Supernatural: 10×07 – Girls, Girls, Girls

[SPOILERS] Eu tenho mesmo de parar de ver os “Then”, é auto-spoiler gratuito! Portanto, o tema é bruxas, teremos o “romance de Hannah com Castiel e o regresso de Cole… let’s go

Só no mundo do sobrenatural é que qualquer mulher não está ao alcance de Jensen Ackles, mesmo sendo Elysia Rotaru. O episódio começa bem e saca uns largos sorrisos, com Dean a explorar as novas tecnologias ao serviço do “amor”.

Dean: “Is it so hard to believe that an attractive, red-blooded American female could be interested in someone like me?”

O episódio é muito focado no sexo e na atracção física, dentro do que a CW permite, claro. No fundo faz todo o sentido, aliás, quando se fala de demónios e fraquezas, a direcção mais óbvia é mesmo o mundo do sexo, em que o bom senso fica fora da cama.

Dean: “I have this code: No cash for ass.”

Rowena é uma bruxa posh, com um delicioso sotaque escocês, e a mais recente dor de cabeça de Crowley. Crowley que por um motivo que me escapa, acha o negócio do sexo demasiado “sujo” até para si. Expulsa do clã, tenta criar um só seu, ou talvez reinicia-lo. Mas fica tudo em águas de bacalhau com os Winchesters por que num (ridículo) perfeito sentido de timming, chega Cole.

Dean: “Once you touch that darkness, it never goes away.”

Honestamente pensei que este arco se arrastaria durante mais uns tempos mas ao mesmo tempo acho refrescante que tenham resolvido já isto. A luta está bem feita (aquela entrada pelo vidro está brutal), mas é a conversa que causa mais mazelas. Cole é confrontado com a realidade e descobre que o sentido da sua vida perdeu-se. Dean consegue entender isso. Sob olhar de pesar de Sam, Dean admite que foi o amor familiar que o trouxe de volta vezes sem conta, mas também confessa que está para lá de salvação agora. Falta saber se a série levará isso a sério ou se daqui a uns tempos tudo é esquecido e fica tudo bem. Quanto a Cole? Imagino que regressará num futuro próximo para ajudar os irmãos a caçar umas coisas, até porque o facto de Dean desconhecer que tipo de monstro era o seu pai suscita “levantar de sobrancelha”.

Dean: “I’m past saving. I know how my story ends. It’s at the edge of a blade or the barrel of a gun.”

Já que falamos de amor, quem disse que os anjos são bonecos Ken assexuais? Hannah pode ser muito racional, mas tem um corpo de uma mulher, Castiel pode querer manter os sentimentos fora do esquema, mas é um homem que não fica indiferente a um corpo bonito. Tal como Castiel no início, também ela é confrontada com a história do seu “eu” passado e tenta ser fria para se desligar dessas emoções indesejadas, sem sucesso. Podíamos discutir que se os anjos e demónios possuem corpos de ambos os sexos, e se são capazes de atracção, se isso os torna “naturalmente” bissexuais… mas isso não interessa nada. O que interessa é que Hannah desiste de sentir prazeres humanos se isso acarreta o sofrimento a humanos. Ela sempre foi mais “radical” e decidida que Castiel, por isso não choca a sua resolução final. O que deixa é um vazio em nós. Para quê aprofundar a relação destes dois?! Para quê tanta Hannah para de repente… o processo teve ainda a consequência de colocar Castiel a pensar no assunto. Porque o pobre coitado já tinha poucos dilemas pessoais para se preocupar!

Quanto ao final, mal Crowley fez a cara de estranho percebi logo. O sotaque escocês era uma pista. Continuamos assim a visita pela árvore genealógica de Crowley e depois do filho, a mãe. Veremos para onde segue tudo isto e se será satisfatório. O problema é que Rowena já deveria ter entrado em cena há mais tempo e o suspense não deveria ser sobre quem é, mas de que modo é uma ameaça tão grande para os Winchesters para cair na categoria de “vilão da temporada”… se é o caso! Mas não martelemos no mesmo prego. Um bom episódio que começou com piada e acabou bem negro, com Travis Aaron a brilhar no seu sentimentalismo e Jensen Ackles na entrega das palavras. O carisma desta bruxa deixa antever bons momentos, Crowley tem a quem sair.

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