Supernatural: 10×05 – Fan Fiction

[SPOILERS] Duas semanas de pausa, quando é que o computador avaria e fico sem poder escrever análise?! Dia antes da exibição do 200º episódio, obviously!

Dean: “There is no singing in “Supernatural!””

200 episódios, são 140 horas de “Supernatural” para quem como eu segue estes dois desde 2005 (eu não acompanhei logo de início, mas não estraguemos o argumento!). Depois do desapontante episódio anterior, estava muito ansioso por ver o que vinha deste “Fan Fiction”. A série sempre fez grandes episódios de humor, aliás, é dos aspectos que mais aprecio, e tendo como inspiração a dupla centena imaginei que sairia algum incrível… e não desiludiu!

Sam: “What is that?”
Dean: “It’s the the B.M. scene.”
Sam: “The… bowel-movement scene?!”

A premissa é a perfeita para abordar todos os temas, “subtextos”, piadas, curiosidades e tiques da nossa série, aos olhos dos fãs a quem não escapa nada. “Supernatural” sempre soube gozar consigo mesma (lembremo-nos de “The French Mistake”), e mais uma vez superaram-se! O facto de um elenco dominado por homens ser representado por raparigas, as insinuações gays entre personagens, as expressões de Dean e o facto de Sam despir a roupa de carrancudo e tornar-se uma “fan girl” lembrando o seu passado no teatro… houve cenas em que tive de parar o episódio para me rir, tão bom!!!

Marie: If Sam and Dean were real they wouldn’t back down
from a fight. Especially my sweet…brave…selfless Sam. There’s nothing he can’t do.
Dean: “No…”

Os momentos mais “fracos” do episódio foram mesmo aqueles em que este se focou no caso semanal propriamente dito, tivesse sido só paródia e seria perfeito. Mas nada que prejudique a ideia do episódio e o seu ritmo, que fora um pequeno “break” a meio, foi bem mexido.

Marie: “I used this for my one-woman “Orphan Black” show last year, but it’s gonna have to work for Sam (mete peruca exactamente igual ao seu cabelo). Writer. Director. Actor. I’m gonna Barbra Streisand this bitch.”

Muito se pode dizer sobre a série, sobre quando ela devia ter acabado ou sobre arcos que simplesmente não resultam, mas a verdade é que esquecemos tudo quando nos lembramos do legado. Em certos aspectos é como um irmão mais novo que por vezes infernizamos mas que obviamente amamos de fundo do coração. Este episódio é um piscar de olhos, é uma dedicatória, é uma paródia, é uma viagem pela estrada da memória para todos que tornam a sua realidade possível. Este incrível marco na televisão ninguém lhes tira.

Marie: “But, honestly, the whole “author inserting hemselves into the narrative” thing, it’s just not my favorite. I kinda hate the meta stories.”
Sam e Dean: “Me, too”

A música final é uma verdadeira estocada na alma e não se sintam mal se uma lagrimazinha vos fugiu. As belas vozes, com a simbologia da letra aplicada ao momento actual dos irmãos e ao total das suas aventuras, os olhares de Dean e Sam… é uma cena excelente. Corta o tom humorístico para nos deixar aquele sentimento “quentinho” no final. A presença de Chuck (Robert Patrick Benedict) foi um bom after eight. Um dos meus arcos favoritos sempre foi o de Chuck ser Deus que abandonou o Céu e vivia com os humanos durante uns tempos, observando de perto a história dos Winchester. Acredito nesta teoria e ficaria desiludido se tal não se confirmasse (God Vs Death, please!!).

Dean: “All right, listen up girls, I know you’re all here because you love “Supernatural”.”

Um excelente episódio para festejar uma excelente marca e que deixa qualquer fã contente! A imitação é a melhor forma de elogio, mas mais do que a série imitar-se a si própria, imitou o carinho que os fãs têm por esta década de conteúdos. Obrigado por este episódio “Supernatural”!

Calliope: ““Supernatural” has everything. Life, death, resurrection, redemption. But above all, family. It isn’t some meandering piece of genre dreck. It’s epic. And that, well, that is my bag of tea.”

Se quiserem recordar alguns episódios engraçados aqui fica uma rica listinha:

Paródias

  • “Hollywood Babylon” (S02E08)
    ”Mystery Spot,” (S03E11)
    ”Ghostfacers,” (S03E013)
    “The Monsters at the End of This Book,” (S04E18)
    “Changing Channels,” (S05E08)
    “The Real Ghostbusters,” (S05E09)
    “The French Mistake,” (S06E15)
    “Season Seven, Time For A Wedding” (S07E08)
    “Hunteri Heroici,” (S08E08)

Outros

  • “Hell House” (S01E17)
    “Tall Tales” (S02E15)
    “Bad Day at Black Rock” (S03E03)
    “Yellow Fever” (S04E06)
    “LARP and the Real Girl” (S08E11)
    “Pac-Man Fever” (S08E20)
    “Dog Dean Afternoon” (S09E05)

Nota: No episódio em que “Supernatural” alcança o incrível marco de 200 episódios, as análises no TV Dependente também alcançam um recorde. Esta é a 138ª análise à série no blog, superando “How I Met Your Mother” em longevidade. Esta é também a minha 83ª análise, sucedendo a um trabalho que o Ricardo Fernandes começou no início da quarta temporada. Comecei com um episódio em que Sam acordou depois de Castiel construir uma muralha na sua mente, no episódio em que Dean tentou arrancar a Excalibur da pedra mas acabou a parti-la com explosivos e que ambos acabaram a matar “dragões”, episódio em que descobriram a existência do Purgatório e de uma maneira de lá entrar… Comecei com um episódio intitulado “Like a Virgin”, que me tirou, de facto, a virgindade na série! Veremos até quando durará este vício, mas a não ser que algo de maior intervenha, estarei cá para o finale. Obrigado também a vocês que me acompanham.

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