda bem, que assim Rufus dedicou-se a outras coisas.

The Middleman

Ainda está no top das coisas mais estranhas que vi em televisão. Mas por essa mesma razão merecia mais do que os 12 episódios que teve. Nunca vi Doctor Who, mas imagino que não esteja muito longe disto...

Ok, confesso que The Philanthropist não é das melhores séries que passaram na televisão (e uso "melhores" já com alto grau de exagero), mas sou fã assumido de James Purefoy e havia aqui algo para explorar. A história de um "Bruce Wayne" que viaja pelo mundo a ajudar quem precisa.

Two Pints of Lager and a Pack of Crisps

Esta não devia estar aqui porque teve nove temporadas, mas está porque foi daquelas que partiu à força. O elenco original começou a saltar do navio e o final foi tão triste que os fãs nunca o aceitaram.

Zero Hour

A premissa é bastante apelativa (uma espécie de "Código daVinci" mas com Anthony Edwards). Uma das piores estreias da história da ABC ditaram a sua sentença. Tem um final, feito à pressão, mas tem.

Caprica
Boas premissas, más execuções...

Ainda com a fama de Battlestar Galactica fresca na mente dos fãs, tentou-se espremer a teta com esta prequela. A série fracassou quando deu demasiado tempo de antena ao casal protagonista e à sua melancolia. Alessandra Torresani  era uma lufada de ar fresco e Esai Morales bem tentou, mas não chegou.

Dominion

É da Syfy e tem efeitos especiais terríveis (óbvio), mas raios, tem também Roxanne McKee! Um mundo pós-apocalíptico em que os responsáveis foram os anjos... Era fixe não era, pois era...

Boas premissas, más execuções...
Heroes

Irritação profunda. É isto que me ocorre quando penso em Heroes. Super-poderes, elenco bom, um dos melhores vilões da historia da televisão e a série enterrou-se no seu próprio rabo. A primeira temporada é um néctar divino, o que se passou a seguir só iria ser equiparado por Prison Break...

Boas premissas, más execuções...
Flashforward

Antes de Joseph Fiennes andar por Gilead, protagonizou uma da séries mais badaladas de 2009. Era incrível o entusiasmo por parte da Fox, mas lá está, as pessoas gostam pouco quando brincam com elas. O canal (e a premissa) bem tentaram...

Boas premissas, más execuções...
The Event

Estão a ver FlashForward?! Multipliquem a tentativa de brincar com as pessoas por 10. O final cuspido desta série ainda me está gravado na memória como das coisas mais otárias que já vi em televisão.

Boas premissas, más execuções...
Touch

Um dos melhores pilotos que já vi. Uma premissa boa. Keifer Sutherland. Fox. Fim.

Boas premissas, más execuções...
Utopia

Mais uma primeira temporada que roça a perfeição, mas escolhas criativas na T2 arruinaram completamente a coisa. Os visuais, o gore e o elenco causaram impacto, mas a ideia de usar o cliché da "evil corporation" estragou tudo.

Boas premissas, más execuções...
V

Morenna Baccarin encabeçou este remake mas, lá está, a trama episódica do "enrola-enrola" não faz milagres. Há quem goste muito de Elizabeth Mitchell, mas para mim, depois do que fez aqui e em Revolution, é sem duvida das piores actrizes de sempre.

Boas premissas, más execuções...
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