Supernatural: 10×18 – Book of the Damned

[SPOILERS] Há duas verdades universais no mundo de “Supernatural”: 1- Quando tudo falha, e falhará, haverá sempre um artefacto que salva os irmãos. 2- Quando tudo falha, há Charlie.

Como não adorar este poço de fofura, inteligência e bravura que é Charlie?! Quando os ânimos estavam mais uma vez na mó-de-baixo, a nossa heroína dá uma nova chama, uma conveniente chama, a chama que vem sempre…

Dean e Sam encontram-se com Frodo no Shire e dão de caras com um “anel” que parece exercer uma estranha força. O problema é que Dean parece ser o Senhor do Mal neste cenário. O ambiente é mais ou menos leve (fora o facto de o livro ter sido criado com a carne e sangue de uma freira, claro), mas Dean parece não resistir ao impulso que ele exerce. Outro “Efeito Charlie” parece ser a honestidade, já que os irmãos falam mais seriamente quando está por perto, o que deu a origem a duas conversas muito boas, de coração aberto. No episódio anterior vimos Dean a confessar que quer uma vida normal, neste vimos que Sam finalmente aceitou a vida de caçador como a sua vida real. Palmas para Sam nestes dois episódios (que é como quem diz, palmas para Jared).

Meanwhile, in LA LA Land, Metatron continua a fazer das suas. Podia ficar mais zangado por andar a empatar Castiel (e principalmente a nós), mas a personagem é tão boa que não há como ficar. Óbvio que a traição veio, óbvio, mas até lá houve humor e questões relevantes: qual o papel de Castiel agora?! É personagem ocasional mas aparece algumas vezes, é personagem regular mas ausenta-se uma carrada de tempo… e sim, que missão tem ele afinal? Bom, pelo menos neste episódio foi de awesomeness, já que a sua transformação em “super-guerreiro” foi espectacular e é bom ver Cass a voltar ao seu velho estado.

O final conclui muito bem um episódio algo introspectivo, com a tristeza de Sam a contrastar com o ambiente de festejo das pequenas vitórias conquistadas. O episódio teria sido quase “perfeito”, não fosse os últimos cinco segundos. Não faz qualquer sentido que Sam peça ajuda a Rowena, nenhum! Caso aquela conversa tivesse sido com Crowley, tudo teria encaixado bem, assim é só parvo e uma tentativa de manter a bruxa em jogo. Crowley é o Rei do Inferno, seria ele a ter realmente as respostas para decifrar o livro e, mais importante, há uma ligação de amizade entre o Demónio e Dean, uma ligação que Sam conhece e que podia perfeitamente usar aqui. Crowley tem todo o benefício em que a marca desapareça e Rowena é muito mais traiçoeira… por todas as razões e mais algumas, é uma atitude que não se entende.

Porque é que este episódio foi o melhor dos últimos tempos? Porque a conversa que houve foi boa (Metatron, Dean-Sam e Sam-Charlie), porque a acção foi bem feita, porque o inimigo (apesar de não sobrenatural) teve carisma e foi interessante, porque houve tensão e desenvolvimento na história. Porque todos estes ingredientes se juntaram num só episódio. Estou pela primeira vez, em algum tempo, ansioso por ver o próximo episódio.

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