Supernatural: 10×02 – Reichenbach

[SPOILERS] Oh, não sejam parvos, é óbvio que esta análise não sai com uma semana de atraso. Eu é que vivo num plano espaço-temporal diferente de vocês! Não sejam preconceituosos, a inveja não vos faz bem!

“Supernatural começou bem, acho que podemos todos concordar que foi um bom lançamento, mas de boas intenções está o Inferno cheio e é necessário ainda confirmar a qualidade do lançamento da trama da temporada.

O mistério do “caçador” que aprisiona Sam não dura muito (podiam ter prolongado um pouco mais o tease), caçador entre aspas porque ao contrário do que me deu a entender o primeiro episódio, este ex-militar não sabe nada do mundo que existe para além deste e vai precisar de uma injecção de conhecimento literário. Considerando o número de aventuras e principalmente a durabilidade da carreira dos Winchesters, é de admirar que o passado não os atormente mais. Este é um dos casos, em que vemos uma vítima do trabalho de Dean a querer vingança, mas algo me diz que o pai de Cole não é apenas um “caso da semana”. Curioso que na semana em que Renée Zellweger revelou ao mundo de que modo se arruinou toda, Jensen Ackles tenha antecipado o acontecimento com um lifting virtual.

Lester: “Yeah, I know what an alibi is. I watch “Franklin & Bash””.

Dean continua o seu rampage de raiva pelos sítios mais adoráveis da América, mas Crowley tem uma proposta que o amordaça e ao mesmo tempo liberta. O Rei do Malditos sabe que tem de alimentar o vício de Dean para que este se liberte do que o mantém humano e assim consiga finalmente domar o Caçador de Demónios, a arma mais poderosa do seu arsenal. A atitude “não quero saber” e “porque não?” de Dean alimentam o jogo, mas desta vez o jogador com mais dinheiro no Monopólio não é o de sempre e a balança altera-se.

Demónio: And so, by making these 64 small changes…I believe we can increase our demon-conversion rate by 0.03%.”
Crowley: “Kill me.”

Castiel vai de mal a pior e até de umas sonecas precisa. Não deixa de ser engraçado que seja ele agora a ensinar um anjo sobre humanidade (oh the irony!). Não sei se será pena ou um sentimento mais forte que liga Hannah a Castiel, mas há ali qualquer coisa. Tanto que a necessidade de o salvar levam-na a ponderar loucuras. Tempos de desespero levam a medidas desesperadas e não é só na Terra que se tenta fazer acordos com o Diabo. É sempre bom rever Metatron, apesar da sua morte ser mais do que justificada e ele estar presente simplesmente “porque sim”. Há uma irracionalidade incrível em Hannah ficar tranquila em matar um anjo que não quer voltar a “casa” mas prolongar a vida do responsável pela maior catástrofe ocorrida à raça angelical. Mas novamente, Metatron é um homem que mesmo preso e imobilizado consegue ter o carisma necessário para que qualquer cena resulte muito bem. Castiel não está conformado com o seu destino, Hannah não está conformada com o seu destino, mas felizmente há mais um CONVENIENTE resto de Graça que salvará a situação *sigh*.

Não deixa de ser estranho que a luta final envolva Dean como o mau da fita (Sam inconsciente – CHECK, luta desigual – CHECK, mau da fita a falar de mais – CHECK, mau da fita morto/preso porque se distraiu e não reparou no outro Winchester – CHECK). Jensen Ackles torna tudo divertido e então perdoamos os clichés, mesmo quando estes acontecem com aqueles que menos desculpas tinham para deixar acontecer.

Dean: “It’s just a car, Sam.”
Sam: “It’s just a…car. Wow, you really have gone dark.”

Dean separado da adaga novamente, com Crowley a ficar por cima e a ter de a esconder (adiamento/repetição da história – CHECK!) e temos a conversa entre irmãos no Impala, pelo negro da noite para completar a trilogia de lugares comuns. O “monólogo” de Dean no carro foi muito bom, mostrando que há mais trabalho a fazer pelo psicólogo Sam do que ele estaria à espera. “Reichenbach” representa um período negro, um sacrificio, um sentimento de desespero antes do trinfo. É assim que Sam se sente em relação a Dean, em que o trinfo parece uma luz bem ao fundo do túnel. Custa ainda assim ver a série a usar a “âncora” da fórmula base para algemar a originalidade que ela própria pretende expandir. Agora teremos Dean vs Sam no próximo episódio, mas todos sabemos qual será a meta para estes dois. É só esperar que a corrida em si seja agradável de assistir à mesma.

Partilha o post do menino no...